Sombras
Não sei por que tentam excluir nossa cor,
se uma mão branca e a outra negra juntas
fazem sombras iguais como uma poesia de amor!
Vem-me, às vezes, um sonho fugitivo e estranho ao pensamento perturbado; Sonho sem medo as sombras do passado, e o futuro me torna pensativo. Por que me faço ao riso alheio esquivo? De onde me vem este ar desalentado? Este fundo pesar inexplicado, esta grande tristeza sem motivo? Não sei... A mágoa obscura que me invade talvez seja somente uma saudade que o mundo vil não pode compreender... Saudade de outra gente e de outra vida, que inda vibra e palpita, dolorida, na imperfeição do meu ser
Ó, meus demônios, sombras que me habitam,
Formas retorcidas de um eu que não quis,
Vós, que me arrastais para abismos sem fim,
E me aprisionais em celas de aço frio.
Medo, imenso abismo, que me devora,
Onde a esperança se afoga e a razão se perde,
Tu, que me paralisa e me aterroriza,
Transformando meus sonhos em cinzas mortas.
Insegurança, tua voz ecoa em meus ouvidos,
Sussurrando dúvidas e plantando espinhos,
Tu, que me roubas a paz e a alegria,
E me faz duvidar de cada passo que dou.
Mas eu vos desafio, demônios e abismo,
Não me curvarei diante de vossa tirania,
Lutarei contra vós, com todas as minhas forças,
E conquistarei a liberdade que me pertence.
Em minhas veias corre um rio de rebeldia,
Que alimenta a chama da esperança que me habita,
E me impulsiona a enfrentar cada desafio,
A fim de construir um futuro mais bonito.
Ó, universo, testemunha minha luta,
E concede-me a força para superar,
Os obstáculos que se erguem em meu caminho,
E alcançar a luz que me guia.
VÍCIO DO TEU VÍCIO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Já me cansa te olhar e só ver sombras,
procurar o teu rosto e me perder
nos escombros de alguém que nunca está;
ou está, mas no fundo nunca é...
Piso em falso nas órbitas do amor
que não sabe trazer felicidade,
cuja flor não supera seus espinhos
nem se livra das grades do pesar...
Vencerei o teu vício de sofrer,
deixarei o meu vício desse vício,
passarei a viver, pois estou vivo...
Eu me canso da espécie de ninguém
sob alguém que me aluga mas não mora;
não me ocupa nem quer desabitar...
SÍNDROME DE DORIAN GRAY
Demétrio Sena - Magé
Digo às sombras que tenho gratidão,
que meu corpo já teve o que pediu,
tive toda paixão correspondida
nos desejos em série que senti...
Mas agora preciso envelhecer
e gozar umas dores mais humanas,
Perecer de uma síndrome comum
ou saber que o que dói não é boleto...
Quero a vida sem graça que não quis,
pra viver um amor que sempre tive,
ser feliz como tantos podem ser...
Peço às sombras meu velho coração,
minha carne se cansa de sentir
sem aquela emoção da qual me lembro...
... ... ...
Respeite autorias. Isso é lei
No Reflexo do Outro
Nas sombras da dor escondida, No vazio de mentiras guardadas, Reside a alma ferida, De solidão, traumas, desamparadas.
Se a injúria vem à tona, Olhe para o sofrimento oculto, No desprezo, há uma pessoa Cuja miséria é profundo tumulto.
Inveja é frustração disfarçada, A raiva é ferida não curada. Não se ofenda com o alheio mal, Corrija-se, como um ritual.
Nutra a alma, ao ego deixe de lado, Se precisar partir, vá sem rancor. O amor é chave, prece e recado, Deixe para trás toda dor.
Seja gentil, bondoso, como estrela-guia, Na jornada do coração, encontre paz, harmonia.
Em um campo de batalhas travadas, Ergueu-se um coração de coragem forjada. Nas sombras frias de noites sem fim, Uma vencedora nasceu, firme até o fim.
Na angústia profunda, a dor enfrentou, Jamais desistiu, mesmo quando o mundo tremeu. Sua fé, viva como chama eterna, Rochosa e inabalável, sempre serena.
Entre as cruzes que a vida lançou, Seu espírito se manteve, nunca vacilou. Decepções vieram, mas não a abalaram, Sua calma resoluta, as tempestades desarmaram.
Com a cabeça erguida, seguiu sua jornada, Cada passo firme, em direção à alvorada. Uma nova vencedora, história escrita na luta, Uma vida de fé, que nada machuca.
Que seu exemplo ilumine os corações, De todos que enfrentam as mais duras provações. Que a vitória de uma, seja a esperança para muitos, E que a fé, como guia para outro mundo faça a travessia.
Dissipando as Sombras da Ignorância Através da Meditação
Enquanto a ignorância persistir como uma sombra teimosa no horizonte da consciência, a jornada diante de ti será marcada por incontáveis reencarnações.
Há aqueles que, ao longo de muitas vidas, inadvertidamente cultivaram a semente da ira, permitindo que suas raízes se aprofundassem no solo fértil de seus corações. Sem perceber, alimentaram o hábito da raiva, tornando-se prisioneiros de suas próprias emoções inflamadas.
Outros, escravos dos instintos mais básicos, foram enredados nas tramas do desejo sexual, consequência de hábitos arraigados em múltiplas existências. A sabedoria sussurra que não há momento mais propício do que o presente para travar a batalha contra esses hábitos debilitantes.
A libertação está na prática serena da meditação. A meditação é o melhor caminho para a alma encontrar a saída da roda de sansara. Cada instante de meditação é uma lâmina afiada que corta os grilhões invisíveis que mantêm a alma acorrentada. Assim, a mente, como um jardim outrora negligenciado, começa a desabrochar sob o cuidado amoroso da atenção plena.
Dessa maneira, a luz do autoconhecimento dispersa as trevas da ignorância, revelando um caminho de serenidade e clareza. A jornada, antes penosa e interminável, transforma-se em uma dança graciosa de redenção e despertar.
O amor comum dança em sombras, Sussurra promessas ao sabor do vento. Busca em troca o reflexo de si, Na frágil taça do desejo, se contenta.
Mas o amor divino, eterno em essência, É chama que não se apaga nem vacila. Transborda em dádiva, sem pedir retorno, Imutável farol nas tormentas da vida.
Na vastidão do seu abraço sereno, Não há limites, nem condição. É o céu que acolhe todos os caminhos, A pura melodia de uma eterna canção.
Existem portas dentro de nós que permanecem entreabertas, guardadas por rostos familiares e sombras desconhecidas. Nem tudo o que esquecemos se perdeu… algumas verdades apenas esperam o momento certo para serem lembradas.
Entre as sombras do adeus, o coração é um poço de melancolia,
Onde ecoam ecos de um amor que partiu, mas ainda se aninha.
No teatro da vida, a cortina caiu sobre o palco do afeto,
E a dor da separação se insinua como um frio inverno repleto.
Oh, homem de coração trespassado, teu peito é um relicário,
Guardando lembranças de um passado que se desfaz no calendário.
A mulher que partiu deixou rastros de saudade e desespero,
E o que resta são memórias que ardem, como brasas no fogueiro.
Ainda paira no ar o perfume da pele que um dia foi tua,
Mas agora, na solidão, a cama é um deserto que insinua
Que o calor humano se dissipou, deixando apenas o frio,
E o eco dos risos passados ressoa como um lamento sombrio.
As lágrimas, silenciosas testemunhas da tua dor,
Deslizam pela face, buscando alívio para a alma que chora.
A cada suspiro, ecoa a melodia triste da desilusão,
Enquanto o coração insiste em bater ao ritmo da solidão.
Mesmo assim, o amor persiste, como uma chama teimosa,
Que se recusa a extinguir-se, apesar da tempestade furiosa.
A mulher ainda vive nos recantos da tua mente,
Como uma sombra que te acompanha, constante e insistente.
Na escuridão da noite, o vazio se torna mais profundo,
E o eco do silêncio é a trilha sonora desse mundo.
Mas, oh homem que ainda ama e sofre na escuridão,
Lembre-se, o amanhã pode trazer consigo a luz da redenção.
Que o tempo cure as feridas e console tua alma aflita,
E que o amor renasça das cinzas, como a fênix bendita.
Pois, mesmo na dor da separação, há a promessa de um novo dia,
Onde o coração poderá encontrar a cura e a alegria.
Na dança suave da vida, um fotógrafo a caminhar,
Entre luzes e sombras, o coração a palpitar.
Um capítulo encerra, um amor que se desfez,
Mas na resiliência encontro força outra vez.
Nas lentes da vida, capturo a superação,
Cada clique, um passo em direção à redenção.
A separação, qual negativo a revelar,
Mas na revelação, a força a desabrochar.
O obturador da dor, em meu peito pulsante,
Cada lágrima caída, uma cena marcante.
A separação, um foco desajustado,
Mas na resiliência, um novo olhar é forjado.
As fotos do passado, um álbum a fechar,
Memórias que persistem, mas o futuro a esculpir.
No estúdio da alma, moldo a minha trajetória,
A resiliência é a luz, a guiar-me com glória.
Entre poses de tristeza, sorrisos ressurgem,
A cada revelação, mais forte me ergo.
O coração, como câmera, guarda o aprendizado,
Na força da resiliência, o amor é renovado.
No tripé da esperança, firmo meus passos,
Como um fotógrafo que encontra em seus traços,
A beleza da vida, mesmo após despedidas,
Na resiliência, a alma se refaz e se desdobra.
Assim, eu sigo, um fotógrafo resiliente,
Clicando a alegria que emerge, mesmo após o lamento.
A separação, uma paisagem no meu caminhar,
Mas na resiliência, um novo horizonte a se revelar.
A Estrada da Superação
Nas sombras da vida, é fácil reclamar,
Mas já pensou, na dor, tentar se erguer?
Ser mais forte quando o vento quer te tombar,
E a luz do invisível buscar e viver.
Já perguntou de onde vem a luz aos cegos?
Já pensou em descer do pedestal do ego?
Humildade abre portas que o orgulho fecha,
E a alma encontra a paz que tanto almeja.
A vida se torna mais leve ao agir,
Cruzando os braços, nada vai mudar.
Pegue a estrada, escolha prosseguir,
Sonhos são sementes que é preciso plantar.
Não tente subir sem batalhar,
Nem implore carinho sem antes doar.
O amor, como a chuva, precisa regar,
E nos gestos sinceros, começa a brotar.
Na busca dos sonhos, não tema o cair,
Cada tropeço ensina a persistir.
A vida é uma estrada a ser conquistada,
Com fé, força e coragem, serás recompensada.
O mundo andará às sombras por 1705 dias, estamos fazendo uma viagem de trem, entramos no túnel. Muitas Torres irão abaixo. O mundo verá o sol a brilhar na grande primavera 2024.
Sob a Luz da Lua Despedaçada – Vinicius M.Tito
Nas sombras da noite encontrei,
A luz que em teus olhos brilhou,
Em meio ao caos me abriguei,
No amor que em ti floresceu.
Era a lua que iluminava,
Minha alma perdida na dor,
Seu sorriso que me acalmava,
Trouxe vida, trouxe cor.
Mas como toda estrela cadente,
Desapareceu num instante,
Deixando-me só, descontente,
Com sonhos quebrados, distante.
Eu me pergunto o que adiantou,
Acreditar no amor novamente,
Se no fim, tudo se despedaçou,
E restou-me a solidão, somente.
Ainda assim, não guardo rancor,
Desejo-te paz e carinho,
Que encontres um verdadeiro amor,
Que te guie pelo caminho.
E enquanto aqui me refaço,
Pedaço por pedaço no chão,
Espero um dia, no espaço,
Encontrar nova direção.
