Som
Se não há ninguém para escutar, não há som, só se ouve o som de uma árvore quando se está perto dela.
O som estéreo ouvimos em frequências diferenciadas e as vibrações que chegam ate nós, chegam da mesma forma. Portanto, temos o arbítrio fazer a filtragem e optar pela frequência certa do equilíbrio
Dizem do descanso dos braços.
Reflito ao som de suas moléculas.
Há perfeição em que relaxo.
Bailado do meu amado.
Pelo som de nossos passos e avistando o horizonte, sonhamos em ser, e até que se alcance sempre está presente a simples certeza de que tudo é possível.
Som sereno voz melódica
Eu sinto a calma no som da sua voz
E com o som da sua voz
Minha imaginação me trai
Deixando saudades de momentos
Momentos que nunca aconteceram
Oh apaixonante voz
Mesmo traindo minha imaginação
Faz de mim nascer um sorriso
O som que da vida!
Velhos tempos, saudosos momentos que as minhas doces lembranças me trazem, o memorias danadas de boa!
Interior do estado de Alagoas, município de Xingó ( cidade de Piranhas) para ser mais específico.
O que diriam meus vizinhos, do gosto eclético pelas músicas ouvidas em alto e bom som pelo meu pai?
Ele ouvia com propriedade o bom e velho som do rei do Baião ( Luís Gonzaga), gostava de um Alceu Valença e se derretia com a boa música de um tal de Tom Jobim.
Era enjoado; adorava estourar os meus ouvidos ao som de Elvis Presley e Raul Seixas.
Mas quando o senhor alegre, chamado Djalma colocava aquelas músicas internacionais lentas, não importa os cantores, tinha que ser lenta, ai meu amigo! Ele incorporava a língua inglesa no corpo que só ele mesmo entendia e achava que cantava bem pra caramba.
Com o passar dos anos foi acrescentando outros estilos musicais como o Reggae, o Samba, o Funk e até o Axé. Graças ao meu bom Deus meu amado Pai não quis entrar na arte da dança, se manteve firme apenas no seu estilo único de cantar em voz auto desde que pudesse ser ouvida por toda a vizinhança; cá entre nós eles adoravam os shows oferecidos pelo meu querido Pai.
Vergonha; eu na minha infância? Não, nenhum pouco; são momentos e situações como essas que vive; que me trazem saudades de tempos tão bons da minha vida.
O universo tem som diz uma teoria recente, mal sabem eles que foi eu certo dia gritando sem parar; te amooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!
Depois de muito tempo descobrimos que o universo tem som;
Depois de muito tempo, consegui descobrir que o amor faz eco, tem som;
Escutei um som suave, doce e único, então reconheci, era a sua voz!
A menina que dançava
Falaram-me de uma menina,
Que enquanto descobria seu ritmo,
Pensava-se menos leve,
Que o ar que a circundava.
Seu corpo feitio de brisa,
Se deslizando compenetrado,
Já mostrava que havia canto,
Mesmo quando não escutavam.
Parece-me que seu cabelo,
Poderia ser azul esverdeado,
Como se fosse coreografia de raios,
Se estendendo em sua face.
Como a desconheço, dar-lhe-ei o nome Eduarda,
Aquela que guardou nos pés,
A dança como abrigo,
E se foi envolvendo de ritmos,
Pungidos de existência.
Assim lhe surgiram os duetos,
Com seus deleites sonoros,
E também o estrondar de tambores,
Sucedendo sinfonias.
A esperança lhe chegou,
Como um bale compassado,
Mantendo firmes os braços,
Olhando para o alto, a seguir na direção.
As vezes até parece,
Que nem sequer percebia,
Que viver também se aprende de dança,
Que o tempo faz emergir.
Dança-se no silêncio da alegria.
Na tristeza acalentada.
Descobrem-se em distintos momentos,
Cenários convertidos de linguagens.
Na há movimento sem emoção,
Pulsar alheio, sem sonoridade.
Se dança com pó no rosto,
Com o brilho de enfeites costurados.
Mal sabe essa menina, que um dia lhe contarão,
Que estava a dançar com dor e graça,
Feita melodia de passos,
A poesia dançante da vida.
Carlos Daniel Dojja
In Poema para Crianças Crescidas
Suas palavras tentavam ressoar, intensos ecos, queriam penetrar meu perímetro auditivo, mas, a minha mente foi mais forte, e impediu que os meus ouvidos, voltassem te ouvir, todo teu Som foi repulsado de mim, e agora estou livre da prisão de sua voz.
Enfatizo com muito gosto que existe um vínculo sonoro de amor bastante evidente entre o som emocionante do teu violino e os batimentos do teu coração, sendo cativante, veemente e tão expressivo.
Numa precisão de notas e sentimentos, que emocionam com a tua verdade e entrega em cada momento que tocas, seja com um ritmo intenso ou tranquilo, o tempo te ouvindo é precioso e muito aprazível.
É uma dádiva ouvir a sonoridade de um lindo instrumento abraçada por tua amável essencialidade e ainda ser agraciado ao contemplar a tua distinta beleza, certamente, uma imersão de vitalidade que vinda de Deus, é uma benção.
Num encontro harmonioso
de Tons em acordes
de uma linda voz
com um som dedilhado,
as cordas vocais
com as cordas de um violão formando laços reforçados
com uma singela emoção.
Som expressivo da chuva que cai naturalmente lá fora, ouço agora da janela do meu quarto, acompanhado da minha insônia, sentindo uma sensação agradável, tendo uma ocasião simplesmente inspiradora, aguardando a chegada do sono após o avanço incansável das horas.
Destacando-se calmamente na calada da noite, uma bela sonoridade quebra o silêncio num tom melancólico, elegante, afinado com um ritmo emocionante de mistério, avivando este momento noturno, as suas notas se misturando aos poucos com os meus versos, criados enquanto eu a ouço, mergulhando em pensamentos, tendo sentimentos calorosos, viajando em um breve lapso do tempo, seguindo para um mundo proveniente do meu imaginário, um desbravamento lúdico, sonoro, mágico, sob o efeito profundo de um som intenso e a minha sincera poesia fortemente sincronizados.
Um corpo antigo e cansado,
entretanto, de um espírito vivo e liberto
com um vigor expressivo,
dedilhado nas teclas de um piano
emitindo um som harmônico e profundo,
mostrando que, enquanto houver fôlego,
o viver deve ser intensamente usufruído
importando cada segundo
até o último suspiro.
