Sombra
AO CALVÁRIO
Autor: Góis Del Valle
Ao Calvário, em passos lentos,
sombra e dor, Sobre os ombros,
a cruz a pesar. No olhar, um mar
de amor, mesmo ao ver a noite
chegar.
Gritos ecoam, pedras no chão,
O açoite rasga a pele em vão.
Mas Ele segue, sem recuar,
Cada ferida, um novo altar.
O céu se curva em pranto e aflição,
O sangue tinge a terra em redenção.
O céu se curva em pranto e aflição,
O sangue tinge a terra em redenção.
Oh, meu Senhor, teu fardo era meu,
Cada espinho rasgava o céu.
Mas em teu olhar, havia a paz,
Que fez do fim, um renascer…
Preto sombrio,
Sombra de pavio,
Escuro labor.
Noite de breu,
O dia escureceu,
O olho esmaeceu.
Ausência de cor,
Tom de calor,
Sem seu furor.
O homem cruel sombrio,
Da sua alma via o brio,
Fugia da realidade todo dia,
Sua sombra interior ele ouvia.
Tal qual velhos amigos,
Eles conversavam ambíguos,
A prosa era esquisita,
Do seu íntimo era parasita.
Verme do gatilho mental,
Quisera ele ser só um cara mal,
A escuridão assumiu,
Sua consistência sumiu.
✍🏻Lute, mas não se esqueça de descansar porque do contrário só tua "sombra" vai sobrar pra quem ficar.
😴😊♾️💤💟💌🔲
Sombra e luz
Dizem que todos nascem com a semente da sombra, um traço silencioso escondido no fundo da alma.
Mas eu me pergunto por que regá-la, se também carregamos luz?
Caminho entre rostos e gestos,
vendo bondade e crueldade dividirem o mesmo peito.
Há mãos que acolhem
há mãos que ferem
e ambas pertencem à mesma humanidade.
Às vezes me pergunto se realmente pertenço a este lugar.
Talvez eu seja apenas um anjo cansado
não expulsa,
mas enviada.
Não vim salvar nem julgar…
apenas observar
Observar os excessos, a frieza disfarçada de força,
os absurdos humanos, a dor atrás do orgulho, a pressa em ferir, o medo,
a escolha constante entre construir ou destruir.
Se todos carregam a sombra,
também carregam a luz.
E talvez minha existência seja só isso:
lembrar, em silêncio,
que nem toda sombra precisa virar escuridão
Carrego no peito a tristeza,
como sombra que insiste em ficar,
mas junto dela nasceu a clareza,
um novo olhar para enxergar.
A inocência se foi no silêncio,
mas deixou em mim intuição,
agora percebo os caminhos,
e não me perco na ilusão.
A dor me ensinou a ser forte,
a fé me guiou na escuridão,
Deus me ergueu das cinzas,
me deu vida e direção.
Ainda choro lembranças passadas,
mas cada lágrima é oração,
pois sei que da dor renascida
floresce a sabedoria em meu coração.
Despeço-me da roupa
como quem abandona o dia
e encontro-te na sombra macia do quarto.
Os teus olhos percorrem-me devagar,
com a saliva tranquila de quem sabe esperar. Sinto o teu toque subir pela minha pele como um fogo lento que acorda cada nervo.
A tua boca aproxima-se do meu pescoço, quente, demorada —e o ar entre nós torna-se
mais pesado, carregado de desejo.
A minha boca perde-se
nos teus famintos seios
descobre os caminhos que o corpo guarda para noites em que a razão adormece.
E quando finalmente me puxas para ti, pele contra pele, respiração contra respiração, o mundo encolhe até caber entre os nossos corpos.
Ali ficamos, presos um ao outro,
num ritmo antigo e secreto,
onde cada suspiro diz
aquilo que as palavras
nunca ousariam dizer.
A guerra é poesia invertida:
transforma rostos em sombra
e em terra embebida em lágrimas,
as flores não nascem.
Hoje é o único altar real da existência.
O passado já se tornou sombra. O futuro ainda é uma promessa que talvez nunca se materialize. Mas o agora… o agora é o fogo vivo onde o destino é moldado.
O homem desperto compreende que a transformação não acontece por milagres, sorte ou espera. Ela nasce da consciência. Nasce no instante em que alguém decide assumir o domínio sobre si mesmo e parar de viver como escravo do automático, do medo e da procrastinação.
Cada dia desperdiçado fortalece correntes invisíveis.
Cada decisão consciente rompe uma prisão interna.
Viver o hoje da melhor forma possível não significa viver apenas por prazer momentâneo, mas agir com intensidade, lucidez e propósito. Significa observar os próprios erros sem hipocrisia, reconhecer as próprias sombras sem fugir delas e usar cada experiência como combustível para evolução.
A luz representa a chama do conhecimento, da consciência que desperta e ilumina aquilo que estava oculto dentro de nós. E quando essa chama acende, entendemos que ninguém virá nos salvar. Somos nós que devemos construir nossa própria ascensão.
O hoje é uma oportunidade rara.
Uma oportunidade de abandonar hábitos que destroem.
De cortar relações que enfraquecem.
De desenvolver disciplina.
De criar riqueza.
De fortalecer a mente.
De elevar o espírito.
De se tornar alguém que o passado jamais imaginaria.
A maioria das pessoas vive anestesiada, repetindo ciclos, culpando o mundo, esperando o momento perfeito. Mas o verdadeiro iniciado entende que o poder está na ação consciente de agora.
Porque cada amanhecer traz uma pergunta silenciosa:
Você continuará sobrevivendo…
ou começará finalmente a governar a própria vida?
Marcelo Viana
Hoje é o único altar real da existência.
O passado já se tornou sombra. O futuro ainda é uma promessa que talvez nunca se materialize. Mas o agora… o agora é o fogo vivo onde o destino é moldado.
O homem desperto compreende que a transformação não acontece por milagres, sorte ou espera. Ela nasce da consciência. Nasce no instante em que alguém decide assumir o domínio sobre si mesmo e parar de viver como escravo do automático, do medo e da procrastinação.
Cada dia desperdiçado fortalece correntes invisíveis.
Cada decisão consciente rompe uma prisão interna.
Viver o hoje da melhor forma possível não significa viver apenas por prazer momentâneo, mas agir com intensidade, lucidez e propósito. Significa observar os próprios erros sem hipocrisia, reconhecer as próprias sombras sem fugir delas e usar cada experiência como combustível para evolução.
A luz representa a chama do conhecimento, da consciência que desperta e ilumina aquilo que estava oculto dentro de nós. E quando essa chama acende, entendemos que ninguém virá nos salvar. Somos nós que devemos construir nossa própria ascensão.
O hoje é uma oportunidade rara.
Uma oportunidade de abandonar hábitos que destroem.
De cortar relações que enfraquecem.
De desenvolver disciplina.
De criar riqueza.
De fortalecer a mente.
De elevar o espírito.
De se tornar alguém que o passado jamais imaginaria.
A maioria das pessoas vive anestesiada, repetindo ciclos, culpando o mundo, esperando o momento perfeito. Mas o verdadeiro iniciado entende que o poder está na ação consciente de agora.
Porque cada amanhecer traz uma pergunta silenciosa:
Você continuará sobrevivendo…
ou começará finalmente a governar a própria vida?
Os maus nunca verão a face de Deus, pois seus olhos estão cegos pela sombra.
Os maus não herdarão a terra, mas os mansos, os justos, os puros de coração receberão como herança o solo fértil e a paz eterna.
Os maus jamais conhecerão a mente de Deus, nem sentirão o pulsar do Seu coração, porque a sabedoria é revelada apenas aos humildes.
Os maus não serão sábios, não tocarão a beleza que nasce da luz, não entrarão no Reino que é eterno.
Os maus nunca serão plenamente felizes, pois a alegria verdadeira não nasce da injustiça, nem floresce no coração endurecido pela maldade.
Os maus jamais conhecerão a paz interior, porque a felicidade não se constrói sobre o ódio, nem se sustenta na mentira e na violência.
Mas os bons, os que caminham na verdade, os que semeiam justiça e amor, estes serão chamados filhos de Deus, estes habitarão para sempre na Sua presença.
E os bons, os que amam e perdoam, os que buscam a verdade e praticam a justiça, estes encontrarão a felicidade que não se perde, estes viverão na plenitude da vida, porque em Deus está a fonte da alegria eterna.
O Avesso da Dor
Cansei de ser raiz.
Quero ser a árvore frondosa
que dá sombra e frutos
aos meus algozes.
Eles adubaram a terra árida
onde germinou a vida
que agora, plena,
habita em mim.
Lu Lena
A Eliot
O poeta ressurge das cinzas das horas
do niilismo absurdo, da sombra do mundo,
no fim da aurora.
Canoa virada, naufrágio profundo
do centro do abismo,
sem forma ou lirismo, anuncia o futuro.
Se pensa desiste, monólogo tão triste
enfado e desânimo.
Descansa do verso,
é um santo professo na prosa frugal
recita Homero, arrisca um refrão
desprezo fatal.
Não bebe mais vinho, não é abstêmio
sempre foi boêmio na noite discreta
amou sua musa, na lua minguante
não foi bom amante,
mas foi bom poeta.
