Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Os poetas nunca dormem.
Apenas repousam suas asas
no galho do silêncio
para logo mais n'algum vento
poder voar.... voar....voar...
Eu sou a criança,
Aquela que habitou a sua infância,
Inocente e honesta,
Vê tudo oque se expressa,
Tudo oque se marca,
Aquilo que fica,
Na alma e não disfarça,
As lembranças na memória,
As tristezas e as alegrias,
Os colegas e a família,
Em suas vagas histórias,
Lindas de se ver,
Tristes de se ler,
Bonitas no enredo,
Trágicas no contexto,
Crianças são inocentes,
Não sabem oquê o mundo trás,
Elas não podem saber,
Do quê o ser humano é capaz!
Eu vou te contar uma coisa
Mas a gente faz um acordo
Vê se não ri de mim
Pois eu sei que pareço bobo
Aliás bobo não,
Na verdade um iludido
Pois você me deixa perdido
Só de estar na minha imaginação
Ah...
E como é bom me perder no você que há em mim
E não me importo de ser assim
Pois se amar for doença eu quero padecer
Respirar sua essência, ter overdose de você
(PROSA)
SENOR. -- Ouça! Meu jovem, vê aquele homem?
JOVIN. -- Sim, o vejo!
SENOR. -- Ele é tão livre que um dia será preso.
JOVIN. -- Preso!? Mas por qual motivo?
SENOR. -- Por excesso de liberdade!
JOVIN. -- Mas essa liberdade me parece inocente. Não acha?
SENOR. -- É!... Até mesmo ingênua. Porém... É tambémvivaz. É afiada... Perspicaz e eloquente.
JOVIN. -- Então... Por que ão de aprisioná-lo?
SENOR. -- Porque a liberdade alheia ofende. E quem a busca é afetado por ela com veneno mortífero. Por isso, a liberdade é tão restrita para aqueles poucos capazes de aprisionar-se em sua própria liberdade.Que, muitas vezes... Essa, chega a ser letal.
Pois, haja vista que "Livre", é o estado daquele que tem liberdade.
Liberdade, meu caro, pelo que pude aprender com um grande homem, é:... É uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda."
JOVIN. -- Então... Ser livre é como cair num abismo profundo de dilemas inexoráveis?
SENOR. -- Sim, Meu jovem. É o que suponho.
JOVIN. -- Então por que a existência da palavra liberdade? Seria apenas para dar esperança aos escravos?
SENOR. -- Talvez, mas penso que criaram-na, apenas, para fazer com que os escravos continuem vivendo e crendo que, um dia, um dia... Talvez, serão libertos. Porém, sabemos que aqueles que tentaram à liberdade, tiveram suas vidas ceivadas. Assim como um grande amigo e, tantos outros que aqui nesta cidade jazem como grandes guerreiros da vida.
JOVIN. -- Verdade, meu pai, quando vivo, me dissera algumas histórias sobre estes que buscavam liberdade.
SENOR. -- Imagino, ah... Seu pai, meu grande amigo! É uma pena que seu pai tenha feito parte destas histórias.
Mas ele, sem dúvidas foi protagonista!
JOVIN. -- Se o que me dizes é verdade... Presumo que meu pai tenha buscado tal liberdade.
Agora compreendo! Meu pai foi como ele. Por isso disseste que ele será preso. Pois ele está sendo como meu pai!
Prefere se manter preso em sua liberdade ameaçadora, lutado contra todos os sopros e, inclusive ventanias. Do que deixar com que esta chama da esperança se apague.
SENOR. -- Meu caro jovem... Agora conheceste teu pai por intermédio de duas palavras.
JOVIN. -- Sim, mas também pelas recordações de um grande amigo dele, que o mantém vivo em seu coração.
SENOR. --- Oh! Meu jovem... Obrigado por ensinar-me.
JOVIN. --- Como assim? Tu foi quem me ensinou, e ao fazê-lo, fez-me conhecer meu pai.
SENOR. -- Fico lisongeado! Mas o que acabei de aprender contigo... É que quando buscamos estas duas palavras que conheceste um pouco mais sobre teu pai... Contagiamos os que fazem parte do nosso convívio. E assim, como ele, se acham presos; Mas também totalmente libertos em nossos corações.
Para trazermos-los à vida por intermédio de recordações.
JOVIN. -- Então... "Recordar é dar vida aos que não mais vivem."
SENOR. -- Foi o que aprendi contigo, Meu caro. Bom... Já é hora de irmos para à casa. Sua tia já deve ter preparado a janta.
JOVIN. -- Vamos! Já estou faminto. E ao caminhar... Pensou o jovem: "livre tão somente são os nossos pensamentos. Pois, por muitas vezes permanecem apenas em uma vida onírica"
[ FIM ]...
Ass: ytsuo yang.
Duvide da existência do que você vê e não duvide da existência do que não vê. Um verdadeiro líder de sucesso é aquele que questiona sempre.
[Quero viver, não quero durar]
Mexe no passado
E atrapalha o futuro
Vê-se acabado
Ou em cima do muro
Que decisão foi essa?
Foi certeza em vão?
Foi muita pressa?
Foi tentação?
Pensar todo dia
Na escolha perfeita
Mas, vem dúvida fria
E a certeza enfeita
Ou me permite
E da vida me demite
Ou me demite
E da vida me permite
Sem necessidade de crer
Sem precisar me ver
Saber porque, saber amar
Quero viver, não quero durar
Pensamento do dia 14/07
O beneficio da cura de seus traumas não está como a sociedade lhe vê, e sim em seu crescimento interior.
TATO DO SABER
Ao nascer...
Nasce o que se vê
ao crescer... Como parece!
Agora, quanto a ser...
Isso já, não acontece.
O que parece...
Nunca foi... E não, não é!
N'essa sociedade, perdida...
Não sei... Não sei, se é mulher.
Já se esgueira pela vida...
Aquilo que nunca foi, mas não foi!
A sociedade esta perdida...
homem, mulher... O que foi?
Se você não sabe, não sei,
o que um dia... Pode ser?!
por essa vida minha tateie
o tato do meu saber.
Antonio Montes
DEZEMBRO
Chegou dezembro,
E a gente correndo,
Para as festas que irão começar.
Dezembro já veio e tudo fica cheio:
O bolso, a casa, o coração - de alegria,
É muita euforia, é tempo de amar.
Mas vou avisar:
Que longe dos amigos é proibido ficar.
Soberana da noite
Suspicaz seu olhar, enxerga tudo que não se vê
Perscrutador do saber, racional ave noctívaga
Descobre é acha verdades invisíveis
Reside no lar da iluminação
Observa a humanidade com suspeição
No qual temem a escuridão
A ilusão do breu, para ela é clareza do céu
Profunda conhecedora e vigilante da noite
Desafiadora da cegueira do homem
Divinatória do escuro, alcança o claro
Encha os pulmões emplume o peito
Alume na noite e distingue seus feitos
No branco da neve ao verde das matas
A erudição ti consagra dona do saber
Olhos persuasivo no meio da caligem.
Nas ruas encolhia-se
Do frio escondia-se
Ao vê-lo. Comoção.
Banho, comida, toalhas...
A cada dormida seus olhos sumiam
Sua pele rajada em tons de preto e marrom
A cara feia da morte
Mas, eu, só via um filhote
Esperança estupida em ajudar;
Ele que estava a própria sorte;
Há terra por cima
E em volta dele
Sua dor o sufocou
Mal viveu, mal nasceu...
No fim recebeu amor;
