Solitário
O mundo de um menino solitário é todo dos seus desejos.
O historiador sempre será um escritor solitário de um livro infinito, com inúmeras páginas em branco para serem preenchidas.
Testemunha celestial
Na noite escura, a Lua brilha alta,
Um farol solitário, guardiã do céu.
Ela testemunha segredos e promessas,
Enquanto os amantes se encontram sob seu véu.
Mas a Lua também conhece a tristeza,
Os corações partidos, as lágrimas derramadas.
Ela reflete o ódio, as guerras sem fim,
Enquanto gira silenciosamente pelas madrugadas.
Então, ó Lua, és testemunha de tudo,
Dos extremos da emoção humana.
Teu brilho suave acalma e inspira,
Enquanto danças com as estrelas na vastidão.
Lua, és símbolo de amor e melancolia,
Uma companheira silenciosa na jornada.
Que possamos aprender com tua constância,
A abraçar tanto a luz quanto a escuridão.
No meu íntimo intenso, penso que carrego comigo o espírito de um lobo solitário, que não é compreendido na sua plenitude, que passa um certo tempo adormecido, mas quando desperta, faz eu querer estar acompanhado apenas da minha amada solitude ao som causado por meus pensamentos, principalmente, aqueles bons que conversam e motivam o meu imaginário, festejam com o meu senso poético.
Talvez seja justamente esta a razão da tranquilidade que sinto à noite, da grande atenção que dedico a lua, encantadora de várias formas em todas as suas fases, que transforma marcante a mais simples ocasião, que me traz uma sensação muito cativante, singular como deve sentir um lobo que caminha tranquilamente sob a forte luz do luar sem nenhuma companhia desgastante, sem ninguém que eu possa incomodar.
Para a saúde do meu bem estar, graças a Deus, isso representa um fragmento da minha complexidade e este espírito de hábitos noturnos sente a necessidade de adormecer, o que me permite aproveitar outras companhias, deixar a solidão pelo menos descansar, poder saborear também a simplicidade e outros benefícios do dia claro, caloroso, frio, chuvoso ou nublado, uma vida não tão solitária, um sono bastante necessário.
"Mesmo em um deserto vasto e solitário, onde a areia parece infinita, lembre-se: cada grão é um passo em direção ao seu sonho. Cada passo é um avanço; basta acreditar e seguir em frente."
E assim, vou vivendo dia a dia em meu silêncio solitário quando chego à minha casa, a solidão grita para me fazer companhia.
Nasce e morre
O relógio solitário
com seus ponteiros
barulhentos mete medo
o silêncio não se cria
nasce e morre
nasce e morre
domina tudo
minha mente
minha concentração
desperta minha ira
e não se abala
tortura-me o cérebro
tic…
tac…
A pilha
(de nervos)
retiro
a vida serena
...adormeço.
O MEU OITAVO FINAL DE ANO SOZINHO
By: Harley Kernner
No meu oitavo final de ano solitário, encontrei nas entrelinhas da solidão uma poesia que deu-se início a minha jornada de silêncio. Foi o projeto difícil, um verdadeiro desafio para o meu coração, mas aos poucos fui descobrindo a beleza das minhas próprias palavras, e tecendo versos de autodescoberta e resiliência. Cada verso era um brinde às minha futuras jornadas de solidão, pois é nessa solidão que encontro a força para ser a poesia que habita em mim, e a cada dia torno-me o homem melhor.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesia
Escrito particular
Poeta Sem Livros
"Não é que sou solitário, conheço a estupidez humana e não quero me contagiar. Pois muitos que a cometeram não aceitou ouvir. "
Um resumo da esquerdopatia:
Quanto mais fraco, inculto, solitário e desesperado for o sujeito, como já percebia Freud, maior será o desejo de integrar movimentos totalitários que prometem redimi-lo de sua insignificância pequenez e frustrações cotidianas.
Poeta e a Casa do Mundo
No domingo, o sol se espicha e se esconde. O astro luminoso, solitário, vai se perdendo no horizonte, enquanto o poeta, quieto, se perde dentro de si.
Na pausa, chega em casa, mas a casa é estranha. Uma dúvida o atravessa:
Será que aqui é minha morada ou apenas o lugar onde me deixei cair?
Essas paredes me guardam ou apenas me observam, como a um estranho?
O silêncio, sempre atento, não diz nada.
Um raio de sol aparece pelas frestas, tímido, suficiente para espalhar luz por todo o interior. O poeta sorri, como quem encontra um velho amigo, e se ergue.
Renascido, momentaneamente, pensa que a vida é mais, mas só por um instante.
As paredes são companheiras caladas, que sabem muito, mas não falam.
Aqui, o poeta ainda tenta ser inteiro.
"Esta casa é o meu peito", diz o poeta.
Sai para fora de si. Respira. No breu, sente a frescura da noite.
Nota as estrelas lá no alto, tão pequenas e, mesmo assim, tão vastas.
O poeta se vê como um grão no deserto, um grão entre vários grãos.
Volta para dentro, com a alma um pouco mais cheia. Não está sozinho, nunca esteve. O mundo é a casa do poeta, e ele, um pedaço dela.
O seu topo é solitário porque, dentre outras coisas, você subiu a montanha fingindo dar a mão às pessoas que confiavam em você, mas só com a intenção de derrubá-las do caminho.
"Às vezes, ter um alto QI pode ser solitário... Mas, com o tempo, você percebe que poucos podem acompanhar sua jornada."
O Senhor me fez atravessar o deserto, onde jamais tinha ido. Mesmo às vezes me sentindo solitário e com medo quando a escuridão parecia me cercar, Deus, adiante de mim com a Sua Luz, iluminava o caminho.
