Solitude e Solidão
Solitude e Solidão
Solitude é um abraço sereno,
Um encontro profundo no próprio olhar,
Um silêncio que dança pequeno,
Na paz de quem sabe se amar.
Solidão é um eco vazio,
Mesmo em meio a mil vozes a soar,
Um frio que invade o estio,
Ausência que insiste em ficar.
Entre estar só e sentir-se sozinho,
Há um abismo ou um ninho.
SimoneCruvinel
Solitude é um abraço na solidão, é sobre acolher seus medos, inseguranças e olhar para o momento presente se sentindo glorioso por estar acompanhado de si mesmo.
Enquanto a solitude é a escolha de ficar sozinho e se sentir bem com isso, a solidão é o sentimento de estar só e infeliz.
A solidão enfraquece quando a solitude é fortalecida, tendo a sua companhia verdadeiramente apreciada depois de ser finalmente reconhecida, durante um momento necessário,
distante das críticas e dos julgamentos daqueles que acreditam saber mais da vida do outro do que ele mesmo, cheios de suposições que consideram verdades explícitas e irrefutáveis,
ainda que com as melhores intenções possíveis, graças a Deus, uma ótima oportunidade de se estar bem consigo, zelando pela própria integridade,
buscando por pontos particulares de equilíbrio após determinados desgastes, mentais, emocionais e espirituais que superam o nível do desgaste físico.
A solidão pode sempre se tornar o paradoxo da boa companhia de si mesmo; na solitude o encontro com o seu próprio eu. Quem sabe viver bons momentos sozinho desenvolve a capacidade para compartilhar um dia bons momentos com alguém.
amargura solitude deseja
sombras, pura madrugada
salve me por um estante
tudo pode ser esquecido
nos extremos dessa vida
partida momentaneamente
sentido vazio obscuro...
sensações abruptas
do qual não me arrependo...
tristeza o amor sem valor.
angustia dos meus sentimentos...
vulgar horizonte do precipício
concedido pelo te amor.
solitude
mar que me afoga
que me ama
ainda assim me da vida,
sendo á melancolia,
sereia do mar que tanto vivia
que a hipnotizar
se deixou amar
então deixou o mar,
sozinho, vulgar
em espaços vago
um único amor o vazio.
entretanto, o luar
marca sua voz no profundezas...
esquecendo que céu
reluz as magoas,
de tempo parado em seu coração.
Viver em solitude é um bem estar escolhido para si, mas para os que sucumbiram a escolha de viver em solidão passam seus dias e noites em amarguras e tormentos, cheios de vazios de si e dos outros.
Hoje eu quero ficar sozinho. Vagando na solitude. Por vezes, me pego pensando e percebo que não estou só. Encontro-me com um turbilhão de pensamentos. Estes, por vezes, torturadores e, às vezes, libertadores. Começo a falar com alguns deles. Percebo que eles falam, mas são emudecidos, não consigo ouvir, mas sinto, sinto a vibração dos seus movimentos em mim.
Hoje eu quero ficar sozinho. Porém, quero a minha companhia. Quero brindar com ela. Quero comemorar o caos, aquilo ali que nomeamos de sentimentos, seja ele qual for. Nesta festa, consigo bailar com alguns. Outros correm. Outros morrem. E quase sempre sou perseguido, atropelado por algo que jamais pensei que fosse aparecer na minha direção, na minha estrada.
Hoje eu quero ficar sozinho. Sim. Mas quero a sua companhia. Quero te encarar de frente e dizer mil e uma palavras. Faltam-me as palavras. Falta-me a melodia para usá-las na tempestade. O vendaval intempestivo se aproxima. Quais as minhas armas? No momento, o silêncio fúnebre e a Maria Fumaça sentimental. Vejo muitos vagões. Cada um reserva uma surpresa diferente nesse turbilhão de pensamentos. A locomotiva está a todo vapor.
Hoje eu quero ficar sozinho. Não por uma escolha, mas por uma necessidade. Preciso encarar os monstros. Os fantasmas pairam diante do abismo. Acho lindo. Venero-o. Bato continência. Sou regido por ele. Abraço-o. Ao fim, um grande rio... Oh, mãe natureza, brinda comigo!
Hoje eu quero ficar sozinho. Quanto ao amanhã... aí eu já não sei se quererei ficar sozinho. Possa ser que sim e, indubitavelmente, possa ser que desejarei a tua companhia, a tua doce companhia.
a musica transforma alma
e transcende os sentimentos,
transpassando linha da solitude,
ganhando jeito gostoso de ser,
para o eterno desejo fúnebre
em que o bem querer
desenvolve parte do silencio,
em relatos que te deixam sobre a madrugada,
fio no algoz, o proposito parece se perder
em fonemas agudos, de mundos paralelos,
um filme velho aparece quando penso em amar...
