Som
Trecho Final do Capítulo Sétimo — Irmãos Forjados na Vida, no Som e no Fogo da Amizade
Quando o protagonista respira fundo e mergulha nas memórias, percebe que sua história não foi escrita sozinho.
Foi escrita a muitas mãos, cada uma com sua marca, seu talento, sua loucura e sua luz.
E é lembrando desses irmãos que ele entende a dimensão do que viveu.
Daniel Thomazi — o Daniel Punk.
Irmão de alma.
Baterista de pedais duplos que parecem motores de avião, guerreiro de palco e da vida.
É aquele que não foge da batalha — entra nela junto.
Amigo que segura o escudo com uma mão e empurra o amigo com a outra, pra ninguém cair.
Com ele, o rock virou alicerce e o tempo virou evidência.
Erick Batista.
Artista de traços profundos, mãos que criam mundos.
Tatuador em evolução, professor de artes em gestação, músico escondido que um dia ainda vai subir num palco e surpreender até a própria sombra.
É o amigo sensível, inteligente, cheio de dons que vêm à tona quando a vida pede cor.
Um daqueles espíritos raros que enxergam além da superfície — e por isso, vira irmão sem esforço.
Vitor Santos.
Piloto de motos que vive o vento como se fosse oração.
Motorista de carro e ônibus com a mesma habilidade com que escuta o coração dos amigos.
Companheiro silencioso, presente, firme — daqueles que seguram a barra com naturalidade.
Um futuro brilhante caminhando ao lado deles.
Gustavo Melo.
Guitarrista em evolução, pai a caminho, mente afiada.
Esforçado, dedicado ao instrumento e à vida.
Um amigo leal que está crescendo, aprendendo, e preparando um mundo inteiro para receber seu filho.
Toda a roda vibra de alegria por ele.
Wandeson Franklim Real.
Baixista de alma pesada e coração manso.
Ex-integrante de banda de Black Metal, estrategista da vida, homem coerente, pai presente, parceiro de caminhada sólida.
Segue firme com o filho e a mulher — afinando a vida como afinava o baixo.
Márcio Motorhead.
O maluco beleza.
O andarilho das bikes, viajante de horizontes, visitante de eventos, colecionador de histórias.
Amigo de todos, sempre pronto pra ajudar, sempre com sorriso, sempre com estrada nos olhos.
Um espírito livre que dá cor ao grupo.
J.G.N — Netinho Tatuador.
Artista da pele, desenhista talentoso.
Trabalhador que constrói o futuro na base da persistência e da tinta.
Amigo fiel, de presença firme.
Diogo Oliveira.
Profissional da saúde, cuidador de idosos, maqueiro com alma enorme.
Um amigo que descobriu o valor dos verdadeiros e retribui sem falhar.
Luta diariamente pra construir um futuro honesto, humano e brilhante.
Raimundo Matos — o Raimundynho Nu Metal.
Guerreiro de verdade.
Um amigo que carrega o peso da família nos ombros sem reclamar, e ainda encontra forças pra apoiar todos desta lista.
Inteligente, esperto, resiliente.
Batalhador que busca evolução — emocional, espiritual e financeira.
Johnny Souza.
Coração gigante.
Queria abraçar todos os amigos de uma só vez se tivesse braços pra isso.
Sempre preocupado com os de verdade, sempre puxando o grupo pras reuniões, pros eventos, pro rock.
A bondade dele é o tipo de bondade que o mundo esqueceu que existe.
Maycon Lima.
Aço e alma.
Amante de academia, trabalhador dedicado, cabeça boa, espírito aberto.
Sente felicidade verdadeira quando está com os amigos do rock — e essa sinceridade é rara.
Anderson Yang — Flu Tattoo e Rock.
Artista completo: tatuador de mão firme, desenhista impecável, pintor de quadros, criador de letras perfeitas.
Tricolor apaixonado, amigo exemplar, presença marcante nas rodas de rock e nos encontros de gente que pensa e sente.
E então vem ele, o sangue da vida:
Estevão de Carvalho.
Sem número, sem ordem — porque irmão de verdade não entra em lista.
Desenhista de mão divina, capaz de criar qualquer arte em papel ou tinta.
Não é tatuador, mas quando pegou a máquina duas vezes, fez o grupo inteiro ficar sem palavras.
Companheiro, parceiro, presença indispensável.
O protagonista olha para todos esses nomes — não como uma lista, mas como constelações.
Cada um com seu brilho, seu talento, sua loucura, seu estilo.
Cada um afinando um pedaço diferente da vida dele.
E a verdade explode no peito dele como um solo de guitarra:
“Amizade verdadeira é banda.
Cada um toca um instrumento,
cada um tem seu ritmo,
mas quando toca junto…
até Deus para pra ouvir.”
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No canto do espelho quebrado, um peixe com asas azuis engole o som de uma música velha que vem do fundo d'água. Pingos de prata escorrem pelas teclas de um piano invisível, fiapos que não se encostam, mas cochicham coisas no escuro. Por que o relógio amolece nas mãos de outro relógio parado? Uma abelha de vidro voa entre nuvens de algodão doces, levando pó de lembranças que nunca existiram. O vento leva folhas de jornal velhas, letras misturadas como cartas num baralho sem jogo.
São Paulo, minha vida. Despertar ao som do trânsito, o cheiro de café e pão fresco na padaria da esquina. O cinza dos prédios cortado pelo verde teimoso de uma praça. A correria da Avenida Paulista, sonhos pulsando em cada olhar. Noites iluminadas, o samba na viela, o livro no metrô. A solidão na multidão e a descoberta de um sorriso familiar no ônibus lotado. Chuva de verano alagando lembranças. É cansaço e eterno movimento. Minha história escrita no asfalto, nos muros, no céu que teimo em enxergar. São Paulo, não te troco por nada.
Mais uma Noite
Eu poderia lhe dizer o que pensei hoje!
Mas, não direi! Deixarei o meu hoje
somente para mim!!
Entretanto, agora que tudo passou,
eu lhe direi somente o que a su
ausência me deixou, por não ter
vindo a mim.
Mais uma noite não pude me cobrir
de você. Sem você, o meu coração
dormiu sem abrigo.
Já estando adormecido veio o frio
atormentar-me o corpo sem avisar-me.
Você de mim se ausentou por não querer
me amar. Sem você e o seu amor,
não pude aquecer-me.
E para não sofrer, ao meu coração pedi,
confessei e me acalmei, até que adormeci, ausentando-me de mim.
Era apenas mais uma noite!
O frio passou por mim e se foi, dissipou,
e eu sobrevivi.
Por não te-la junto a mim, sozinho fiquei.
Sem você e o seu amor, o meu coração
dormiu sem abrigo.
Sem você, sem amor e sem cobertor,
resisti a mais uma noite, me refugiei,
me aquecendo do frio, no colchão nu!
Ademílton Batista
Brasil Bahia Itabuna
DRA21022020
DJ gato amarelo solta o tambor que hoje é pressão
É o som do baile, é vibração
Mão pra cima, perde o juízo
Quando o grave bate, não tem compromisso
Vamos!
Vamos!
Sente o chão tremer!
- música Estou ocupado agora do dj gato amarelo
Eu gosto do mar porque ele sempre me acalma.
O som que ele faz, o cheiro que tem me lembram o aconchego do lar, não de uma casa de teto, mas do lar materno que me habita e que um dia eu habitei.”
Nildinha Freitas
"A ingratidão é o eco de um favor lançado ao abismo: onde esperávamos o som do reconhecimento, o tempo devolve apenas o vazio de um gesto esquecido."
Na velhice, perdemos muito: amigos, força, ilusões… e a paciência para lidar com quem nunca somou nada. Com o tempo, a gente entende que não vale mais desperdiçar energia com pessoas vazias, conversas inúteis e atitudes pequenas. A maturidade não nos deixa mais fingir, nem carregar pesos que não são nossos. Na velhice, não é que ficamos mais duros, é que finalmente aprendemos a enxergar quem realmente faz falta e quem nunca fez.
Por todos os males que te façam continua seguindo teu caminho de luz abençoa e segue deixando as sombras para trás.
Hoje me peguei inquieto,
a madrugada e seu silêncio eram o único som que se ouvia além de um coração repleto.
repleto de pesares e amargura
Pelos erros doravante cometidos,
erros que perante o céu fiz meu Deus tê-los assistido
antes tinha desculpas, hoje responsabilidade,
não sei se o fardo ameniza quando se confronta com a extrema verdade.
Somos o que somos e essa realidade é inevitavelmente fiel
Embora passamos muito tempo tentando ser o que não somos pra agradar o público no qual seu teto mesmo é feito de papel
quebrável assim como o meu
Pois atrás da tela da rede social ninguém é feliz o tempo todo,
mas pago pra ver uma foto da tristeza do despejo, da fome e da imperfeição do outro.
Quem me dera ouvir a voz humana disse um poeta,
eu só queria ouvir uma verdade,
pra fugir dessa busca constante de afirmação do ego e da vaidade
meu passado é meu carrasco e com ele devo me resolver,
o só por hoje virou um tema que apenas nele consigo viver,
o futuro entreguei a Deus, pois minha vontade é má vil e cruel
Mas tudo que vi de bom nesse mundo
foi quando fechei os olhos e rezei pro céu.
Poema para Miguel
Aromas marinhos,
o ar do mar,
Miguel Marinho.
No som das ondas
sentidos despertos...
Nos convida a viver o pleno
Miguel Lemos.
Em seu silencioso coração ela clama por ti, como uma ninfa dançando ao som da primavera, clama sua voz.
Quer sair, ser tocada pelos raios fulgentes de um sol de abril, se despe daquilo que a emudece e se veste dos desejos de ser som.
Sua voz é o verbo que chama, que posto no mundo faz emergir o que clama.
Ouça a voz que vem do coração de um deus...deixe cantar sem palavras, deixe bailar ao luar com encanto e graça.
Encontre-a nos sons delicados e nas fúrias da natureza, descubra com que ternura ou ímpeto ela vibra em ti e por ti...
Sopro leve
Singularidade do som
Ventos trazem palavras
Refaz passos onde conduz novos caminhos
Leve extensão do sentir
Vive estações das poesias.
SALVEM MARIA
A valsa ao som do piano perdeu a cor.
Um gemido ecoa na sala,
Pede socorro e grita uma dor.
Dor, tal qual um retrato violado,
De ver que se inocenta um monstro, um desalmado,
Dor de viver a sombra, de morrer num estalo.
A vida que foi trocada pelo medo, pela insegurança.
Trocaram a divina pela matança.
E numa arte, numa poesia,
Se faz necessário um grito de agonia.
Salvem Maria!
A morte a acompanha,
Um choro de dor, um hematoma no braço,
Uma marca de ajuda, um pedido de socorro que é ignorado.
Será que aos sons do inferno, se ouve a súplica de uma mulher?
Salvem Maria dos perigos dos homens de fé!
A cada nascimento feminino,
Há uma dádiva em canção.
Mas quando uma raiz podre encontra impulso, a melodia termina num caixão.
Pobre coração, há perigo no amor!
Nessa civilização, onde se grita pecados, se encobre sua dor.
Batam o martelo, batam preces no tambor!
Salvem Maria e acusem os culpados;
Há sangue na rua, mas há uma faísca que irá incendiar,
Não faremos silêncio enquanto Maria não for ouvida sem precisar gritar.
Se o relógio apressa, eu desacelero
Trabalhei demais, agora eu quero
Pé na areia, som tocando, luz do dia
A vida também é pausa e alegria - musica precisando de umas férias
do dj gato amarelo
DJ gato amarelo chama a galera, vem pra frente
Hoje é baile, sente o som , sente
Tamborzão no talo, grave no ar
Quem tá vivo vem dançar
– musica Alma voa do dj gato amarelo
Quando o grave bate, bate forte
É o baile mostrando o som
Quando o grave bate, bate sem dó
Todo mundo junto num corpo só
– musica Quando o grave bate do dj gato amarelo
