Sombras
Casa não é um lugar. É um sentimento. Há quem habite às sombras de um palácio e seja mais rico que seu rei. Há quem faça sua morada na estrada, satisfeito por entender o caminho. Somos todos passageiros almejando abrigo. No entanto, afortunado é o sujeito que possui o mapa do tesouro e ostenta tempo para ir buscá-lo. É no vento que não se pode ver que sopram a liberdade e a independência dos bem-aventurados. Aquele que edifica seus sonhos com betume e pedras, sucumbe em poeira e vaidade. O reino do homem do mar não é o seu barco, senão todo o mar em que navega. Casa não é um lugar. É um sentimento.
"Nas sombras da culpa e dos arrependimentos, onde os pensamentos se perdem em labirintos de incerteza, encontramos a imutabilidade da realidade. No entanto, é no instante em que ousamos desafiar nossos medos, erguendo-nos com bravura diante da vida, que a verdadeira metamorfose acontece. Deixemos para trás as âncoras das preocupações alheias e abracemos, com destemor, o nosso próprio destino, pois somos os artífices de nossas próprias histórias."
Não era amor
Em sombras veladas, trilhamos caminhos,
Não era amor, eram enganos mesquinhos.
Na teia ardilosa, um jogo de ilusão,
Não era amor, era cilada em ação.
Promessas vazias, como vento a soprar,
Não era amor, era um ardil no ar.
Em laços frouxos, a confiança se desfaz,
Não era amor, era cilada que se faz.
Sob o manto da sedução disfarçada,
Não era amor, era armadilha armada.
Em palavras doces, mentiras tecidas,
Não era amor, era ilusão, eram feridas.
Na dança perigosa, corações na mira,
Não era amor, era a trama que conspira.
Um jogo traiçoeiro, paixão simulada,
Não era amor, era cilada, era farsa encenada.
Assim, no labirinto de enganos traçados,
Não era amor, era o fio dos dias cortados.
Desvendando a miragem, a verdade se revela,
Não era amor, era cilada, uma história que se degela.
Eis a sabedoria, sendo como uma lâmpada, cuja luz transcende as sombras da ignorância que envolvem nossa jornada mundana. Meu coração se perturba, pois discerno os equívocos que teimosamente perpetuo, as transgressões que afligem meu caminhar. Ó, este meu anseio pela luz da sabedoria, como o quero, pois revela diante dos meus sentidos os desvios em minha senda, e me conduz ao arrependimento e à correção.
Duas ferramentas modelam um homem.
A primeira, sem sombras de dúvidas é o Poder. Pois o homem com poder, consegue tudo e todos.
A segunda é o medo.
O homem com medo obedece quem tem o poder.
No jogo das sombras, aprendi a ser um espectador oculto, sempre atento ao próximo movimento daqueles que acreditam estar escondidos.
Outono chegou, sem mistérios nem sombras,
as folhas caem como quem se despe por vontade,
o ar frio não traz aviso, é apenas o que é.
A castanha abre-se na mão, oferta simples,
uma bênção da terra, sem pedir nada de volta.
O mundo veste-se de cor, mas não por vaidade,
as árvores mudam como quem aceita o tempo,
e eu, no meu caminhar tranquilo, olho e sorrio,
não há mais do que a alegria de estar aqui,
o outono é apenas o que o outono deve ser.
Tudo é tão claro como o ar entre os ramos,
não preciso de mais para entender,
que o sol que se põe não se despede triste,
apenas dá lugar à noite, e isso também é alegria.
Eu não quero o futuro
Pensar no futuro
É sofrer antes de acontecer,
É viver nas sombras do que pode ser,
Preso em "um dia", "talvez", "quem sabe".
Eu não quero encarar o amanhã,
Nem carregar o peso do que virá,
Responsabilidades de um alguém
Que ainda nem existe,
Que não sou eu.
Não quero escolhas,
Que meu "eu" do futuro
Venha a se arrepender.
Eu não quero ter o futuro,
E, no fundo,
Ele não quer me ter.
No labirinto do tempo, passos deixei,
Sombras de um elo que um dia busquei.
Em vão minhas mãos tocavam o nada,
Nas trilhas que tracei, fui alma calada.
Corri pelos ventos, em busca de paz,
Senti a indiferença, um frio mordaz.
Agora me rendo ao sutil desencontro,
Que o tempo, sereno, desvele o contorno.
Se o eco do nada foi meu companheiro,
Que o silêncio guie meu passo primeiro.
Sigo, sem nome, sem rumo a trilhar,
Nas mãos do acaso, deixo o encontrar.
Todos fomos escolhidos. Todos seremos elevados às alturas. Os pesares são somente sombras que passam e desaparecem. A tristeza não está entre nós. A força e o amor estão entre nós.
"A vida é uma dança de luz e sombras, onde cada passo em meio ao caos revela uma nova possibilidade."
"Felizmente triste é aquele que, paradoxalmente, encontra alegria nas sombras da sua infelicidade."
Homem que erra, mas é pelo acerto que almeja,
Que se vê em ruínas, nas sombras da peleja,
Mas Deus, com mãos suaves, vem lhe restaurar,
E pelos erros, novas lições faz semear.
Já perdeu tanto, sentiu o peso da queda,
Mas desistir? Esse verbo, ele não enreda.
Aprendeu na dor, com firmeza a caminhar,
A cada dia um passo, para se melhorar.
Perseverança e esperança, seus fiéis guias,
Junto de Deus, que nas noites frias,
Lhe aquece o coração, lhe dá direção,
Homem que cresce, na fé e na ação.
Erra e aprende, tropeça e se levanta,
Com olhos no amanhã, a alma se encanta.
Pois sabe que, por mais que o caminho pese,
Com Deus ao lado, sua força nunca cessa.
A única treva é a Ignorância De deuses vivendo em sombras de dúvidas, que só existem em mentalides e mentes nubladas.
Felizmente eu sou racional.
Embora o mundo não seja a verdadeira realidade, podemos expressar a realidade nele. Até as sombras mais obscuras são planejadas para que você não veja a luz por completo. O desejo de servir flui naturalmente de um coração grandioso, repleto de gratidão e pleno em amor.
"A verdadeira lucidez surge quando aceitamos nossas sombras e as iluminamos com o poder da consciência. Que cada passo no caminho do autoconhecimento se torne um ato de amor e liberdade."
Entre sombras, surgiu o amor,
Doce e breve como a flor,
Dois corações que se encontraram,
Em um mundo onde se perderam.
Ela, a luz que o guiava,
Ele, o silêncio que a guardava.
Mas o tempo, implacável dor,
Soprou ventos de pálido temor.
Promessas feitas, jamais cumpridas,
Vidas entrelaçadas, já divididas.
Em desespero, um passo ao fim,
Onde o amor sucumbe ao jardim.
Ela partiu, ele chorou,
No abismo, a alma se lançou.
E na queda, no último alento,
Morreu o sonho, calou-se o vento.
