Sombras
Nosso ciclo se desenrola entre sombras e suspiros. O nascimento, um lampejo de alegria efêmera, contrasta com a partida — um adeus silencioso que dilacera a alma, um momento sombrio que nos prende ao medo e ao sofrimento.
Vivemos à mercê dessa hora cruel, atormentados pela dúvida que corrói o peito: como será o último suspiro? O mistério da saída nos envolve em névoas densas, onde perguntas ecoam no vazio e respostas se escondem na escuridão.
O medo, companheiro inevitável, nos sussurra verdades dolorosas. A vida, tão bela e luminosa, é também um prelúdio para a ausência. Sabemos que a morte virá, silenciosa, para levar tudo embora — sonhos, risos, amores.
Resta apenas o consolo amargo de que, após ela, cessarão as dores, os lamentos e o vazio; um silêncio eterno onde nada mais existirá.
Sombras
Antiga brasa...
Socorro estou congelando!
Antes uma brasa incandescente,
Agora um cristal de gelo.
Estou indo para o outro lado,
E lá, já não há volta...
Temo ser frio, mas já não sou mais
como antes, quente.
Ontem eu disse que te amava,
Hoje já não sei mais,
Amanhã provavelmente te odiarei.
Não me conheço mais, ou talvez agora
eu esteja realmente me conhecendo.
Em todos os casos as sombras são tentadoras
e agradáveis, para quem realmente as conhece...
Quem são, alguns guerreiros da luz?
R: muitas vezes, quem se cobre de sombras, andando na "escuridão", apenas para COMBATER as TREVAS.
Princesa do luar, a filha das sombras da luz, não temia nem a Luz muito menos a Sombra da Escuridão. Muito pelo contrário, as Trevas, para ela, eram-lhe tão doces, quanto a melífica substância líquida das abelhas! Cobria-se da escuridão, com a mesma facilidade daquele que se cobre com um manto quente numa noite fria, tenebrosa e gélida. Princesa do luar suportava o peso das Trevas, com a mesma facilidade daquele que suporta a leveza da Luz. O que era motivo de pavor para outros, para ela, era motivo de consolação, distração e "melancólica" alegria. Ela não se importava com isso.
Era seu quase segundo mundo natural. O que afasta os outros, para isso ela se aproxima; como se fosse seu parente muito familiar. Essa é a noiva da Lua, amante do Sol. Que jamais teme a escuridão!!! Que não sente o frio noturno e, por incrível que pareça, nem o calor de um dia intenso de verão.
Às 14:12 in 02.03.2025
de "Lucius" para Kimberly”
Quando o sol da Cultura
Está baixo em demasia
Toda ou qualquer estatura
Tem longas sombras ao dia.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
02 Março 2025
Nas sombras da noite calma,
um sussurro de esperança,
cada lágrima é uma palma,
batendo forte na dança.
A vida é feita de ciclos,
em cada dor, um novo passo,
como flores em seus vínculos,
renascendo no espaço.
E quando o sol se erguer,
abrindo os braços pro dia,
saberemos renascer,
com coragem e alegria.
Se olhássemos mais para os pontos positivos das pessoas ,sem sombras de dúvidas o mundo seria bem melhor,pois,defeitos todos nós temos.
Quem segue meus passos
é sombra.
Sombras não têm vida pessoal,
não andam sozinhas
e não possuem luz própria.
Acreditar no próprio potencial é o primeiro passo pra sair da escuridão.
"Dita, meu corpo em transe,
cheio de cores espectro,
que vagueio no vale das sombras circense,
na fuga deste mundo monstro..."
A mente humana é um labirinto onde, por vezes, as respostas mais profundas se escondem nas sombras das nossas próprias inseguranças.
Entre as sombras da alma, habita o silêncio que não se desfaz, e é nele que a psique se descobre, metamorfoseando dor em renascimento.
Neste triste adieu, as sombras do vazio se entrelaçam, como folhas de outono caídas, sem destino certo. A solidão, um espectro voraz, dança ao redor, enquanto a ansiedade tece uma teia implacável, sufocando a alma. No silêncio da ausência, percebo que a solidão mata lentamente, como um veneno sutil que se insinua nos recantos da existência. Que os ventos da vida levem consigo os ecos desvanecidos de um coração que agora bate solitário, em meio a uma sinfonia de memórias dolorosas. Adeus, como uma nota melancólica, ressoa na partitura da despedida, onde a esperança se despede, deixando apenas a melodia triste da saudade.
