Som Alto
O som da sua voz dizendo que me ama dura apenas alguns segundos, mas o ressoar do seu significado se estende pela eternidade do meu ser.
Pensar é entender que o sentimento
Tem som
E tem voz
Voz que acalma
Som que abraça
E que nutri a alma
O som “Om” é considerado, nas tradições védicas, o som primordial, a vibração que deu origem a tudo o que existe. Ele não é apenas uma palavra ou uma entoação: é a expressão sonora do universo em expansão, o arquétipo do nascer, do manter e do dissolver.
Do Livro: A mente em Hertz, da autora Nina Lee Magalhães de Sá
“A voz não é apenas som produzido na garganta; é a presença do sujeito atravessando o corpo em forma de linguagem.”
Do livro A Voz e a Fala — Da Fisiologia da Laringe à Expressão Psíquica: Neurobiologia, Anatomia e Identidade dos Sons Humanos, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
O som das ondas quebrando na areia...parece que as ouço sussurrando: maaarrrr....Você também escuta?
Livros e cafés
Entre o som da cidade e o silêncio das páginas,
me encontro.
Cada capítulo é uma viagem, cada gole de café, um abraço quente na alma.
Aqui, vestida de histórias, habito um universo onde o tempo se dobra e a realidade se dissolve nas entrelinhas.
A paz é um café que fumega lento,
é o livro aberto, o som do nada.
É ver que a vida, em cada momento,
mesmo sem brilho, é iluminada.
E de repente, tudo parece ir se encaixando, até que como um furacão, brlluuuu...Desmorona, ficam somente ruínas, surpresa?
Talvez, ou seja, nem sempre é assim, pois muitas vezes nos vemos parados na direção do furacão, e por uma fraqueza, não sei, ali permanecemos deixando que ele(furacão) nos acerte, mas em outros casos somos surpreendidos pela tempestade, perdemos o chão e em mais um momento de fraqueza, mais uma vez, falhamos, pois agimos nesses momentos pela emoção, naquele momento nossa mente parece ter sido formatada e nos esquecemos de tudo mais precioso que já aprendemos, amor, perdão, confiança, tudo... E nos deixamos ser levados por desejos momentâneos, da carne, do ego, do ódio... Uma empolgação... e algumas vezes chegamos a cometer erros que podem não ter mais volta, ainda assim, na maioria das vezes clamamos por uma ajuda, quem sabe mais uma chance... Bom, às vezes estamos tão acostumados com essa mediocridade que nem ao menos pedimos ajuda... Mas mesmo sendo assim, falhos, pecadores, impuros, imperfeitos como somos, ainda sim somos alcançados pela missericórdia do Senhor, ou antes, somos amados por Ele, o Deus altíssimo, o Criador, que mais uma vez se volta em favor da criatura, que Ele mesmo modelou, Ele mesmo deu vida, isso tudo sem que o menos uma, uma prova de amor fosse demonstrada de nossa parte, quanta ingratidão de uma só espécie, o que era para ser perfeito, simplesmente deixa de "existi", e não há nada, nada, definitivamente nada que nos faz existi, senão a misericórdia do Pai.
SÓ QUEM ENTROU LÁ
Um som indigente
Fez-me o espio.
Resquício afluente.
Na cena, o frio:
Trovoada.
A janela estilhaçada.
O vento na cortina
Debatendo-se no teto.
Respingada.
Cortina enroscada.
No ventilador
De madeira
Inquieto.
Como fechar
A janela
Estraçalhada?
Como findar
Balbúrdia?
Como cessar
O giro
A cerrada?
Com cacos
Nessa estapafúrdia?
O linho prestes
A ser desfeito
Temo que
Nem pausa
Possa dar jeito.
Vou de fininho.
Dedo-Interruptor.
A madeira no chão
Foi-se ventila(dor).
E ao encarar todo
Aquele estrago
O sol invade.
Um caco no pé
E também um afago
Que muito me arde.
Ao menos a obra
De arte solta
Não foi levada
Junto.
Ao menos a chuva
Inda que revolta
Não poderia
Alcançar o
Conjunto.
Ao menos, oras,
A carta do vô
Repousada na escrivaninha
Nada nunca nem triscou
Porque é trancada na outra
Salinha.
A água abafada pode até ferir
O vidro, sacada, o sofá do repouso
Só que a raiz, espalhada em jardim
Não voa com vento nem mesmo teimoso.
E pela janela nem mesmo sol sabe
Coisa que só onde des(pensa) vive
Semente rara, caso tudo desabe
Ela faria o que se revive.
Um som indigente
Fez-me o espio
Levanto crente
Desse desvio.
E quando levo corpo à checagem
Janela intacta, cortina a dormir.
No ventilador, apenas bobagem
Quebrado, caído, me ponho a sorrir.
Um pingo de raio se coloca pela fresta
E vejo a verdade do sonho horroroso.
Barulho parece pior, se infesta.
Esquecer do resto da casa é que é
Perigoso.
(Vanessa Brunt)
Silêncio
O amedrontador som do nada
A ausência do falar
Por vezes representa paz
Mas às vezes solidão
Silêncio
Tão confortável
Mas tão desconfortável
Para uns é o melhor presente
Para outros é como um beijo imprudente
Que machuca sem precedentes
Silêncio
O eterno saber do desconhecer
De quem um dia pensou entender
Por isso eu te peço
Apenas me dê…silêncio
Mas eu te suplico, só não me dê…silêncio
Baila Mais
Deixa o som bater, a mente viajar
Vem chegando perto, não para de olhar
O clima tá quente, o grave vai pulsar
Você sabe o que faz quando passa assim
Esse teu sorriso jogado pra mim
Mundo tá girando, mas parei no tempo
Sentindo o perfume, pegando o momento
Passo lento, movimento que vicia
Nossa vibe combinando com essa melodia
Baila mais, deixa o corpo falar
Nesse ritmo não dá pra parar
Baila mais, vem deitar no meu peito
Do teu lado tudo fica perfeito
Sente a batida, esquece o mundo lá fora
Nossa hora é agora
O grave batendo e você na minha mente
Esse teu tempero é diferente
Mistura de calma com fogo que queima
Tento fugir, mas meu peito te teima
Vem cá, me abraça, esquece o relógio
Tudo o que eu quero é o teu monopólio
Baila mais, deixa o corpo falar
Nesse ritmo não dá pra parar
Baila mais, vem deitar no meu peito
Do teu lado tudo fica perfeito
Sente a batida, esquece o mundo lá fora
Nossa hora é agora
Só eu e você, no escuro do quarto
O som vai sumindo, mas eu não me afasto
Yeah, ah... baila mais
A palavra é magia. A língua, um cajado de feiticeiro. E o som — ah, o som — é a matéria-prima da realidade ainda informe. Quando cantamos com o coração, vibramos o campo. Quando dizemos a verdade, limpamos o espaço. Quando silenciamos com sabedoria, preservamos o templo.
No início, o silêncio dançou,
entre o nada e o tudo se criou.
A palavra, som não dito, brotou,
e a luz oculta em faíscas brilhou.
Do ponto surgiu a linha infinita,
o Nome esculpido no tempo, bendito.
Quatro letras, sopro eterno da vida;
e no sopro, o mistério não dito.
Yod é a chama que nunca se apaga,
Hei é o ventre onde o cosmos repousa.
Vav, a ponte que une o céu e a estrada;
Hei final, a vida que floresce formosa.
Ó viajante, que busca o segredo,
no coração a chave do Todo está.
No reflexo da alma, o espelho do Éden,
e o Tetragrama em seu ser pulsará.
Ao som de rubel. "Quando bate aquela saudade"
Era exatamente esse som
que havia
todas as vezes
que você voltava pra mim.
Mas ERA.
Hoje, não existe mais esse som.
Mesmo você voltando.
Com teu jeito doce.
Suas brincadeiras bobas.
Teu cabelo encaracolado.
Teus olhos brilhantes e lindos.
Teu carinho e teu amor.
O amor guardado.
A saudade enorme.
Já não moram em mim.
Desde quando você partiu,
segui minha vida.
Assim como você.
Seguimos caminhos diferentes.
E por acaso nos reencontramos
nesse velho amor bobo.
Mas nada resta pra mim.
Saudade? Não.
Amor? Não.
Carinho? Não.
Nada.
Apenas um sentimento
inexplicável.
Sem sentido.
Sem explicações.
Apenas... nada.
Então já não adianta
voltar a ler um livro
que eu já sei o final.
A Plantação
O vento sopra baixo, mas não há som de folhas se movendo. Ali, cercado por paredes verdes e douradas que se erguem em direção ao céu, ele parece engolido pelo cenário. O milharal é um labirinto vivo, denso e infinito, isolando-o do resto do mundo. Quem olha de fora não nota sua presença; ele passa completamente despercebido, fundido à imensidão da plantação.
O silêncio no local é absoluto, quase sagrado. A única quebra nessa calmaria é o som rítmico, seco e metálico de sua enxada ao golpear a terra preta. Golpe. Pausa. Golpe.
De olhos fixos no solo, sua expressão é profundamente séria. Não é uma seriedade de cansaço ou amargura, mas sim de reverência. Diante daquela terra que acolhe a semente e faz brotar a vida, ele sente o peso de um mistério maior. É o semblante de alguém que contempla a grandiosidade ao seu redor e se dá conta de que, por mais que tente, jamais conseguirá medir ou mensurar a verdadeira maravilha da natureza
"Orquestrada é sua voz
E como os acordes do amor
O som mais belo e puro
Que tal rio corre a me levar
Rumo ao teu oceano
Onde me deságua o amor
Venha, mergulhe fundo em mim
E descubra as nossas riquezas
Nas carícias molhadas dos teus corais
Eu sou teu descobridor
O teu leito eu estou
Sou como os peixes que só podem respirar
No seu mar do amor
Sim, beijo em você como um coração
Que encontra um refúgio pra bater latente
Como se gritasse o amor dentro da tua alma
Eu moro, só assim existo
Como dois sendo um
E sem você eu nem existiria
Afinal, toda existência pra mim
É você quem cria
Não há mais divisão, corpos separados
Almas distintas, agora somos
Uma fusão de só amor
Não há mais nada além de mim e você
Sim, encontrei você
Não posso te perder
Ou deixaria de existir
Se te perder, eu me perderia
Seja em mim o que o amor tem de melhor
Pra nós oferecer, então que seja
Em mim e em você, um
Pra sempre, pra sempre
Transcendendo a realidade
Que nunca nos alcança
Além do tempo, que não existe
Nosso amor não pode ser explicado
Só nos resta experimentá-lo"
Este poema foi composto por
Marcio melo e a inteligência artificial
Meta ai(carinhosamente)
entre as nuvens e as estrelas,
a música é o som vivo da natureza,
enquanto a fogueira e o bom vinho aquecem a noite inteira ...
#bysissym
