Solitude e Solidão
Quando deixamos de correr e nos encorajamos a entender o outro lado da história, que, devido a 1001 fatores, não pudemos conhecer, muitas coisas acontecem. Por um lado, sentimos tristeza por enxergar tanto... E, por outro lado, afloramos a gratidão. Ah, sobre a gratidão, vejo-a como um óculos que revive toda beleza natural e nos desconecta do caos.
Este ano, decidi me isolar; não haverá festa de aniversário, nem convites para sair, pois dói lembrar de pessoas que sequer lembram da minha existência.
Trata-se de acolher-se em seus próprios gritos mudos ecoados na alma.
Mesmo em meio à tempestade, ser para si uma agradável companhia.
Gritar alto e profundo, com toda a alma e força, na beira do mar, mergulhar nas ondas, e sair por aí sorrindo, feliz por existir.
Andar de mãos dadas consigo, nos passeios pela vida, mesmo que não entendam, que te olhem estranho.
Não depositar esperanças no futuro, viver o hoje com gratidão.
É ouvir a voz que ecoa em minha mente e diz: __Escreve teus versos, construa e realize os teus sonhos, se sinta viva(o), para que mesmo sozinha(o), sentada(o) na varanda, aos 50, 60, 70... Pense no passado com contentamento e um sorriso no rosto.
Solitude é abraçar, acarinhar e acolher a solidão, ressignificando a vida.
quando se trata dos pensamentos
ficar sozinha acaba virando um tormento
ou apenas um momento de você ir se conhecendo?
e é então que você vai entendendo…
há pessoas solitárias em toda parte
frustradas ou desesperadas.
jovens que acham que já estão com suas vidas acabadas e destinados a irem ao caminho do “nada”.
esquecem do que é preciso
parar para observar o céu, sol, lua e mar
que é bom dar tempo pra alguém que diz te amar
que somos adultos, eternamente crianças, aprendendo a lidar com esse mundo, mas de um jeito profundo. Questionando sobre tudo e se irritando com o injusto.
A vida se torna leve
As coisas ficam mais interessantes
Coisas ruins são suportáveis
De algum jeito, isso me fez pensar ser um sujeito a tratar meus sentimentos como espelhos, sem ter que escondê-los .
De algum jeito lidamos com a solidão.
Alguns se afogando na pura depressão
Outros que entenderam o significado da solitude após tanta problematização.
Os da solitude que às vezes sentem solidão
Mas aprenderam o próprio valor após cada dramatização.
Gosto das manhãs de sol
e vento fresco
Olhar o azul do céu
me traz um turbilhão de sentimentos.
O som dos passarinhos,
das árvores grunhindo,
ao som de mpb, com um gato do lado dormindo.
Sentimento de paz que essa cena me trás.
Porém, gosto das tardes frescas
como em um pôr do sol no domingo.
O mundo parece ficar em silêncio
e sempre me perco em meus pensamentos.
Me amarro nas noites.
Noites chuvosas, frescas ou calorosas.
Tudo isso tem cheiro de boas memórias, as noites são mais vividas
e é aí que as pessoas se perdem em adrenalinas.
Mas amo mesmo as madrugadas.
Nas madrugadas que vivem os poetas
que vivem procurando saber se as palavras e frases estão corretas
quando as coisas na vida parecem estar incertas.
É nas madrugadas que o silêncio fica
É nas madrugadas que muitos se amam, se odeiam,
se conhecem, se apaixonam.
É na madrugada que têm mais vida.
É na madrugada
que se ouve um choro de uma criança mais alto
Ou que você consegue dar mais carinho pro seu gato
depois de um dia cansado.
Na madrugada
vivem os artistas.
Os compositores acham maneiras de sua canção se encaixar em um som
e os poetas rimam todo o embaralho de sua "gratidão" ou "solidão".
Na madrugada não tem fingimento,
somos quem somos por dentro.
Madrugadas são vividas
para aqueles que ainda procuram algo na vida.
A noite desce, e, sentado na poltrona da minha velha cabana, o teclado do computador se transforma em uma extensão da minha mente, desvendando um universo contemporâneo de ideias. Ao lado, minha fiel máquina de escrever acolhe o peso das lembranças, onde cada tecla ecoa como um sussurro de histórias passadas. O presente pulsa com inovação, enquanto o passado se revela em tinta e papel. Entre esses mundos, a criação flui, unindo a urgência do agora à nostalgia de tempos idos, lembrando que toda narrativa é um diálogo entre eras. A vida é uma escrita em uma folha qualquer, destinada a um mundo ainda desconhecido.
Ter que dissertar obrigatoriamente todos dos dias, me fez aprender a viver com prazer, minha solitude.
Queria poder sair pra rua.. distrair a mente da escola e de casa. Vagar sozinha por uma rua escura e deserta... Olhar a escuridão que ao meu redor se espalhava e entrar na penumbra da minha vida vazia; vazia de histórias, memórias e de até mesmo... Já disse histórias?. Enfim, só queria perambular e desvendar o meu infinito vazio
Apreciar a própría companhia é tão apaixonante, que nos torna mais sensíveis e seletivos.
Não nos interessa mais o que não é recíproco nem nos atrai
quem é vazio e confuso.
Nas raízes mais profundas do carvalho solitário, há segredos que nem os ventos ousam desvendar. Contudo, até a árvore mais forte floresce melhor sob a vigília discreta de um jardineiro eremita.
Nos momentos de silêncio, eu me deparava com a presença inescapável dos meus próprios pensamentos. Cada memória ressurgia com um peso existencial, preenchendo o vazio com questionamentos profundos. O silêncio, em sua aparente simplicidade, revelava-se um espaço denso e intrincado de introspecção. Esse confronto com a minha própria consciência era um lembrete constante da complexa condição humana. Na solidão, encontrava a verdade de minha existência, percebendo que, mesmo isolado, nunca estava realmente só, pois estava sempre acompanhado de minha própria essência e questionamentos.
Mas lembre-se, se voce não consegue ou não gosta de ficar sozinho,
quer dizer, se não ama a sua solitude então não pode se amar. Se não
consegue aproveitar o tempo com voce e depende em estar sempre
on-line para conversar com todo mundo pode ter certeza de que sua
companhia não é agradável.
”A afirmação mais mentirosa que existe, é a que não precisamos do outro, que nascemos e morreremos sozinhos.
Nós somos o outro.
Seremos eternamente construções de partes dos outros.”
sozinho, mas acompanhado de uma incomensurável beleza, quanta paz!
sozinho pode ser um auto reencontro!
#bysissym
Poder finalmente chegar em casa, não ter ninguém te esperando, guardar a bolsa e os sapatos, tirar a roupa e tomar um banho, por um filme e um pijama e ficar ali relaxada, eu sei o que é isso e sem mais, o que muitos chamam de solidão eu chamo de paz.
