Som Alto

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O som e o silêncio sucedem a luz, a sabedoria antecede os três, o sucesso brota dos quatro, a sensatez esta para os cinco, o justo recebe os seis e Deus controla os sete.

Buda já mostrava há cinco mil anos que, se a corda da cítara fica frouxa, ela não produz o som da música; e se é esticada demais, ela se rompe por conta da pressão excessiva. Assim, a virtude só é possível pelo "caminho do meio", ou seja a busca do equilíbrio entre os extremos, onde nenhum deles se mostrará como a melhor solução. Não sigo Buda, nem Cristo, Maomé ou qualquer outro. Mas procuro aprender com todos eles, pois cada um ofereceu ao mundo um pouco de sua sabedoria.

Às vezes, basta o som do vento para justificar a existência, pois o medo de arriscar nos priva de grandes conquistas e impede que a vida se revele em sua plenitude

⁠A velocidade do som da luz não alcança o tímido pensamento voraz, sem notar percorre o universo.

"De todos os presentes concedidos pela natureza, o mar é o mais extraordinário. O som do desdobrar de suas ondas, ressoa como música que serena a mente e eleva o pensamento para além do universo. Um fascínio onde o real se entrelaça a fantasia, na perspicácia sobre o mistério do sem fim."

O vento pode até arrancar um arbusto,
mas jamais uma floresta inteira.
Quando estamos juntos, somos inabaláveis. Unidos, nós vencemos.
Seguimos firmes, fortes e sempre em direção ao melhor. E que nenhuma serpente do maligno encontre espaço em nossos corações, que toda maldade seque, perca força e desapareça,
porque onde Deus habita, o mal não permanece.

Você é como o som das ondas do mar quebrando.
É a felicidade num momento triste.
É a calma em meio ao desespero.
É a clareza quando só existe caos.
É a esperança que surgiu quando tudo que eu conhecia era o medo.
É a confiança em meio a todas as inseguranças.
É a estrela mais brilhante e especial.
É o amor inexplicável que existe em cada poema, carta, livro, filme ou música de amor.
É a mais bela forma de arte.
Você não é o mundo, mas é o que o faz o mundo ser bom.
É o que faz a vida valer a pena.

A VENDA DO SENHOR LANDIM
Ainda me recordo, o som dos cascos do animal batendo forte na estrada, puxando a charrete azul, no raiar do dia.
Todo mês eu e meu pai deixávamos o sitio para irmos a cidade, era uma alegria danada, pois depois tanto tempo, chegou o dia. Ir na venda do senhor Landim, era algo especial tudo parecia tão grande e diferente da vida que conhecia.
Senhor Landim era um velho gordo, chato, mas que, vendia de tudo, arroz, feijão, fumo de corda, mortadela, manteiga derretida, carne seca, bacalhau até hoje, prefiro imaginar que o cheiro era do peixe.
Mas ali também se vendia uma preciosidade, uma iguaria para nos moleques do sitio, GUARDA CHUVINHAS DE CHOCOLATE, o melhor chocolate de todos os tempos. - Se esperava um mês inteiro, só para poder ganha um.
- E....
Exigia uma técnica para se comer, tudo era com muito cuidado:
- Primeiro: Retirava se o papel, devagar, comendo somente a pontinha, deliciando o manjar dos deuses.
E depois em um frenesi, enfiava todo resto na boca;
e só restava o cabinho.
Que por sinal, se mastigava por horas, tudo na esperança, de ainda ter um pouquinho do sabor.
A mente sabia, que, somente daí eternos trinta dias, teríamos a chance de ter, aquele delicioso prazer, novamente.
Passados mais de vinte anos, a venda ainda existe, e por incrível que pareça, os chocolates também.
Mas seria um crime, parar e comer um hoje.
Porque o encanto está na lembrança, que se tem do momento; E não, do chocolate hidrogenado que ele é feito.
Então guardo na memória o sabor, do melhor chocolate de todos.- Guarda chuva de chocolate da
VENDA DO SENHOR LANDIM.

O melhor silêncio,
é quando não ouvimos
o som das nossas mentes
barulhentas.

Dizem os cientistas, que desde que o mundo foi feito, ainda se ouve o som da criação a se propagar pelo universo (não sendo audível ao ser humano, pois temos limitações, tanto para vibrações sonoras baixas, assim como as vibrações altas). Será que o som é infinito? E se não tem fim, devo me preocupar com as minhas palavras e você? Não?

⁠O silêncio é o som dissimulado, fora da frequência audível e carregado de significado, pois, comunica mais do que qualquer som que se possa ouvir e obriga o outro a criar sentido, enquanto o barulho entrega ele exige.

Um poeta tem que sofrer
Sem o sofrer não ha tom,
sem o tom nao ha som.
Deste mesmo som que
da tom no meu coração.
Só me lembro que você me tocou
e depois me esqueceu.
Esse mesmo eu que te venerou e desvaneceu.
E no fim da música dessa história,
a garganta ecoa o som estampido do grito rouco de tanto cantar em vão.

Porque dizer te amo,
Tenha cuidado com as tuas palavras cuidado.
Elas caem em mim como som,
caem com felicidade .
A tua simplicidade não chega em silêncio,
ela atravessa.
E na forma mais doce,
devasta a minha fragilidade sem ferir.
Sou feito de sentimentos expostos,
de um coração que sente antes de pensar,
e quando teu olhar descansa em mim,
até minhas defesas aprendem a respirar.
Ama-me sem pressa,
com gestos leves e verdades calmas.
Porque em mim,
cada palavra tua cria raiz
e floresce onde eu mais preciso de abrigo.

E quando eles se vão...


Há um instante em que a casa muda de som.
Não é o silêncio das paredes, mas o eco do que fomos juntos.


Os filhos crescem, criam asas, partem.
Deixam o quarto arrumado, a cama feita —
e o coração dos pais desarrumado.


Já não pedem conselhos, já não esperam respostas.
Vivem seus próprios dias, e nós sorrimos, orgulhosos...


Mas por dentro, algo se parte em silêncio.
Ser pai e mãe de filhos adultos é amar sem invadir, é aprender a cuidar de longe, com gestos invisíveis e orações noturnas.


É guardar o cheiro da infância nas lembranças, o riso nos pratos preferidos.
E cada noite, pedir a Deus que os proteja, mesmo sabendo que o tempo agora é deles.


Porque o amor dos pais não se apaga —
apenas aprende a esperar.
Pacientemente.
Em silêncio.


Maxileandro França Lima, 08/10/2025

⁠Se plantares flores, as borboletas certamente virão, ao som dos pássaros.

O som da voz doce e suave de uma garotinha ecoava pela rua deserta. A menininha pulava de cá para lá, de um lado para o outro, parecia que sua energia não tinha fim. A correria, a gritaria, a diversão encontrada foi a festa para aquela garotinha. Possivelmente de três ou quatro anos, cabelos vermelhos como brasa em chamas destacava a figura da criança que brincava alegremente. Vestidinho azul-claro, pouco amarrotado na frente e manchado atrás, orbes negros, reluzentes ao brilho do que ela sentia no momento... paz e alegria.
Do outro lado do bairro, em uma das mansões encontradas em uma das ruas mais movimentadas da cidade, um garotinho brincava com seu carrinho minúsculo, vermelhinho, de quatro rodas completas. Tinha acabado de começar a brincar. Quando uma morena de orbes negros aparece na porta blindada de vidro, aparentava ter uns vinte anos.
- Está na hora de ir para a escola. Venha se arrumar. - anuncia a mulher e carrega o garotinho junto dela.

Ás vezes, devemos apreciar as melhores coisas de nossas vidas. Por mais que sejam um mínimo detalhe, ou a diferença do tempo da infância...

Hoje uma estranha calma está em mim...Me sinto segura e um tanto felina...Acabou a pressa, tenho somente o desejo da espera...Observo como a loba espreitando sua presa...Sigo com olhares ...Pra enfeitiçar ...E sei que enfeitiço...Os encantos de uma feiticeira pronta e perfeita...Sei vai ser difícil sair da minha teia ...Por isso aviso ,se não quer ficar nem chegue perto...Se não quer se apaixonar ...Não viaje sob meu céu...Foge ...Mais foge rápido...
Não sei pegar de leve ...Eu me esparramo ... Eu inundo...Eu devoro..

Inspirado no som "Ouro" de Rubel

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"Instantes que fica."

Te guardo no peito
como quem segura água nas mãos:
sabendo que escapa,
sabendo que fica.


Há beleza no que some,
no que falha,
no que não promete —
e mesmo assim toca.


Você foi meu instante de ouro:
não o metal,
mas o brilho humilde
que aparece quando o sol bate
no que já estava quebrado.


E eu, tão cansado de buscar sentido,
encontrei no teu silêncio
um espelho.


O mundo segue mudo.
Mas quando penso em você,
ele cintila.


Não porque responde,
mas porque — por um momento —
eu paro de perguntar.

O menino enquanto brincava em uma pequena e esquecida poça de lama
Sente-se atraído por um som imenso, um som que o convoca
Se distanciando da poça, observa um carneiro que se bate em uma parede.
O carneiro sem razão, se bate, se bate
O menino que se encontra do outro lado da parede
Pergunta ao carneiro, esperando uma resposta: "Por que se bates?Tem um grande espaço para brincar".
O carneiro continua, continua, até que em um ágil movimento, desaba-se
O menino atônito e triste, pega uma maçã que tinha no bolso, joga-lhe
O carneiro se levanta, e ao levantar, consegue um ato:Remover um espinho que se encaixara em sua cabeça ao correr pelo campo.
O menino surpreso se depara com o carneiro livre, que corre pelo campo
E o menino em singela inquietação, sem motivo, pensou ao ver: "Ele era livre, mas não era livre, agora é livre".
Em um suspiro, o inesperado ocorre: um fazendeiro lança uma corda
Corda que laça o carneiro livre, que agora é levado
E ao ser levado, a única coisa que não se prendeu foi o olhar
O carneiro, indo embora, olhando o olhar do menino.

O silêncio ritual não é ausência de som, é alinhamento; nele, o espírito encontra espaço para reorganizar aquilo que estava em desordem.