Som Alto
Poeticamente falando.
Minhas tristezas são notas desafinados ao vento, são como o som silencioso da chuva noturna,
são flores imóveis num temporal.
Sou uma nuvem cinza em céu alzul de um mundo desconhecido,
me sinto um barco preste a afundar depois de bater no iceberg do tempo, não sou velho nem jovem.
Sou mais um na multidão,
perdido.
Com as mesma pergunta,
oque fazer comigo? oque fazer da vida?
Soluções temporárias não respondem mais,
Enlouqueço enquanto mundo fica cada dia mais difícil de suportar.
Vejo meus olhos no espelho e me pergunto,
mais de quem é esse rosto,
Não me reconheço nem imagem nem na fala.
Sinto uma vaga lembrança do menino que fui quando canto, assim seguro minhas lágrimas transformando elas em poesia, verso e música
e assim quem sabe
a vida fica mais leve
quem sabem os dias passam
quem sabe eu levo a vida
antes que ela me leve.
PAULOROCKCESAR
"O som que tem ecoado em meus ouvidos
Vem de dentro e não é mais um som melancólico com tons de saudade
Sinto uma vibração mais alegre e armoniosa que alegra meu coração e acalma minhas mente. Notas que embalam o sonhos estão surgindo fazendo com que eu me lembre de escutar só da vida dos pulmões e coração fazendo de cada dia um novo refrão..."
PauloRockCsar
Que possamos ouvir o som da nossa própria respiração, buscando o equilíbrio entre corpo e espírito.🕊
A música que me traduz
(refúgio em forma de som)
A música fala — e, com isso, me inspira, mesmo quando vem em outras línguas ou até sem letra. Eu a sinto e a entendo.
A música simplesmente me abraça, me acaricia e permanece comigo, nas melhores e nas piores horas.
Há momentos em que não aprecio o que está escrito, mas sim a batida que, juntas, elas representam. Em meu coração, são fortes e certeiras.
Ela me alivia, me acalma e me inspira.
O Eco do Adeus
As paredes ainda guardam o som,
uma frequência que o tempo não apaga.
Disseste "amo-te" com o tom de quem fica,
mas partiste com o passo de quem deságua.
É um deserto que se atravessa a sêxtuplo,
carregando o peso de uma palavra oca.
O amor, quando é um monólogo,
é brasa que queima apenas uma boca.
Ficou o verbo, mas faltou o chão.
A reciprocidade é um porto que não avistei.
Foste embora levando a direção,
deixando o "nós" no rastro do que sonhei.
Agora resta o hábito de te esperar,
mesmo sabendo que o laço se rompeu.
Pois pior que nunca ter ouvido o amar,
é ouvir o "amo-te" de quem nunca foi meu.
O Som da Luta
Uma história sobre coragem, esperança e propósito em Angola
O sol ainda dormia, mas o bairro já acordava.
O cheiro do carvão aceso misturava-se com o barulho dos chapas lotados e das vozes que se perdiam nas ruas estreitas.
Era mais um dia em Angola — onde o relógio da sobrevivência nunca para, e a esperança é o último bem que o povo se permite perder.
No meio daquela correria, Manuel ajeitava o seu pequeno carrinho de madeira, carregado de garrafas de sumo natural que ele mesmo preparava à noite.
Enquanto o resto da cidade ainda sonhava, ele já estava em movimento.
O seu lema era simples:
> “Quem quer mudar de vida, começa antes do sol nascer.”
Manuel não nasceu com oportunidades.
Cresceu num bairro onde a poeira é mais constante do que a eletricidade, onde o trabalho é pesado e o reconhecimento é raro.
Mas, desde cedo, ele aprendeu com a mãe que “trabalhar com dignidade é melhor do que mendigar respeito.”
Durante anos, procurou emprego.
Fez cursos, entregou currículos, e ouviu promessas vazias.
Cada “vamos te ligar” soava como uma esperança que morria devagar.
Até que um dia, cansado de esperar, ele decidiu criar o próprio caminho.
Pegou um carrinho velho, juntou umas frutas emprestadas e começou a vender sumos na rua.
No início, foi alvo de risos e comentários:
“Um formado a vender sumo? Isso é vergonha!”
Mas Manuel respondia com um sorriso e dizia calmamente:
> “Vergonha é roubar. Trabalhar nunca foi.”
O tempo passou.
O carrinho que parecia um fracasso virou uma barraca simples, mas movimentada.
As pessoas começaram a reconhecer o sabor dos seus sumos — e, mais ainda, o brilho da sua determinação.
O que era sobrevivência começou a virar sustento.
E o sustento, aos poucos, virou inspiração.
Manuel passou a ajudar outros jovens do bairro a começarem pequenos negócios.
“Não temos muito”, ele dizia, “mas temos mãos, mente e vontade. Isso já é capital.”
Hoje, quem passa pela sua barraca vê mais do que produtos — vê uma história viva de resistência.
Ele ainda enfrenta dias difíceis, ainda há contas que não fecham, ainda há lágrimas escondidas.
Mas, em cada amanhecer, Manuel prova a si mesmo que o sucesso não é sobre ter tudo — é sobre fazer algo com o pouco que se tem.
Quando alguém lhe perguntou o que o manteve firme em tempos de desespero, ele respondeu sem hesitar:
> “Foi a fé. Eu acreditei que Deus não me fez para desistir.”
O som da luta continua ecoando nas ruas do bairro.
O mesmo som que vem dos vendedores, das zungueiras, dos mototaxistas, dos estudantes que andam quilômetros para aprender.
Cada um à sua maneira, todos gritam a mesma verdade:
“Enquanto houver esperança, há motivo para continuar.”
E assim, no coração de Angola, entre poeira e calor, entre lágrimas e sorrisos, nasce uma geração que aprendeu a lutar com o que tem — e a acreditar que o amanhã pode, sim, ser melhor.
> Porque em cada angolano há um guerreiro.
E enquanto o coração bater, nunca vamos desistir.
Musicalidade
Lindo de se ouvir
O tocar de um bandolim
O som que sai daí
Tremendo as cordas enfim
Musicalidade boa de sentir.
E o violão?
É o mais popular,
Tocado em todo lugar
Nas praças, escola e salão
Às vezes dedilhado na palheta devagar.
Diferente é o violino
Seu som é o atrito de cordas
Deslizando com eco cristalino
Pela escala e suas bordas.
Agitado é o cavaquinho
Que acompanha o pandeiro e a percussão
O som no ritmo desse trio
É ritmado e embalador.
Há quem goste de uma viola
Que toca muito no interior:
Música boa de vaqueiros,
Soa como mel na boca,
Dedilhado por tocador.
Há muitos outros instrumentos,
Tocados a mão ou soprados pela boca;
Eu admiro a todos os inventos,
E dou valor a quem os toca.
Raimundo Nonato Ferreira
Março/2026
Sim… e essa é uma visão muito profunda da música.
A música não é só som organizado; muitas vezes ela vira uma ponte entre o que sentimos por dentro e o que não conseguimos explicar com palavras comuns. Ela consegue dar forma ao invisível.
Quando você fala que ela expressa:
espiritualidade,
arte,
imaginação,
filosofia,
e “dá vida a cada uma”, faz muito sentido. Porque a música consegue unir tudo isso ao mesmo tempo.
Uma melodia pode carregar:
uma crença,
uma memória,
uma dor,
uma esperança,
uma visão do universo,
ou até uma pergunta sem resposta.
E o interessante é que duas pessoas podem ouvir a mesma canção e sentir coisas completamente diferentes. É como se a música despertasse partes escondidas da consciência de cada um.
Você parece enxergar a música quase como uma força criadora: algo que transforma pensamento em emoção viva.
E, de certa forma, ela faz isso mesmo:
a filosofia vira letra,
a imaginação vira cenário,
a espiritualidade vira sentimento,
e a arte vira voz.
Talvez seja por isso que a música atravessa gerações. Antes mesmo da escrita, o ser humano já cantava para celebrar, lamentar, rezar, amar e contar histórias.
No fundo, talvez a música seja uma das formas mais humanas de tentar tocar o infinito.
Um dia me disseram: 'Fulano é muito abençoado. Por isso ele doa e ajuda'. Na verdade é o oposto. Somos abençoados quando dividimos o pouco que temos. Reter é abrir mão de ser colocado sobre o muito de Deus.
Nunca coloque apenas caixa de som com músicas para seu consumidor, porque ele merece uma ação completa. Nunca coloque alguém que não seja profissional para falar da sua empresa, pois ele pode queimar o nome da sua loja. Valorize o profissional da voz, valorize o Locutor, pois o trabalho desse artista, é valorizar o seu trabalho!
SOM ANGELICAL
Isaías teve uma grande visão:
viu os anjos que cantavam em Sião,
diante do trono, em grande esplendor,
com voz retumbante: “Santo é o Senhor!”
Santo é o Senhor, Rei celestial,
Santo é o Senhor sobre Israel.
Santo é o Senhor, Rei celestial,
este é o louvor, o som angelical.
Os céus proclamam Sua majestade,
a Terra se rende à Sua santidade.
Anjos e homens erguem sua voz:
“Santo, Santo, Santo é Deus sobre nós!”
Santo é o Senhor, Rei celestial,
Santo é o Senhor sobre Israel.
Santo é o Senhor, Rei celestial,
este é o louvor, o som angelical.
Cícero Marcos
O SOM DAS CASCAS SOB OS PÉS
(Os desafios invisíveis da maternidade atípica)
Ser mãe atípica é viver em um território de incertezas: nunca sabemos quando o vento da crise vai soprar, mas sentimos quando ele balança o nosso chão.
É caminhar constantemente sobre ovos, sentindo o estalo delicado de cada um sob os nossos passos. Viver nesse universo é desafiar a lógica: é tentar acolher as cascas que se esfarelam e montar um quebra-cabeça cujas peças parecem ganhar novas formas a cada dia.
Não há trégua, não há mapa. Resta-nos o silêncio das lágrimas que secaram, enquanto aguardamos, com o coração alerta, o próximo estalo.
Lu Lena / 2026
Você e minha doce melodia, minha sintonia, o meu tom. Assim toco em ti os acordes do mais lindo som.
Vem o som da chuva, canção de ninar,
batendo no teto, querendo entrar.
É música pura, é vida que cai,
o peso do abafado aos poucos se vai.
O vento no rosto, abraço gelado,
limpa o cansaço do corpo suado.
O cheiro da terra, presente divino,
muda o tom triste do nosso destino.
Oh, querida, você é a razão do meu viver, você é tudo que eu quero! Você me acalma como o som do mar. Mas, minha querida, tem dias que eu fico com medo de te perder. Será que realmente você me ama? Dê-me um motivo para eu não ir embora.
Meu amor,
Não há razão para temer a correnteza do nosso mar.
Se sou o som que te acalma,
Você é a âncora que me impede de navegar para longe.
Seu medo de me perder não é um fardo, é a prova exata do seu coração,
um espelho do meu próprio pavor secreto de não ser o suficiente para você.
Sim, eu te amo. E o motivo para você ficar
