Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
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Nas desventuras comuns, reconciliam-se os ânimos e travam-se amizades.
Os abusos, como os dentes, nunca se arrancam sem dores.
O nosso amor-próprio é muitas vezes contrário aos nossos interesses.
A poesia é uma doença cerebral.
Os grandes, os ricos e os sábios sorriem-se: os pequenos, os pobres e os néscios dão gargalhadas.
A honra quer dizer o preconceito de cada pessoa e de cada condição.
Ninguém é mais adulado que os tiranos: o medo faz mais lisonjeiros que o amor.
Os pintores só devem pintar com os pincéis na mão.
Se eu conhecesse alguma coisa que fosse útil à minha pátria, mas prejudicial à Europa, ou que fosse útil à Europa, mas prejudicial ao gênero humano, considerá-la-ia um crime.
Pintar significa sofrer, mas sofrer significa conhecer.
O muito juízo é um grande tirano pessoal.
A virtude é coisa deveras inútil e frívola, caso apenas tenha a recomendá-la a glória.
O homem de juízo aproveita, o tolo desaproveita a experiência própria.
A criatividade de uma nação está ligada à capacidade de pensar e teorizar, o que requer uma boa educação e, daí, partir para o inventar e, depois, ir até as últimas consequências no fazer.
Disse algum mal de ti? Não o digas tu dele, quanto mais não seja para que a ele não te assemelhes, imitando-o.
Nos perigos graves, atropela-se toda a razão.
A maior parte dos males e misérias dos homens provêm, não da falta de liberdade, mas do seu abuso e demasia.
As opiniões de um século causam riso ou lástima em outros séculos.
É necessário subir muito alto para bem descortinar as ilusões e angústias da ambição, poder e soberania.
A democracia é como a tesoura do jardineiro, que decota para igualar; a mediocridade é o seu elemento.
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