Som
Por aqui ando escutando
O som do mar
A melodia dos pássaros
O pousar do alento
O tilintar do vento
O primaveril das auroras
A imensidão do agora
O cheirinho da leveza de Deus !
Por aqui ando desenhando
Poesias
Eternidades
Silêncios e
Nuances de paz
num imenso Mar de
bem querer
me Amar .
O silêncio não é ausência de som, é presença de sentido.
Nele, a alma se escuta.
As respostas não chegam de fora, mas de dentro.
Quanto mais barulho, menos clareza.
A sabedoria não grita, sussurra.
E só quem se aquieta a ouve.
E no profundo silêncio, lágrimas mesclavam-se com a escuridão... apenas um som: o seu coração. Esboçou um leve sorriso. Ainda viva, apesar do imenso amor... apesar de imensa dor... Ainda viva, bem viva.
Não se cala o som do choro, o corpo é abrigo cansado, seca com os soluços.
Virão gritos, danos, o gosto amargo da perda.
É suportar o vazio onde antes havia um beijo.
Antes era: “Que seja infinito enquanto dure.”
A despedida não aceita poesia: ela é o fim do poema.
Autismo : Almas de som azul
“As Almas de Som Azul não nasceram para se destacar nasceram para harmonizar o mundo.”
O sol se inclina no horizonte,
e a Base de Santa Cruz silencia por um instante...
Não é o som das armas que domina o ar,
mas o pulsar de dois corações que escolheram caminhar juntos.
Hoje, diante dos irmãos e irmãs de farda,
somos testemunhas de algo que nenhuma patente explica:
o amor força que nenhuma guerra vence, e nenhum comando apaga.
Loba Hanson e Ravenna Leatrice...
duas almas forjadas na disciplina,
lapidadas na dor,
e elevadas pela coragem.
Hoje não há hierarquia entre vocês.
Não há posto, nem comando
apenas o sagrado laço de duas vidas que se reconhecem.
O amor é o mais nobre dos pactos,
e esta cerimônia não marca o início de uma caminhada,
mas o reencontro de duas almas que sempre pertenceram uma à outra.
Loba — que carrega em si a bravura e o instinto de proteção.
Ravenna — que traz na alma a sabedoria e a chama serena.
Juntas, formam o equilíbrio perfeito entre força e ternura,
razão e sentimento,
guerra e paz.
Que este laço seja luz nos dias escuros,
escudo nas horas de batalha,
e abrigo quando o mundo lá fora se tornar frio demais.
Bênção poética
Então que o vento leve o nome de vocês
para além dos muros da Base,
e que os céus de Santa Cruz testemunhem esta união.
Que as estrelas desta noite guardem suas promessas,
e que, onde houver escuridão,
seja o amor de vocês a primeira luz que se acende.
Pelo poder que me é confiado,
sob o olhar do Alto Comando e sob a benção do próprio destino,
declaro:
Loba Hanson e Ravenna Leatrice unidas pelo amor, seladas pela coragem, e eternas sob o símbolo de Santa Cruz.
🕊️✨
Que viva o amor, e que jamais falte honra ao coração que escolhe amar.
Dom Romanov, pseudônimo de Gustavo de Paula em OneState.
Teatro da vida
E se nossos dias
For apenas um roteiro
E cada detalhe já foi escrito
E nós somos só atores que
Tem que ser fiel ao roteiro?
E se formos atores que não
Sabe que só está cumprindo
O roteiro e nosso personagem
E falas já fossem inserido em
Nós.
E se um dos autores do roteiro
Quisesse que adquirimos
Consciência que só estamos
Em roteiro, e que tem um autor
Que quer nossa destruição
Condenação e morte no final do roteiro.
E se um autor que é bom,
Justo, misericordioso, e quer
Que sejamos felizes
Quer que vivamos o
Presente e quer nos
Dar o maior presente
Quer que falar conosco
Durante esse teatro.
Então podemos dizer
Eis me aqui senhor
Que teus planos e sua
Vontade seja feita.
E então por um momento
Vivemos o presente mais
Vivo e Vivemos um
Momento eterno.
E um dia sairemos desse teatro
E viveremos com esse autor
Bom ,justo, para sempre.
Dia
Fisga no peito o som da concha,
Serpenteia o ser na aurora.
Da fuga – desespero;
Da fisgada – refúgio;
Da penumbra – assombro;
Do escombro – reencontro.
Lá fora a chuva e o girassol
No olhar o brilho do sol
E todo um amarelo de náusea.
No óculos gotículas de lágrimas
E todo um papel vazio.
Sem poema,
Sem prosa…
O nada.
Ressonância
Não sei por que te amo, o seu nome. O nome é um som Tu és o silêncio que vem depois. É uma pergunta que se faz ao escuro, e o escuro, em vez de responder, acende uma lâmpada quente no peito.
Amo-te como se ama o mistério de uma porta entreaberta. Amo-te com a força de uma coisa que não precisa de nome para ser. É um amor anterior à palavra, um animal quieto e vasto que dorme no centro de mim.
É inenarrável. Como narrar o sabor da água? Como descrever o peso da luz na tarde? Tento pegar esse sentimento com as mãos, mas ele escorre por entre os dedos, líquido e vivo. É um pulsar contínuo, um sim primordial que meu corpo diz sem minha permissão.
Minha força de meu amor não é um furacão. É a gravidade: invisível, inevitável, sustentando os mundos em seus lugares. Sustentando-me em teu eixo.
Não te amo por razão. Te amo por ser. Como se respira. É um estado de graça involuntário, um acidente belo e necessário da vida que se torna maravilhosa.
Seu nome. O nome é um som.Tu és a ressonância e eu apenas o reverberar...
Um sopro atravessa a sala,
sem som, sem pressa,
como quem toca sem tocar.
A luz muda de tom.
Nem laranja, nem ouro —
apenas o que resta quando o dia
esquece de terminar.
As paredes não dizem,
mas sentem.
O relógio não marca,
mas para.
Por vinte minutos,
algo maior do que o tempo
resolveu ficar.
Venceu a etapa de quando dois ventos sopravam dentro de ti —
um a busca, outro um sussurro,
divididos entre desejo e vazio.
Venceu.
Minha força é chama viva: não queima, apenas ilumina —
e assim, dissolve o que não encontra raízes.
Ares que vieram, regidos pela leveza e pela dualidade,
ressentidos em dança, curiosos, sem fundação, também logo se foram.
Mas eu — inteiro, com mil facetas convergindo —
sou o eixo que o vento não pôde partir.
Temos mar dentro do peito,
íntimo, sussurrante, lento.
Nessa maré que nunca se cansa,
há compaixão, há dádiva, há dom.
Não existe solidão tanto quanto
a paisagem seca de quem desconhece o mar —
e contempla isto em silêncio.
Observa, mas não compreende.
Tenta tocar, mas a água escapa.
Quem cruza a vida sem conhecer esse som, caminha nu pela eternidade, privado da mais pura vestimenta da alma.
Anseio pelo som baixo da sua voz a cada nova manhã
Dou-lhe minhas melhores palavras numa tentativa de fazê-la permanecer, e nunca jamais partir.
Resisto ao desejo de tê-la mais perto, colada a mim como carne e osso, resisto e me impeço de sonhar-te como o inalcançável, pois minhas mãos coladas as suas me mostram que amar a ti é o cume onde posso tocar, descansar, deitar as costas e navegar sem medo de afogar
Porque amar a ti é cair sem nunca encontrar o chão, e se fosse você um barco sem rumo, eu seria a bússola a te guiar até o fim do mundo.
Beijo-te enquanto sussuro seu nome, não há ninguém nesse mundo que saiba como soletrar o seu nome, não dá forma como eu faço. Beijo-te e digo que amar a ti é minha maior recompensa, e só então você diz o meu nome, sussura que é minha e não existe inconstância entre nós dois, tudo porque sei como se soletra o seu nome, e você sabe como me amar sem antes me destruir.
Você pode dizer que me ama antes de me observar queimar?
Você me dirá que sabe como me amar sem me deixar escapar?
“O silêncio não é a ausência de som, é a ausência de expectativas. E quando as expectativas se calam, a gente finalmente ouve a própria voz, sem o eco do que deveríamos ser.”
Na aurora clara, o pássaro canta,
Seu peito vibra, a alma encanta.
Mas na gaiola, o som se esvai,
Um grito mudo que pelo vento se vai.
As asas pedem um céu azul,
O voo livre, do horizonte ao sul.
Cada grade é uma lágrima presa em si.
Roubam-lhe o sol, a natureza.
Liberdade é vida, é voar muito além,
Sentir o vento, o mundo também.
Que as gaiolas se abram, deixando todos partir
Pois o pássaro nasceram para voar e existir.”
Um delírio
Foste sonho,
Foste delírio,
Foste som e tempestade.
Um bater do coração,
Um encontro de antemão,
Um caminho de perdição
Um achado na multidão.
Meu amor,
Só você conta,
És meu desejo,
Vê se não apronta.
Delírios navegam em mim.
Desejos, sentimentos do que se aprofunda.
Delírios do ser,
Com gosto de devorar.
Uma alma insana,
Um sorriso,
Uma dor,
Um esvoaçar do ardor,
Canta a luz do percurso,
Sou o seu maior recurso.
Uma mentira rasgou o céu,
e entre o som do trovão e o silêncio dos deuses,
a distância entre o divino e o humano aumentou.
A mentira, filha da cobiça e irmã da vaidade,
ergueu muralhas onde antes havia pontes,
e transformou o diálogo em ruído,
a confiança em cinza.
Por uma mentira, o homem empunhou a espada,
feriu seu irmão e justificou sua dor com falsos ideais.
Por uma mentira, destruiu-se o amor,
e o que era puro se manchou de desconfiança.
A mentira não fala, ela sussurra.
Não aparece, ela se disfarça.
Entra pelos ouvidos,
cega os olhos,
endurece o coração.
E o homem, ignorante de si mesmo,
passa a venerar o engano como virtude,
e a verdade como ameaça.
Rende culto ao disfarce,
e chama de esperteza o que é apenas ruína.
Mas o que é o sábio senão aquele
que aprende com a própria frustração?
Aquele que, cansado de esperar virtude nos outros,
decide manter a sua própria,
mesmo que o mundo inteiro se perca em mentiras.
Pois quem mente destrói o outro uma vez,
mas quem se deixa corromper pela mentira
se destrói a cada amanhecer.
E assim compreendo:
não é errado esperar a verdade
errado é desistir dela.
Natiruts
Ao som de Natiruts, sinto teu amor
É lindo, e estou feliz, que trouxe meu amor (você)
Estou feliz
Me faz bem ou mal, eu esqueço da capital.
Estou feliz agora, por me trazer meu amor (você)
Estou feliz agora.
