Som
Soneto do Som
Bate ali, ecoa aqui, um toque sem ritmo perder;
É natureza que embala gente;
É som, vibração e emoção contente;
É alegria e harmonia de se ter.
É tao gostoso ouvir e não se consegue ver;
É batida que envolve a alma, evidente;
É batuque potente;
É de surpreender.
É paixão por música, disciplina e vontade;
É saber ouvir, é combinar e compor;
É ter estudo e habilidade.
O Som nos toca como um louvor,
Nos corações, emana musicalidade!
O Som é silêncio, é amor.
A arte é a expressão divina do criador,
Que, através da palavra, do som, da luz e da vibração,a tudo criou,
E esta centelha divina em todos nós colocou.
Descubra o artista que há em seu interior
E use a melodia, a palavra, os gestos, a forma e a cor para transformar este planeta em um mundo pacificador o qual exale amor.
Quero que se lembre de como eu sou, até depois da minha despedida. Quero que se lembre do meu calor e da minha inquietação. Dos sons que emito ao sentir me tocar. Dos momentos que as palavras saem sem parar, sem dar tempo ao menos de respirar. Do som alto de um sorriso interminável.. Quero apenas que se lembre!
Além da compreensão
Esse apito que escuto na minha cabeça
Não me permite, ver com clareza
Causando a sensação de muita incerteza
Perco até mimha destreza
Esse barulho que ninguém mais escuta
Está confundindo minha "cuca".
Será que já estou ficando "biruta"?
Esse som prepotente
Sabe ser persistente
Se tornando cada vez mais resistente
Deixando meu cérebro várias vezes impotente!
O melhor som que podemos ouvir,
é o de nosso coração, que em suas batidas,
nos faz ouvir o som da vida...
O SOM DA VIDA
Marcial Salaverry
O mais belo som da vida,
é aquela música ouvida,
quando bate feliz nosso coração,
quando o amor nos domina a emoção,
dando aquela doce sensação
de que estamos amando,
que alguém nos está namorando,
quando estamos nos apaixonando...
Quando sente o amor,
o coração sente um gostoso calor,
algo como um interno fervor...
O amor é o combustível da vida,
tornando-a melhor para ser vivida,
por isso, coração, não tenha medo de amar,
porque com amor, a vida irá melhorar...
e para maior felicidade,
no amor há que existir a reciprocidade,
para que o amor não vire saudade...
Poema inspirado na canção: "Começo, Meio e Fim"
Silêncio impossível do pirilampo voar
Som descartável o impede a escutar,
Criação imensurável, incapaz de aspirar
Quão vulnerável, insectum iluminar.
A busca pelo ideal as vezes é cegada pela referência que está submetida a vivencias imersas de escassez; Somente Deus com o mais audível som pode falar ao coração, acalmar a desarmonia, suprir as faltas, cessar o lamento e transformar em plenitude de paz a mais latente destituição.
Baseado na música "The Sound of Silence", escrita por Paul Simon e interpretada por Paul Simon e Garfunkel.
Olá solidão, minha velha amiga!
Preciso desabafar com você mais uma vez.
Por que uma visão me surgiu calmamente,
Deixando apenas suas sementes antes que acordasse.
E assim que essas sementes germinaram, cresceram violentamente em mim;
Dentro do som do silêncio.
Novamente em sonhos atormentadores, eu andava sozinho por ruas estreitas de pedras.
Sobre um fraca luz de um poste, ajeitei minha gola devido ao frio e a névoa.
Nesse momento minha visão foi totalmente ofuscada pelo intenso brilho da Luz de Neon que irrompeu na noite,
E tocou o som do silêncio.
Essa Luz passou a desnudar tudo a minha frente,
Então pude ver muitas, incontáveis pessoas que falavam mas nada diziam, pessoas que ouviam mas nada compreendiam; e ainda, pessoas que compunham canções que voz alguma irá cantar.
E mesmo assim ninguém ousava perturbar
o som do silêncio.
"Tolos", pensei, "vocês não percebem?
O silêncio é como erva daninha,que cresce a sua própria vontade?"
"Escutem", eu gritei, "Talvez eu possa ajuda-los. Segurem minha mão, talvez eu possa puxa-los."
Porém minhas súplicas ecoaram no silêncio, como uma leve chuva que só é ouvida
Nos profundos poços do Silêncio.
E as pessoas passaram a curva-se e rezar para o luminoso deus que elas mesmas criaram,
Mas a tal Luz avisava, nas palavras que nela iam se formando, dizendo:
"As palavras dos profetas estão registradas nas paredes, como dos metrôs e cortiços, e tais palavras são incessantemente sussurradas
Ao som do silêncio.
Ao som do mar
O vento vem do mar
traz ruídos alternados
minha mente onda
navega no embalo
do grande mar.
Teu azul infinito
adentra em mim
navego no silêncio
sigo a direção do vento
regada de esperança
avante a luz do sol
banhado de perfume
transbordam em meus poros
Infinitudes de amor
@zeni.poeta
O Sol vai cortando o céu
Seguindo seu passo lento
O Sol também é bonito
No sopro do instrumento
O Sol traz praia e calor
Na música traz sentimento
Si La o Sol esquentou
No som alegria e acalento
Si for Sol maior na leitura
Aumenta a beleza da nota
No céu ou na partitura
A magia não se esgota
A música é a segunda mais bela e perfeita expressão artística — a primeira, é a vida. Podemos sentir amor, ódio, alegria, tristeza, uma vasta gama de sentimentos, e o que é a música —, se não um espelho para o que a alma grita? Ora, você já viu aquele cujo coração está repleto de ódio, compor uma letra de amor? Não, pois a música é o espelho da alma.
A chuva chegou ressabiada
numa postura sem alarde
delicada em seu cair
gotas finas que
encharcam a terra
em suas miudezas
enchem os rios
de mansinho
até o que é calmo
virar ferocidade
e o som que não se ouvia
se expandir em melodia.
Todas as palavras do dicionário poderiam rimar entre si
Fazer música seria primordial,
o som e o ritmo teriam uma evolução acertada.
Mas a música ficaria obsoleto por tão enjoativa
Por outro lado, qualquer pensamento seria poesia.
Sopro
Os lábios soam
Naturalmente,
O vento passa
Pela a ponta dos labios;
O vento passa
Entre os dentes;
Os lábios forma
Coração.
Os olhos badala
Natulmente,
Quando
ver.
AO SOM DA SAUDADE
Ó, cessai, que está cadência entedia
Aperta a sensação, causando lacuna
E, com tristonhos ritmos importuna
Sem a poética que o amor quereria
Deixa inquieta e desejosa a poesia
Indo em busca de recordação una
Se com a falta o vazio se coaduna
Então, não deixai estar na teimosia
E, o que passou no passado perece
Ao vento ali mirrando. Ó agitação!
Que tédio amargo está lembrança:
Viver catucando a chaga em prece
Ter o versejar turrão na inspiração
E a saudade em uma eterna dança.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
19/10/2024, 13’15” – cerrado goiano
