Som Alto
...festa de flores!
É primavera amor...a cerejeira já desabrochou!
ouve o som de passarinhos cantores que anunciam
a chegada das flores...musica para nossos ouvidos...
lembra-te amor?
Não te esquecerei jamais em tempo algum..
Anseio com a coragem do meu amor
Recriar o brilho que me trará você
E tudo brotará mais esplêndido retornaremos ao mundo dos sonhos com a alegria dos amantes..
O arco íris nos trará todas as cores
Além da beleza das estrelas e todas as suas luzes
Te anseio como ao ar que respiro...pra mim és mais que amor
És tudo ou mais que tudo!!!
Para o meu amor subterrâneo
Eu me apaixonei primeiro pela sua voz — no som do rádio, em uma cidadezinha do interior. Tudo era tão estranho, tão encantador. E o mais curioso: o nosso primeiro contato foi bem pertinho da minha casa, num comício de política... (risos). Você me observou tanto naquele dia, mas não me chamou para dançar.
Depois disso, ficou fácil dizer pra mim mesma que eu gostava de você. Mas eu ainda era só uma menina de 13 anos, imatura, confusa. E você, um rapaz de 18. Hoje essa diferença pareceria pequena, mas naquela época era decisiva.
Eu gostava tanto de você, mas a minha insegurança me fazia dizer “não”. Só que, lá no fundo, eu tinha certeza do que sentia. Até que, um dia, meus pais me deram a notícia: íamos embora. E assim, mais uma vez, deixei você ir. Pouco tempo depois, uma colega que morava por perto começou a namorar com você... Eu nunca entendi isso direito. Sempre tive curiosidade. Porque, no fundo, eu sentia — de algum jeito — que você também me amava. Ou algo perto disso.
Fui embora, a 500 quilômetros de distância. Naquele tempo não tinha celular nem WhatsApp. O único meio de escutar sua voz era o orelhão perto da minha casa, onde eu ficava esperando ansiosa pelo sábado. Queria tanto te ouvir de novo... E você, às vezes, nem reconhecia mais a minha voz. Mas eu nunca me esqueci da sua.
O tempo passou, e é claro, eu me apaixonei outras vezes. Namorei, encontrei novos amores. Como você. Conversamos muito na época do MSN. Dividimos histórias, dores, alegrias. E eu esperava — ansiosamente — ver você online, pra te dizer o quanto as coisas estavam difíceis. Mas, em vez disso, eu mentia e dizia que estava tudo bem, que era feliz aqui. Você nem imagina, mas foi meu amigo em um tempo em que eu me sentia tão sozinha. Você me ajudou e nem sabe disso.
Não lembro quantas conversas foram. Nem sei quando elas acabaram. Mas eu sempre desejei, de verdade, que você fosse feliz. E eu sei que encontrou a mulher da sua vida. Acompanho de longe, e vejo: vocês formam uma família linda. E fico feliz por isso. Porque amar, de verdade, é querer o bem — mesmo que não seja ao seu lado.
Talvez eu nunca tenha tido coragem de dizer isso antes. Acho que por isso essa história ficou guardada aqui por tantos anos. Só queria te contar que, sim, você gostou de mim. Mas eu... eu te amei mais. Eu só não sabia como dizer.
Hoje, eu também encontrei o amor da minha vida. Juntos, construímos uma história linda. Mas às vezes, a gente só consegue dizer certas coisas quando sente que pode ser tarde demais. E eu não queria esperar mais. Essa é, talvez, a minha última mensagem para você. E eu precisava que fosse em vida.
Sempre tive vontade de te falar isso. Prometo que nunca mais mandarei. Essa é minha última carta de amor.
Continue sendo feliz. E saiba que, de onde eu estiver, também estarei feliz por você.
Com carinho,
Da menina que nunca teve coragem, mas sempre te amou em silêncio.
Se um dia fizer uma busca na rede, sobre um amor platônico. Que você a encontre aqui. (C)
As maiores catedrais não foram erguidas com o barulho dos aplausos, mas com o som rítmico e solitário de cada pedra sendo assentada. A sua evolução mais profunda está acontecendo agora, nos dias em que nada parece mudar, mas tudo em você se fortalece.
" A ciência explica como o som viaja, mas só a poesia explica por que ele nos faz chorar." (Odilon Carlos)
A dor tem ouvidos finos, escuta o som exato do teu medo. Ela percebe quando você hesita, quando sorri por educação, quando diz “tá tudo bem” só para não mostrar o caos por dentro, ainda que a verdade escape pelos dedos.
A dor tem instinto, não tem pena. Sabe onde você se esconde quando finge estar forte. Aparece de mansinho… num silêncio, num sonho, num arrepio que não se explica. E cresce ali, no intervalo entre o que você sente e o que ousa admitir. Você pode mudar de cidade, trocar de corpo, de cama, de assunto. Pode se embriagar de vozes novas e promessas antigas. A dor não se apressa, ela sabe esperar o momento em que o barulho cansa.
No fundo, ela só quer ser reconhecida. Quer um nome, um rosto, um espaço pra existir. E quando, enfim, você a encara, percebe: ela sempre foi tua. Uma mensageira indesejada, mas sábia, apontando o que ainda pulsa mal curado.
Fugir dela é correr de si — e quanto mais rápido vai, mais se encontra. Há uma beleza triste nisso: descobrir que até a dor te ama o bastante pra não desistir de te ensinar. Encare-a, ela só quer que você saiba quem tu és e te mostrar o que você insiste em evitar.
(Douglas Duarte de Almeida)
Há um ruído antigo em mim — não sei se nasce do peito ou das paredes internas. Um som que pergunta, sem mover a boca, se minha presença é respiro ou incômodo. Não pergunto aos outros; pergunto ao silêncio. E ele sempre responde: depende.
Depende de quê?
Talvez da sombra que ainda carrego — essa que aprendeu a duvidar do que é oferecido com ternura, como se o afeto tivesse validade curta.
E não é por falta de amor; não faltou.
É que, em algum ponto sensível da minha história, aprendi que tudo pode virar silêncio sem aviso. Cresci assim: não desconfiado das pessoas, mas das marés. Meio alerta, meio cético, inteiro faminto do que é seguro.
Há em mim um eco que hesita diante do amor mais evidente — não por falta de provas, mas por excesso de memória. Uma parte minha vigia a porta mesmo quando não há perigo.
E o curioso é que eu sei que sou querido.
Mas há uma porção antiga — leal às dores que sobreviveram — que pergunta: “e se for só gentileza?”
Às vezes imagino que essa dúvida é um animal. Mora em mim. Cheira o amor antes de deixá-lo entrar. Rosna quando alguém chega perto demais — não por recusa, mas por medo de desmanchar.
E a cura?
Talvez seja deixar esse animal cansar.
Permitir que o amor chegue devagar, até o corpo entender que não é ameaça: é colo.
Ou aceitar que essa dúvida é profundidade — alguns de nós amam em camadas, e o afeto precisa atravessar labirintos para chegar ao centro.
E no meu centro existe um lugar que sempre soube que sou amado.
Mas às vezes ele cochila — e o mundo fica estrangeiro.
Basta um olhar verdadeiro para tudo despertar.
E eu lembro, mesmo que por instantes:
não estou sendo tolerado, há morada nos amores que me abraçam.
(“O lugar onde o amor cochila”)
Lembro d'um som
Lembro d'um sol
E lembro de nós
em algum lugar.
Aquela noite foi tão boa.
Nosso encontro não foi a toa.
Me encantei com os olhos esverdeados.
Combina com seu rosto, fico alucinado.
Quero o som
Quero o sol
Te quero pra sempre
em nosso lar.
As pessoas se impressionam com letras grossas e douradas, mas os que falam usam apenas o simples som das palavras.
O som “Om” é considerado, nas tradições védicas, o som primordial, a vibração que deu origem a tudo o que existe. Ele não é apenas uma palavra ou uma entoação: é a expressão sonora do universo em expansão, o arquétipo do nascer, do manter e do dissolver.
Do Livro: A mente em Hertz, da autora Nina Lee Magalhães de Sá
A música que me traduz
(refúgio em forma de som)
A música fala — e, com isso, me inspira, mesmo quando vem em outras línguas ou até sem letra. Eu a sinto e a entendo.
A música simplesmente me abraça, me acaricia e permanece comigo, nas melhores e nas piores horas.
Há momentos em que não aprecio o que está escrito, mas sim a batida que, juntas, elas representam. Em meu coração, são fortes e certeiras.
Ela me alivia, me acalma e me inspira.
Você e minha doce melodia, minha sintonia, o meu tom. Assim toco em ti os acordes do mais lindo som.
O canto dos pássaros é a sinfonia para todos que apreciam um som afinado em todos os seus acordes. Melodias criadas através da liberdade na natureza para harmonizar seu interior e elevar-te ao grande Maestro dessa orquestra.
Um pouco mais de conhecimento não quer dizer que você seja melhor que o outro, porque para Deus, somos todos alunos da mesma sala de aula
O vento que batia
nos tijolinhos desnudos
produzia
um som estranho.
Num gargalhar tacanho,
sussuros por trás dos muros,
de arrepiar.
Pareciam almas penadas
caminhando pelas madrugadas
tentando se comunicar.
Será que há um lugar
para as almas condenadas?
De olhos fechados,eu tremia
enquanto minha mãe roncava.
Ela não se importava,
enquanto eu rezava.
Dizia que seu medo era dos vivos.
Do bicho papão que subia as escadas
para nos pegar.
Sua força e coragem me instigaram
a ser melhor,ter fé e acreditar.
"Que seja feita a vossa vontade"
e não a minha,nesse momento de dor.
Esta oração dolorosa vem carregada
de amor.E aceitação.
Que Jesus ampare e guie
seu espírito
nestes novos caminhos,
ficamos aqui
apenas memória e recordações
guardadas no coração.
Andréa
O silêncio que você busca não é a ausência de som ou pensamento, mas a ausência de conflito interno com o que está acontecendo. É um silêncio que coexiste com o movimento da vida, que não depende de condições ideais. Quando isso é compreendido, a prática deixa de ser um esforço pontual e se torna um estado disponível em qualquer circunstância.
