Sombra
Explorei os vales sombrios da vida por muito tempo para que consiga me contentar com seus planaltos ensolarados por mais de algumas horas seguidas.
"A sombra dos nossos medos estacionados na mente, tornam-se a assombração na alma". #CJR (Claudio J. Ribeiro)
Só a Graça Divina pode nos conceder sentir o verdadeiro amor, do qual o amor que conhecemos ordinariamente é uma pálida sombra
Sou a penúria da escassez
Que murmura
Sou o sentir da falta de sentimentos
Sou a paisagem da beleza
Enfeitada
Eu sou a sombra do próprio
Tormento!
#DORMIR
Coisas mansas como o luar...
Águas de um lago adormecido...
Abandono de um jardim sem flores...
Lamento de uma vida...
Sem amores...
Antes da morte por vir...
Nascendo de vez para a vida...
Deixo os desejos sem rumo...
Me entrego, por completo...
Ao mundo...
No barco sem ninguém...
Anônimo e vazio...
Aonde irei ter?
Tudo passa...passa...
Sem perceber...
Com meus cansados olhos...
Do mesmo modo, a vida é sempre a mesma...
Quero a mim próprio embalar...
Não ver mais nada...
O sono que desce sobre mim...
É o sono de todas as desilusões...
E os anos vão passando...
Deixarei que morra em mim....
Vivendo na sombra de seu encanto...
Porque o melhor enfim...
É não ouvir e nem ver...
Tudo aquilo que um dia...
Deixei de ser para você...
No fim de tudo, dormir...
Para já não mais...
Poder sentir...
Sandro Paschoal Nogueira
Não eras para minha vida...
Não eras para os meus sonhos...
Não eras para os meus cantos...
Não foste digno de meus prantos...
Não eras o lume de meu coração...
Não eras o brilho de meu olhar...
Foste apenas decepção...
De todos os encantos...
Não quisestes fazer parte...
E hoje, sem nenhum alarde...
Vi que não fostes nada...
E nada fizestes para ser meu tudo...
Passaste em vão...
Não fostes feito para meus abraços...
Para nossos corpos entrelaçados...
Não comungamos em ardor...
Carinhos não me destes...
Não era para ser amor...
Tu nem mesmo fostes um vento...
Que em algum momento...
Beijou-me e mostrou-me a direção...
Tu foste apenas...
Para aqueles que te queriam um pouco...
Enquanto eu te quis tanto...
Hoje és sombra...
Sombra de nada...
Vulto sombrio...
Que vaga entre tantos tais como tu de alma deserta...
Meu último conforto...
Agora...
Apenas o frio...
Sandro Paschoal Nogueira
Em horas presentes de infortúnios e tédios...
Eu choro e espero...
Diante ao vendaval que ruge...
Luto...
Não me entrego...
Tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas...
Junto a toda a gente que eu conheço e que fala comigo...
Em vão tentei quebrar o círculo mágico...
Inútil escapar...
Procurei esconder-me...
Em esperanças...
Em audácias...
Pensei em não mais lutar...
Poetas, que somos nós?
E bater, é bater com alma na bigorna...
Mas vou pelos passeios...
Entre a sombra e a luz...
Meu sonho conduz...
Tirando da alma os bocados precisos...
Nem mais...
Nem menos...
Só o que sinto...
Sandro Paschoal Nogueira
Eu não sofro, meu amor...
Espero-te apenas...
Os ventos me arrastam...
Não é fácil amar o vencido...
Amo e não sou amado...
Onde hoje me sentei a perguntar...
Que sortilégio a mim próprio lancei?
Tenho esta contemplação...
Mas não chego a desfazer...
Das velhas ilusões que achei no meu caminho...
No desolado coração...
O vácuo mudo adormece o meu pensamento...
Porque na noite, farto de sofrer…
Interrogando o destino...
A sua sombra escondida...
Procuro e não encontro...
E perante esse abismo...
Da única realidade no momento possível...
Escondendo os meus gritos...
Continuo a te esperar...
Sandro Paschoal Nogueira
#Minha #luz #é #enorme...
Minha sombra assusta...
Doce como mel...
Fúria amarga como fel...
Não tenha medo da solidão...
Tenho medo de companhias ...
Com vazios no coração...
Sou sincero ao lhe dizer isto...
Esse é o meu jeito de ser...
Goste você ou não...
Não mudarei minha opinião...
Veneno na alma mata rápido...
Com o que diz e fala...
Tenha cuidado...
Prefiro viver minha vida de peito aberto...
Se gosta assim...
Chegue mais perto...
Existem muitas pessoas de palavras mentirosas...
Sou feliz a meu gosto...
Alma leve...
Transparência no rosto...
Acredito em minhas verdades...
São minhas...
Não são suas...
Não me atrele às suas culpas...
Sou feito de vários compostos...
Dos fatos que todas as idéias provêm...
Sou autêntico e sei amar intensamente, também!
Sandro Paschoal Nogueira
A sombra.
Não sejas como a sombra que vive na escuridão e depende da luz refletida em outrem para aparecer. Não procures vigiar o teu próximo, forjando ser igual em atitudes. O bom caráter não pode ser copiado, assim como se extrai a essência mais pura de uma flor, ele vem do mais profundo âmago.
"A escuridão, muitas vezes, é somente uma sombra te protegendo e dando abrigo para continuar caminhando."
Se você reparar, as pessoas querem sempre ter uma vaga aonde tem sombra, mas plantar a árvore e esperar crescer ninguém quer.
CURADORA
É força.
É flexibilidade.
É luz.
Acolhe, transborda, se fecha, se expande...
E transforma-se quando o enrijecer se faz e quando a sombra se apresenta.
É humano que dia a dia caminha burilando-se, buscando, aprendendo, desvendando-se, ancorando o bem maior para si e para o todo
Cultiva e semeia amor, vida, movimento.
Algumas vezes se esquece se anestesia. e em um sacudir desperta.
VIDAVIVA
VIDAVIVA
VIDAVIVA
Isso a permite seguir...crescer... se reconhecer.
Como cura de si, como luz de amor que cuida e se auto cuida e trilha... Cultivando e confiando que luzes solares que se fazem à nutrem.
Alma e vida.
Sentir, Transbordar e Dançar...
Louco, frenesi, disforme, lindo e perfeito.
Eu te acolho, amo e reconheço... curadora que sou e vivo.
(KIM -Erika Silva)
Não tenha receio da sombra, que para sua existência ela precisa da luz, a nossa conduta, com amor e caridade nos mantem iluminados.
A.Sergio dos Santos🙏
Sobre os que habitam as sombras…
Há, na vastidão da vida, criaturas que não conhecem o ímpeto de criar, nem o ardor de conquistar. Sua existência se arrasta como um nevoeiro denso, alimentando-se não daquilo que oferecem, mas do que sugam de outrem. Estas almas, tão desprovidas de força para erguer a própria morada, preferem rondar as ruínas alheias, como aves que não sabem cantar nem caçar, mas que vivem à espreita do cessar de um coração.
Vou te contar sobre os urubus. Eles não possuem garras para o ato feroz, tampouco asas para o voo nobre. Não derramam sangue por um combate justo, nem se encharcam na coragem de um enfrentamento direto. Sua subsistência é a morte alheia — um banquete que não provocaram, mas que esperaram pacientemente, com olhos vazios e fixos, na esperança de que a vida, por si só, lhes conceda o que não têm coragem de buscar.
E o que dizer dos homens que se assemelham a essas aves? Há quem passe os dias não vivendo, mas observando. Seus olhos não enxergam horizontes próprios, apenas os passos titubeantes dos que ousam caminhar. Não se movem pela criação, mas pelo colapso. Não brilham, mas se alimentam da escuridão. Esperam, no silêncio de suas sombras, que o fracasso de outro lhes sirva de sustento, como se a queda alheia pudesse, de algum modo, preencher o abismo dentro de si.
Mas eis a ironia: os urubus, tão acostumados à calmaria fúnebre, tremem diante da luz e do movimento. A claridade os cega, o ritmo os desorienta. Da mesma forma, essas pessoas que vivem à margem, à espreita, só conseguem se aproximar de quem se detém, de quem apaga o próprio brilho para caber na penumbra que elas habitam.
Então, se desejas manter os urubus — humanos ou não — longe de ti, a resposta é simples: brilhe. Não um brilho qualquer, mas um que irradie tua essência, tua verdade, tua capacidade de criar, mesmo em meio ao caos. E não pares. O movimento contínuo é o antídoto para os olhos que vigiam e as mãos que esperam. Quem brilha e avança não deixa espaço para os que vivem da espera.
Pois, no fundo, a luz não apenas afasta as sombras; ela as dissolve. E o movimento não apenas confunde; ele liberta. Que tua jornada seja uma dança incessante de luz e vida, um espetáculo que os urubus jamais poderão alcançar.
