Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Você não marca a hora de chegar a hora vem, do modo algum ninguém consegue frear o tempo o tempo vem sem marcar o tempo de volta.
'ESPARTILHO'
O espartilho,
vazio.
Ninguém vê condolências,
tampouco adiposidade.
Sem castilhos,
sem brio.
Amordaçando consciência,
vislumbrando fatuidade...
Há barbatanas,
melancolias.
Lâminas cortando o abdome,
exíguo.
Ah Juliana!
Vê essa travessia.
Não dê tanta atenção para os homens,
para quê tantos castigos?
Afrouxas o corriqueiro,
delgado.
Já és esbelta,
graciosa.
Coração em jasmineiro,
delicado.
Seguras a fisberta,
e não deixes cair a rosa...
"Observar é fundamentalmente ver, sem fazer questão das questões, que mais ninguém vê ou quer ver. Ser bom observador requer curiosidade e uma mente afiada, para quando chegar o momento certo, saltar em cima sem piedade ...assim tal como o gato, que não pede licença ao rato, para lhe terminar com a raça!!!!"
Universo de Dentro
Carrego um céu que ninguém vê,
feito de estrelas que brilham por fé.
Não sou espaço, sou explosão,
um infinito em combustão.
Sopro do Vento
Faço o bem, ninguém vê,
Semeio luz, sem porquê.
Não busco aplausos, nem atenção,
Grande é quem serve com o coração.
O vento passa, sem se explicar,
Leva as folhas, deixa o ar.
Humildade é assim, sem pretensão,
Valor está na intenção.
Existem dias em que você trava uma batalha sozinho e ninguém vê, mas que vão falar e até te criticar caso você possa comemorar.
os de bem me ensinaram
a nem sempre fazer o que só me convém,
não detestar ninguém, ajudar sem ver a quem,
mas o mundo me mostrou
que é mais fácil concordar fingindo que escutou no meio do barulho.
pare esse mundo que eu quero descer,
já estamos em julho, já pulei o muro
e gostei mais do outro lado,
de borboleta não sei apenas o nado,
rindo chapado, coração blindado,
se deus vier, que venha armado,
o show principal já está completo,
agora o after é ir naquela rua e seguir reto.
filho de adão e eva, fruto do pecado.
em pé sou assim como estaria deitado,
sem direitos e sem deveres,
libertado de todas obrigações sociais que me apresentaram;
um parasita devora meus órgãos e a sanidade que já fora roubada,
assim como ele, devoro meus sentimentos mais lúdicos
e fico calado como o som de uma granada,
enquanto minha própria mão me dá uma bofetada.
rodamos o mundo em busca de ser menos mal,
mas a primeira refeição do dia é o falso moralismo
que grita em urgência de invadir o meu próprio espaço,
fazendo parte do mundo sujo que finge querer se limpar,
parte dessa massa deixa mais sem graça,
ânsia de mainstream (mesmo sendo),
ignorando mensagem sendo lida,
bebo da minha comida, comendo da minha bebida.
sou o cheque-mate que leigo joga,
música não é minha única droga,
respiro no mar que me afoga,
pois eu já era grande antes antes de você chegar,
portanto, estamos quites quando me crucificar.
meus segredos só eram assustadores até aceitar que eu tinha medo,
os quais você só se tranquiliza quando sente o toque do meu dedo;
quando minha música toca no seu rádio,
sem fingir de coitado, pois antes pagava de santo
mas era o que mais fazia pecado.
só obedeço ao que me convém,
maldade virou coisa do cotidiano,
pulo de um prédio, me mato sem causar nenhum dano,
protestos irônicos queimando pneu, nascido no breu,
uma veia corre sangue latino,
na outra, sangue europeu.
recito poemas, invento romances do avesso;
pelo meu amor, tudo tem seu preço:
belas palavras, pena que eu me conheço,
provando cérebros em ordas de zumbis,
não sou um simples aprendiz,
eu tenho a p0rra do fator X.
Peso que ninguém vê”
por Rarah vibes
Tem alma que não se perde… ela só cansa.
Cansa de segurar tudo sozinha, cansa de fingir força, cansa de sorrir enquanto quebra por dentro.
Tem alma que vaga não porque quer fugir do mundo,
mas porque já carregou peso demais pra caber num único corpo.
É estranho, sabe?
A gente aprende desde cedo a guardar silêncio,
a esconder tristeza pra não preocupar ninguém,
a engolir palavra que dói,
a segurar lágrima que nunca desce.
Só que vai chegando uma hora que esse “peso invisível” vira casa, cama, teto.
E a alma… ela fica ali, presa, tentando respirar entre as rachaduras.
E ninguém vê.
Ninguém imagina a guerra que acontece num peito que parece tranquilo.
Ninguém nota as noites longas,
as memórias que arranham,
os medos que abraçam mais forte do que qualquer pessoa já abraçou.
A alma cansa de gritar por dentro e ser confundida com silêncio.
Às vezes não é tristeza — é excesso.
Excesso de sentir, de lembrar, de tentar.
Excesso de força quando o certo seria pedir colo.
Excesso de dor antiga que nunca teve tempo pra cicatrizar.
E aí a alma vaga…
não pra fugir,
mas pra procurar um canto onde possa descansar.
Um canto onde não precise ser forte,
não precise explicar,
não precise se justificar pra existir do jeito que é.
Uma alma que carregou demais só quer isso:
um lugar onde finalmente possa soltar os pesos,
abrir as mãos,
respirar fundo…
e lembrar que ainda merece leveza.
Um pouco a cada dia,
A vida se esvai,
Em sussurros silenciosos,
Que ninguém ouve ou vê.
A sombra cresce, escura,
Enquanto a luz se apaga,
E a solidão me abraça,
Num abraço que me afoga
Ninguém mais vê filmes em encontros. A menos que vejam no sofá, daí vão ver só a metade.
Apenas Deus conhece as cargas que carregamos em nosso íntimo. Ninguém pode ver, mas Deus vê. O tempo da nossa vitória está se aproximando.
"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar." (João 14:1-2) 🙏.
O requinte do simples, a pureza do sorriso, o brilho nos olhos...detalhes.
Coisas que ninguém vê. Aquele cheiro de fruta, a malícia, verdades, mentiras, ilusões, ânsia por felicidade.
E em cada ponto um brilho, um mistério. Faltam palavras para desenhar um instante. O tempo de um beijo. Um olhar e um sorriso.....O tempo é apenas um detalhe. Na verdade, é uma mentira que dura eternidades.
G.M.
Não é só um cão na rua,
É a dor que ninguém vê.
É a fome disfarçada
Na espera por um porquê.
Não é só um latido solto,
É um pedido contido no ar.
É o grito de quem um dia teve dono
E hoje só tem o caminhar.
Não é sobre raça, nem porte,
É sobre omissão e descaso.
É sobre quem fecha os olhos
Enquanto outro limpa o estrago.
Se alimenta, cuida. Se cuida, assume.
Não é bondade largar depois.
A rua não ensina carinho,
Só ensina a fugir dos “heróis”.
Ter um animal é promessa
De presença, cuidado e ação.
Se não for pra ser abrigo,
Não alimente a ilusão.
É aquele anônimo, desconhecido que está nos bastidores que ninguém vê. Que se coloca na frente recebendo pauladas,pedradas,injúrias, calúnias e difamação. Estou falando de um cristão? Talvez.Mas todo aquele que se põe à disposição de uma causa nobre,abrindo com seu coração cada espaço para a redenção dos desafortunados!
Se sente sozinho e não vê ninguém lutando ao seu lado. Continue, pois para que a vitória aconteça basta que um acredite e faça acontecer.
Há dores que ninguém vê. Batalhas que travamos em silêncio, com a alma sangrando e o coração em pedaços. Sobreviver à própria sombra é mais do que força, é coragem crua, é resistência emocional. Não se trata de nunca cair, mas de se levantar depois de cada queda, com o peito ainda batendo, mesmo que entre cacos. Porque viver com intensidade também é saber reconstruir-se no meio do caos. Essa é a força que poucos entendem… mas quem sente nunca esquece.
ALMAS GÉMEAS
Ninguém me vê...
Acabrunhado
Ao mortificado,
Nesta cadeira velha
Que faz doer as cruzes
Deste esqueleto
Já absoleto
Que se senta
Rumo aos setenta
À espera de algumas luzes.
Ainda bem que ninguém me vê...
Neste cubículo escritório,
Em sistema de dormitório,
Para dar em cada dia ao mundo
Um poema infecundo
Teorema lógico
Dos axiomas
Postulados
Gravados
No sistema patológico
Rumo doloroso
Até conseguir o dialógico
Gostoso,
De ter alguém em simpatia,
Que todos os dias em sintonia,
Anima e faz viver a minha poesia.
(Carlos De Castro, in Há Hum Livro Por Escrever, em 15-05-2023)
