Solitude e Solidão
Pessoas,
quanto mais longe,
mais me sinto confortável,
mais me sinto bem
onde escrevo este,
em meio á elas.
A solidão não é o fim,
é o meio,
o meio do caminho,
para finalmente se encontrar.
Onde minha companhia
é mais amigável que dos demais,
onde realmente me encontro,
por fim,
no caminho.
Humanidade.
A humanidade necessita
de mais amor,
mais paixão,
mais calor.
O destino da humanidade
é o mesmo
menos egoísmo,
menos rancor,
menos calor.
O fim do individuo
fora da humanidade
é o mesmo,
a incessante escuridão
da morte.
Nada me prende,
a não ser duas fortes
coxas femininas.
Nada me prende,
a não ser as cordas
do ringue.
Nada me prende,
a não ser o sofá
e a escuridão da minha sala.
Nada me prende,
a não ser uma
garrafa de Whisky.
Nada me prende,
a não ser um bom
livro de romance.
Nada me prende,
a não ser Bukowski e
Mozart.
Nada me prende,
a não ser o amor
de uma mulher.
Nada me prende,
a não ser a escrita
de um poema.
Nada me prende,
sou livre.
A pressa em que a sociedade caminha
é a mesma pressa em que o predador encontra a sua presa.
A velocidade em que a sociedade caminha
é veloz como a mordida do predador.
É forte, é voraz,
é mortal.
Ninguém enxerga,
ninguém quer ver
mas a morte está
vindo contra você.
Você será consumido por ela
da mesma forma em que a
presa é consumida pelo
predador.
Normal,
natural,
e ninguém vai perceber.
Padrões repetitivos, estereótipos, ninchos fomentadores de egos, redes sociais, grupos, caixas agrupadas, previsibilidade.
Todos estão nessas perspectivas de vivência na sociedade.
Pessoas ditas "fora dos padrões" também formam um padrão. Eu entendo, todos querem pertencer algo, ter afagos, elogios, jogos comportamentais.
Sair da matrix é algo doloroso e extremamente solitário, mas quem sabe também não exista um padrão nisso? Apenas difícil de ser identificado à primeira vista.
Indivíduos realizados, alegres e com vidas próprias, compõe casais mais interessantes, interagentes, interativos
Somos pequenas imensidões, nos isolamos, nos fechamos em nós mesmos e esquecemos como o outro é tão profundo quanto o nosso proprio ser.
Autor: Douglas Almeida Vergilio
Me sinto só,
geralmente isso é bom,
é bom.
Me sinto livre,
geralmente isso é bom,
é bom.
Me sinto amado,
geralmente isso é bom,
é bom.
Me sinto solitário,
geralmente isso é bom,
é bom.
Me sinto completo,
geralmente isso é bom,
é bom.
Me sinto vivo,
geralmente isso é bom,
geralmente.
Hoje não escrevo sobre nada,
nem amor,
nem paixão, muito menos
mulheres.
Ainda que não escrevo hoje,
escrevi ontem
e provavelmente escreverei,
amanhã.
Se ele chegar.
Sempre chega,
de algum modo ou de outro
ele virá.
Talvez não pra mim,
mas pra você
que estás a ler,
meu poema de hoje.
Não existe atalho para tornar-se 100% empreendedor da própria vida. E essa matemática fecha simplesmente porque a solitude jamais será sinônimo de felicidade plena.
"Quando aprendi que ser só não é estar abandonada, e que pelo contrário, é minha verdadeira e única forma humana, os medos se dissiparam, tudo ficou claro e eu me tornei uma mulher mais focada e feliz. Hoje vivo em solitude".
Por mais que você imagine estar sozinho(a) e se sinta insignificante, há sempre alguém que lhe admira e o(a) tem como exemplo. Portanto, você é muito especial.
A existência intrínseca de ter meu mundo num abraço
Por disfrutar de minha permanência metodicamente solitária
Por onde meus devaneios faço meu abrigo
Não há vislumbre melhor de paz
Se não a solitude interna em suma alcançada
Já não sei
o que dar
para esse mundo
nada é de graça
nem
o que
vem
ou o que
vai.
Tudo
tem um
preço
alto
principalmente as
coisas que
mais precisamos.
Tudo tem
um preço exorbitante
que exige
de nós mais
do que podemos
pagar
como
o
amor.
A maioria das pessoas
preferem mentiras,
ás duras realidades
que o mundo está disposto
a ensina-las.
A negação,
é o principal fundamento
da vida falsa que levam,
e continuam negando.
