Som
Cale-se todo e qualquer ruído,
nem que seja por um segundo,
deixando que o som do silêncio faça melodia
n'alma de quem ouve a paz
- dentro de si mesmo -
neste conturbado mundo...
Ninguém jamais decifrará a canção que Deus compôs,
ao criar os acordes de uma cascata,
em doce queda caem as águas,
despencando em suas notas musicais,
indizível som, que podemos ouvir e sentir,
O soar eterno delas podem ser gravados,
mas jamais escritos numa partitura,
eles contem o mistério da vida, em timbres,
que músico algum os conseguirá tão puros
A maior parte das nossas atitudes no amor é inspirada no egoísmo e para fugirmos do sofrimento que chora sem mostrar as lágrimas e grita sem nenhum som.
Se os pensamentos são a linguagem do cérebro e os sentimentos são a linguagem do corpo, a vibração do som com emoção traduzem a localização dessa alma.
No corpo físico é a Música construída em formato líquido; Já no estado físico sólido é música congelada.
o som veio antes da luz.
Somos som e luz em movimento ativados em energia que age nas diversas dimensões.
A experiência energética dos sons de cura purifica a alma e transcende a simples audiência musical.
Na Cimática, a doença, nesse contexto, pode ser compreendida como um estado vibracional caótico; e a cura, como o retorno à coerência.
Espalhe amor, espalhe luz, vibre amor, paz, empatia. Alcance o sucesso, sonhos reais, mude o universo, coisas, mundo.
A menina que dançava
Falaram-me de uma menina,
Que enquanto descobria seu ritmo,
Pensava-se menos leve,
Que o ar que a circundava.
Seu corpo feitio de brisa,
Se deslizando compenetrado,
Já mostrava que havia canto,
Mesmo quando não escutavam.
Parece-me que seu cabelo,
Poderia ser azul esverdeado,
Como se fosse coreografia de raios,
Se estendendo em sua face.
Como a desconheço, dar-lhe-ei o nome Eduarda,
Aquela que guardou nos pés,
A dança como abrigo,
E se foi envolvendo de ritmos,
Pungidos de existência.
Assim lhe surgiram os duetos,
Com seus deleites sonoros,
E também o estrondar de tambores,
Sucedendo sinfonias.
A esperança lhe chegou,
Como um bale compassado,
Mantendo firmes os braços,
Olhando para o alto, a seguir na direção.
As vezes até parece,
Que nem sequer percebia,
Que viver também se aprende de dança,
Que o tempo faz emergir.
Dança-se no silêncio da alegria.
Na tristeza acalentada.
Descobrem-se em distintos momentos,
Cenários convertidos de linguagens.
Na há movimento sem emoção,
Pulsar alheio, sem sonoridade.
Se dança com pó no rosto,
Com o brilho de enfeites costurados.
Mal sabe essa menina, que um dia lhe contarão,
Que estava a dançar com dor e graça,
Feita melodia de passos,
A poesia dançante da vida.
Carlos Daniel Dojja
In Poema para Crianças Crescidas
O som alcança a alma, acalma a mente, regula a áurea...abrindo as portas para a confiança, dissolvendo os apegos da insegurança
Som sereno voz melódica
Eu sinto a calma no som da sua voz
E com o som da sua voz
Minha imaginação me trai
Deixando saudades de momentos
Momentos que nunca aconteceram
Oh apaixonante voz
Mesmo traindo minha imaginação
Faz de mim nascer um sorriso
