Som
Sussurros dos ventos
Singularidade dos ventos
Simplicidade do som
Suavidade de ventos
Refaz caminhos, pois escuta a tranquilidade do sons baixos
Onde busca ter paz
Para enfim navegar.
O silêncio não é ausência de som, é presença de si. É onde as respostas param de gritar e começam a aparecer.
Meu bem, talvez você possa compreender a minha solidão
O meu som e a minha fúria
E esta pressa de viver
E este jeito de deixar sempre de lado a certeza
E arriscar tudo de novo com paixão
"Ter virtude é ter coragem de ser bom em um mundo de maldade. Quem não a possui, vive nas sombras da generalização e da inveja, tentando apagar o fogo de quem nasceu para iluminar."
No hebraico não existe j tem som de y e i,não existe ser e estar no presente e existe passado e futuro no hebraico,na escrita hebraica e nas letras não tem vogais e tem consoantes,no hebraico não tem hiato e nem tritongo e tem ditongo.Mispah e Yaverim e Yavá,não é Mispah e Javerim,Porquê não existe j no hebraico e não e´Javá porquê não existe j no hebraico.Não é eu sou quem eu sou,e eu serei quem eu serei em hebraico,porque não existe ser e estar no presente,e não é Ouve Yisrael,o eterno e´nosso D'us,o eterno é um,echad,e é Ouve yisrael,o eterno será nosso D'us,O eterno sera um,echad,porquê não existe ser e estar no presente e existe passado e futuro no hebraico.
O vento que batia
nos tijolinhos desnudos
produzia
um som estranho.
Num gargalhar tacanho,
sussuros por trás dos muros,
de arrepiar.
Pareciam almas penadas
caminhando pelas madrugadas
tentando se comunicar.
Será que há um lugar
para as almas condenadas?
De olhos fechados,eu tremia
enquanto minha mãe roncava.
Ela não se importava,
enquanto eu rezava.
Dizia que seu medo era dos vivos.
Do bicho papão que subia as escadas
para nos pegar.
Sua força e coragem me instigaram
a ser melhor,ter fé e acreditar.
"Que seja feita a vossa vontade"
e não a minha,nesse momento de dor.
Esta oração dolorosa vem carregada
de amor.E aceitação.
Que Jesus ampare e guie
seu espírito
nestes novos caminhos,
ficamos aqui
apenas memória e recordações
guardadas no coração.
Andréa
Poeticamente falando.
Minhas tristezas são notas desafinados ao vento, são como o som silencioso da chuva noturna,
são flores imóveis num temporal.
Sou uma nuvem cinza em céu alzul de um mundo desconhecido,
me sinto um barco preste a afundar depois de bater no iceberg do tempo, não sou velho nem jovem.
Sou mais um na multidão,
perdido.
Com as mesma pergunta,
oque fazer comigo? oque fazer da vida?
Soluções temporárias não respondem mais,
Enlouqueço enquanto mundo fica cada dia mais difícil de suportar.
Vejo meus olhos no espelho e me pergunto,
mais de quem é esse rosto,
Não me reconheço nem imagem nem na fala.
Sinto uma vaga lembrança do menino que fui quando canto, assim seguro minhas lágrimas transformando elas em poesia, verso e música
e assim quem sabe
a vida fica mais leve
quem sabem os dias passam
quem sabe eu levo a vida
antes que ela me leve.
PAULOROCKCESAR
"O som que tem ecoado em meus ouvidos
Vem de dentro e não é mais um som melancólico com tons de saudade
Sinto uma vibração mais alegre e armoniosa que alegra meu coração e acalma minhas mente. Notas que embalam o sonhos estão surgindo fazendo com que eu me lembre de escutar só da vida dos pulmões e coração fazendo de cada dia um novo refrão..."
PauloRockCsar
Que possamos ouvir o som da nossa própria respiração, buscando o equilíbrio entre corpo e espírito.🕊
A música que me traduz
(refúgio em forma de som)
A música fala — e, com isso, me inspira, mesmo quando vem em outras línguas ou até sem letra. Eu a sinto e a entendo.
A música simplesmente me abraça, me acaricia e permanece comigo, nas melhores e nas piores horas.
Há momentos em que não aprecio o que está escrito, mas sim a batida que, juntas, elas representam. Em meu coração, são fortes e certeiras.
Ela me alivia, me acalma e me inspira.
O Eco do Adeus
As paredes ainda guardam o som,
uma frequência que o tempo não apaga.
Disseste "amo-te" com o tom de quem fica,
mas partiste com o passo de quem deságua.
É um deserto que se atravessa a sêxtuplo,
carregando o peso de uma palavra oca.
O amor, quando é um monólogo,
é brasa que queima apenas uma boca.
Ficou o verbo, mas faltou o chão.
A reciprocidade é um porto que não avistei.
Foste embora levando a direção,
deixando o "nós" no rastro do que sonhei.
Agora resta o hábito de te esperar,
mesmo sabendo que o laço se rompeu.
Pois pior que nunca ter ouvido o amar,
é ouvir o "amo-te" de quem nunca foi meu.
O Som da Luta
Uma história sobre coragem, esperança e propósito em Angola
O sol ainda dormia, mas o bairro já acordava.
O cheiro do carvão aceso misturava-se com o barulho dos chapas lotados e das vozes que se perdiam nas ruas estreitas.
Era mais um dia em Angola — onde o relógio da sobrevivência nunca para, e a esperança é o último bem que o povo se permite perder.
No meio daquela correria, Manuel ajeitava o seu pequeno carrinho de madeira, carregado de garrafas de sumo natural que ele mesmo preparava à noite.
Enquanto o resto da cidade ainda sonhava, ele já estava em movimento.
O seu lema era simples:
> “Quem quer mudar de vida, começa antes do sol nascer.”
Manuel não nasceu com oportunidades.
Cresceu num bairro onde a poeira é mais constante do que a eletricidade, onde o trabalho é pesado e o reconhecimento é raro.
Mas, desde cedo, ele aprendeu com a mãe que “trabalhar com dignidade é melhor do que mendigar respeito.”
Durante anos, procurou emprego.
Fez cursos, entregou currículos, e ouviu promessas vazias.
Cada “vamos te ligar” soava como uma esperança que morria devagar.
Até que um dia, cansado de esperar, ele decidiu criar o próprio caminho.
Pegou um carrinho velho, juntou umas frutas emprestadas e começou a vender sumos na rua.
No início, foi alvo de risos e comentários:
“Um formado a vender sumo? Isso é vergonha!”
Mas Manuel respondia com um sorriso e dizia calmamente:
> “Vergonha é roubar. Trabalhar nunca foi.”
O tempo passou.
O carrinho que parecia um fracasso virou uma barraca simples, mas movimentada.
As pessoas começaram a reconhecer o sabor dos seus sumos — e, mais ainda, o brilho da sua determinação.
O que era sobrevivência começou a virar sustento.
E o sustento, aos poucos, virou inspiração.
Manuel passou a ajudar outros jovens do bairro a começarem pequenos negócios.
“Não temos muito”, ele dizia, “mas temos mãos, mente e vontade. Isso já é capital.”
Hoje, quem passa pela sua barraca vê mais do que produtos — vê uma história viva de resistência.
Ele ainda enfrenta dias difíceis, ainda há contas que não fecham, ainda há lágrimas escondidas.
Mas, em cada amanhecer, Manuel prova a si mesmo que o sucesso não é sobre ter tudo — é sobre fazer algo com o pouco que se tem.
Quando alguém lhe perguntou o que o manteve firme em tempos de desespero, ele respondeu sem hesitar:
> “Foi a fé. Eu acreditei que Deus não me fez para desistir.”
O som da luta continua ecoando nas ruas do bairro.
O mesmo som que vem dos vendedores, das zungueiras, dos mototaxistas, dos estudantes que andam quilômetros para aprender.
Cada um à sua maneira, todos gritam a mesma verdade:
“Enquanto houver esperança, há motivo para continuar.”
E assim, no coração de Angola, entre poeira e calor, entre lágrimas e sorrisos, nasce uma geração que aprendeu a lutar com o que tem — e a acreditar que o amanhã pode, sim, ser melhor.
> Porque em cada angolano há um guerreiro.
E enquanto o coração bater, nunca vamos desistir.
Musicalidade
Lindo de se ouvir
O tocar de um bandolim
O som que sai daí
Tremendo as cordas enfim
Musicalidade boa de sentir.
E o violão?
É o mais popular,
Tocado em todo lugar
Nas praças, escola e salão
Às vezes dedilhado na palheta devagar.
Diferente é o violino
Seu som é o atrito de cordas
Deslizando com eco cristalino
Pela escala e suas bordas.
Agitado é o cavaquinho
Que acompanha o pandeiro e a percussão
O som no ritmo desse trio
É ritmado e embalador.
Há quem goste de uma viola
Que toca muito no interior:
Música boa de vaqueiros,
Soa como mel na boca,
Dedilhado por tocador.
Há muitos outros instrumentos,
Tocados a mão ou soprados pela boca;
Eu admiro a todos os inventos,
E dou valor a quem os toca.
Raimundo Nonato Ferreira
Março/2026
Sim… e essa é uma visão muito profunda da música.
A música não é só som organizado; muitas vezes ela vira uma ponte entre o que sentimos por dentro e o que não conseguimos explicar com palavras comuns. Ela consegue dar forma ao invisível.
Quando você fala que ela expressa:
espiritualidade,
arte,
imaginação,
filosofia,
e “dá vida a cada uma”, faz muito sentido. Porque a música consegue unir tudo isso ao mesmo tempo.
Uma melodia pode carregar:
uma crença,
uma memória,
uma dor,
uma esperança,
uma visão do universo,
ou até uma pergunta sem resposta.
E o interessante é que duas pessoas podem ouvir a mesma canção e sentir coisas completamente diferentes. É como se a música despertasse partes escondidas da consciência de cada um.
Você parece enxergar a música quase como uma força criadora: algo que transforma pensamento em emoção viva.
E, de certa forma, ela faz isso mesmo:
a filosofia vira letra,
a imaginação vira cenário,
a espiritualidade vira sentimento,
e a arte vira voz.
Talvez seja por isso que a música atravessa gerações. Antes mesmo da escrita, o ser humano já cantava para celebrar, lamentar, rezar, amar e contar histórias.
No fundo, talvez a música seja uma das formas mais humanas de tentar tocar o infinito.
Um dia me disseram: 'Fulano é muito abençoado. Por isso ele doa e ajuda'. Na verdade é o oposto. Somos abençoados quando dividimos o pouco que temos. Reter é abrir mão de ser colocado sobre o muito de Deus.
