Solo
O ETERNO DEVIR, É O MEDO DE CAIR ONDE NÃO HÁ QUEDA, DESEJAR UM ABISMO ONDE SÓ HÁ SOLO.
A NECESSIDADE DE SE PROTEGER DE UMA QUEDA QUE NUNCA VAI SOFRER, O DEVIR ANTAGONISTA DO MEDO ETERNO DA MUDANÇA EM UM TEMPO, ONDE NADA MAIS É SOLIDO.
TER MEDO DO CAOS, NO CEIO DE GAYA !
Das consumições
No solo
à lágrima caída e fecunda
espinhos de um filho
em subversão
partir no desleixo
é que, à parte, sangra
esfarelam sonhos
e a alma parte
não é só no puxo de mãe
que se sente dor...
também por amor
sofre um viajor
em seus flutuantes dias
vão-se luas
vêm destempos
e à luz dos silêncios
desaparição...
na busca tardia
é que se torna fria
tal conexão
ao voo ingrato
desdéns, rebeldia
fenece-se às chamas
o que noutrora havia...
Bendito seja o solo que abriga as minhas raízes quando as tempestades da vida me arrancam todas as folhas.
Enquanto meus pés e minhas mãos tocarem o solo da terra e tudo que nela possa existir, lembrarei que sou somente pó, e que ao mesmo retornarei algum dia, e assim sendo não sou melhor ou pior que ninguém, nem mais ou menos que ninguém, pois a mortalidade é a prova do quão frágil somos.
Talvez é tempo só de preparar o solo, pra quando chegar o tempo de agir, saber como agir. Talvez seja tempo agora só de arar a terra, pra semente ser plantada no tempo oportunidade.
Pr Erivaldo Lucena
Alimente ali mente e não aqui, por razões simples.
Aqui o solo está cheio de rachaduras, e ali, onde existe vida, tem nutrições maduras
Meu solo pede o teu sol
Meu deserto pede tua água
E meu fogo pede a tua alma
Meu rio pede o teu mar
Meu agosto pede teu dezembro
Minha falta pede o que te é pleno
Meu corpo pede teu sonho
Meu choro pede teu sorriso
E meu pouco pede tudo isso
Todas as flores tem uma origem, um nome, uma resistência, e não há solo duro para uma semente insistente não nascer.
Na Via Láctea
Um telúrico
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Merda pro meu teatro onírico
Freud leria claro como numa cartilha infantil
Chuva cai contínua. Se esparrama pelo solo. No colo a criança dorme alianada ao barulho da chuva. Uva na parreira molhada dela que cai das nuvens carregadas. Araras nos pinheirais se abrigam. Brigam por espaço ou se encostar umas nas outras para se sentir seguras. Segura no galho com suas garras araras! Garras sólidas nas profundezas do solo o pinheiro tem. Belezas da natureza.
Se nossa teologia não tocar o solo da vida e os rios das lágrimas será apenas mais um discurso entre tantos
Divagando...
Nem tudo que parece é
A mente é solo fértil
Repleta de labirintos
As vezes os mais sombrios
Tende a sobre-sair-se
Dando vazão
A situações, que parecem
Mas não são....ou vice versa.
Algumas pessoas são como árvores frutíferas...Elas se arraigam no solo do nosso viver, e ainda adocicam os nossos amargores.
