Som

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Não basta ouvir o som da Tua voz,
Se ela morre antes de virar chão.
A Palavra é semente viva em nós,
Pede mãos, passos e direção.


Há quem escute e se engane no espelho,
Vê a verdade e logo a deixa cair.
Mas Tua voz não é eco passageiro,
É caminho que chama a seguir.


Ensina-nos a viver o que lemos,
A transformar o verbo em ação.
Que o amor seja gesto pequeno,
E a fé, movimento do coração.


Pois ouvir sem viver é silêncio disfarçado,
É fé sem corpo, sem luz, sem raiz.
Queremos ser Palavra encarnada,
Praticantes do amor que Tu dizes.

“A consumação histórica da salvação passou pelo som de um homem chorando entre as oliveiras.”

Da noite


A noite vem às vezes tão perdida,
um véu silencioso que abraça o peito,
onde sombras se insinuam com a alma ferida, dorida...
e o tempo se perde em seu leito meio desfeito.
Quase nada parece bater certo,
as horas escapam, fugazes, incertas,
há qualquer coisa em nós, um deserto,
inquieta, lesão, entre portas abertas.
O que era fundo torna-se tão perto,
segredos antigos ecoam no escuro,
o coração pulsa um ritmo aberto,
um sussurro calmo, leve e puro.
Na penumbra, a dor encontra abrigo,
e a esperança nasce na ferida aberta,
pois, mesmo a noite, no seu perigo,
traz a promessa de uma manhã certa.
Assim, na noite perdida e silente,
floresce a alma, livre e presente.

As pessoas se impressionam com letras grossas e douradas, mas os que falam usam apenas o simples som das palavras.

Iluminação


Sentado à mesa, ouvindo o som da tabla e da cítara, derramo o azeite de oliva sobre as lentilhas e o arroz e me veio a intensa sensação do mundo perfeito, em que a imperfeição era perfeita. A dor dos seres, a irritação que eu sentia, a morte das horas, tinham o seu lugar. Isso surgiu como uma libertação, e, mesmo intranquilo, eu doravante me sentiria tranquilo e a luz do sol brilharia à noite. Assim, o cansado sonhador pode dormir.

No beco da favelas somos marginais,
Vagabundos sem leis.
Os estados unidos da america classica somos terrorista so vendemos balas e fazemos marabaris para ganhar o dinheiro do pão.
Somos Vagabundos por nao ter estudo agora somos criminosos...
Não temos teto para morar,
Mais acham são reis do mundo.
Mais por cinco anos pagamos impostos ainda somos ladrões.

O Eco do Caos e o Arco do Tempo
​A evolução é som e sinal que se propagam pelos astros; o mundo grita para o universo. Seríamos nós servos dos sons que ouvimos, ou reduzimos a imensidão desse conceito a algo corriqueiro, disperso em qualquer lugar? Dentro do ambiente social, ainda somos marcados pela sonoridade — que, na verdade, é a própria luz propagando-se pelo espaço. Paradoxalmente, vivemos na escuridão.
​No entanto, a verdade é que lampejos de vida transmutam o tempo e o espaço. Somos capazes de mudar diante das adversidades do caos. Compreendemos que o tempo pode fazer o espaço comprimir e esticar, dependendo do caminho percorrido. O tempo torna-se o efeito de um paradoxo, pois atravessa até as linhas da imaginação: o tempo aqui jamais será o mesmo tempo de um lugar distante.
​A causalidade que pensamos dominar pode já ter se tornado passado; afinal, o que foi escrito, lá está, consolidado. O futuro, por sua vez, permanece como um arco de possibilidades. Diante disso, quando olhamos para trás, vislumbramos um leque de futuros que poderiam ter sido, ou apenas contemplamos o presente?
​Toda ação precisa de uma reação, independente do estado da matéria. As verdades que enxergamos são apenas a linha da continuação. Pois até o som pode se tornar eterno, deflagrado na imensidão, até que sua constante seja ampliada ao infinito ou reduzida a quase nada.A luz parada no tempo sendo sentelha da vida na sua plenitude como podemos viajar ou imaginar essa vida se expressando no exato momento da criação. Pois nada mais belo que flutuar nas fronteiras da existência ainda reflir o que somos diante o somos.

A mata, que era o meu reino
Hoje é cinza e solidão
Onde eu rugia com brio
Resta o som do caminhão

As cercas vão me prendendo
Onde antes era o meu chão
E o homem vai esquecendo
Que somos parte do mesmo quinhão.

Peço que o olhar se transforme
Que o respeito possa voltar
Pois se a selva adormece
A vida vai se apagar

Não quero ser só gravura
Ou um bicho de museu
Quero ser força da natureza
No lugar que Deus me deu.

Ainda há tempo de cura
De plantar o que se perdeu
Para que a onça futura
Não diga o adeus que eu disse ao meu.

Você se tornou o meu lugar favorito no mundo. Não importa o tamanho do caos lá fora, basta o som da sua voz para o meu coração entender que já chegou em casa.


DeBrunoParaCarla

O pranto de quem é bom ecoa no vácuo de um mundo que esqueceu o som da própria consciência.

"O 'fala-fala' de quem diz que ajuda é apenas um barulho criado para abafar o som da própria omissão."

O melhor som vem do vento, melhor música dos pássaros, lindas cores da natureza, águas e vida se misturam... O sol reflete o brilho e aquece o luar que gera canções... E a vida passa no milagre que acontece a todo instante!

“A depressão silencia o que antes fazia sentido — como se a vida continuasse, mas sem som.”

"A cada golpe das sombras aumenta o som do aço sobre mim. A lâmina que me corta, me afia mais e mais."


- Insistência, Vida e Poesia

⁠Ao som do badolim se guarda memórias e se encontra no seu lugar, enquanto se rompe a madrugada e a vida continua assim.

Entendendo os multiversos, a vida em abundancia de cura e harmonia ao poder divino do som. Energia, freqüência e vibração, como nos alertava Nicola Tesla. A oração não são um conjunto de palavras agrupadas, são sim um mantra ancestral que não devem ser traduzidas e simplificadas por que diminuem sua eficácia e objetivo. No princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.

Teu Nome

Teu nome foi um sonho do passado;
Foi um murmurio eterno em meus ouvidos;
Foi som de uma harpa que embalou-me a vida;
Foi um sorriso d’alma entre gemidos!

Teu nome foi um echo de soluços,
Entre as minhas canções, entre os meus prantos;
Foi tudo que eu amei, que eu resumia—
Dores—prazer—ventura—amor—encantos!

Escrevi-o nos troncos do arvoredo,
Nas alvas praias onde bate o mar;
Das estrellas fiz lettras—soletreio-o
Por noute bella ao morbido luar!

Escrevi-o nos prados verdejantes
Com as folhas da rosa ou da açucena!
Oh quantas vezes na aza perfumada
Correu das brisas em manhan serena! ?

Mas na estrella morreu, cahiu nos troncos,
Nas praias se—apagou, murchou nas flores;
Só guardado ficou-me aqui no peito
—Saudade ou maldição dos teus amores.

José Bonifácio de Andrada e Silva
Gama, Luiz. Primeiras Trovas Burlescas de Getulino (1859).

É estranho como o som da sua voz pelo telefone, que deveria ser meu alento, às vezes acaba sendo o que mais me dói. Eu fecho os olhos para tentar sentir sua presença, mas quando os abro, a distância continua lá, implacável.
Vou ser sincero: estou perdendo o juízo aos poucos. Admito que tentei ser forte. Achei que conseguiria suportar a ausência, que o trabalho ou a rotina preencheriam o vazio, mas a verdade é que eu rio com os outros e choro sozinho. Ver você "quase nunca" torna a palavra "sempre" um desafio gigante, mas é um desafio que eu aceito todos os dias ao acordar.
Não importa para onde o mundo te leve ou o que você precise fazer por aí, quero que você tenha uma única certeza no seu coração: eu estarei bem aqui.
Pode doer, pode demorar e o silêncio pode ser ensurdecedor, mas eu não vou a lugar nenhum. Prefiro correr o risco de sofrer esperando por você do que a segurança de tentar seguir sem o seu amor.
Você está me deixando louco de saudade, mas é uma loucura que eu não trocaria por lucidez nenhuma.

Se o mundo se tornar barulhento demais, mergulha comigo. No fundo do meu oceano, o único som que resta é o eco do meu coração chamando pelo teu nome.

Corações partidos também batem, mas o som é um pouco mais triste.