Solidão
Quem vai te amar agora? Quem vai conhecer teus silêncios e traduzir tuas entrelinhas? Quem vai suportar teus dias cinzas e ainda assim te enxergar como sol? Eu me despedi, mas o vazio ficou. Talvez alguém te ame, mas jamais como eu te amei.
Zero e Um.
Um não queria contar com ninguém
e ele não entendia porque ele era ímpar se antes dele havia alguém.
Um só não queria ser esquisito
porque sabia que depois dele viria o infinito.
Para Um, o infinito era cruel e lhe dava medo,
Até queapavorado se encontrou com Zero em segredo.
E quando Um viu Zero, havia encontrado o seu primeiro.
E mesmo vindo antes dele, para Um Zero estava inteiro.
Um pensou que em Zero havia encontrado seu grande amor,
Então ele decidiu ser honesto com Zero e lhe contar,
Que embora sendo um Zero a esquerda, seria o Zero que lhe daria valor.
Um Pensou que em Zero havia encontrado o seu par.
Um tinha tolerância Zero para álcool, era hilário,
Porém com Zero, Um podia tomar uma cerveja Zero pelo seu aniversário.
Para isso tiveram que inventar uma data Zero no calendário.
E assim Zero se tornou leonino com ascendente em Sagitário.
Era difícil representar textos, mas juntos criavam o código binário perfeito.
Mas havia Um problema que Um não resolvia direito.
Um não queria se multiplicar com Zero
era egoísta, exibido e muito severo.
Foi assim que Um perdeu Zero por "1x0",
Quando Zero de mãos dadas com Menos Um dançava bolero.
Foi quando Um se deu conta do valor que Zero tinha.
Que apesar de ser negativo Menos Um lhe tratava como uma rainha.
Zero gostava que Menos Um fosse original,
Agradava a ele que Menos Um não fosse só Mais Um, fosse singular.
Zero gostava que Menos Um não fosse ordinal.
Tinha uma queda em Menos Um, Um hífen que podiam brincar
Gostava que Menos Um mesmo devendo, nunca lhe devia na hora de amar
Zero amava a sua competitividade,
amava quando jogavam e Menos Um não lhe deixava ganhar.
Ao contrário de Um, Menos Um sempre o tratou como um número de verdade.
Menos Um não pretendia dar valor a Zero colocando vírgulas entre eles.
Não pretendia deixar que houvesse um infinito maior que um infinito do amor deles.
Quando faziam amor Menos Um se encantava em estar abaixo de Zero.
Era a coisa mais linda nesse quesito eu nem exagero.
E Um?, Um mais uma vez foi deixado sozinho,
separado como uma mera unidade.
Afundou as mágoas no vinho,
tentando encontrar sua igualdade.
Sem Zero sua vida foi sendo consumida como uma vela,
era questão detempo para que acontecesse Um estrago.
Mas Um pagou numa só parcela
as tristezas que seu falso amor tinha trago.
E Um começou a contar sem Zero.
Se esqueceu dos beijos de Zero,
Do ciúmes que sentia de Zero,
Das transas que teve com Zero.
E Um começou achar que Zero não tivesse mesmo valor,
esqueceu-se de Zero e talvez até do amor.
Eu lembro que Um ia começar contar para o que vinha depois.
Acredito que ele iria contar até o infinito, ou talvez, apenas até Dois.
Vagando pela vida, perdido em um oceano de desilusões. As lágrimas são a tinta que colore minha existência, e a melancolia é a trilha sonora que ecoa em meu coração quebrado. Em um mundo de sombras, busco a luz que se perdeu nas sombras da minha própria tristeza.
Na quietude do próprio ser, encontramos uma riqueza escondida que muitas vezes escapa aos olhos apressados. Ao aprender a celebrar a grandiosidade de estar sozinho, desvendamos os segredos do nosso interior, onde cada pensamento é uma estrela que ilumina o caminho da autodescoberta.
A solidão, longe de ser um vazio, transforma-se em um palco íntimo, onde somos simultaneamente plateia e protagonistas. Nos momentos de silêncio, construímos poemas sutis que narram a história única de quem somos. Não é ausência, mas uma presença mais profunda, uma presença que transcende os limites do efêmero para se tornar eterna.
Ao aceitar a grandiosidade de estar consigo mesmo, abrimos as portas para uma dança interior, uma dança que não busca aplausos externos, mas que encontra sua beleza na harmonia sincera entre o eu e o universo. É nesse compasso sereno da solidão que descobrimos o verdadeiro valor da nossa própria presença.
Não esperamos por convites que não chegam, pois já estamos imersos na festividade do nosso próprio ser. A saudade alheia pode sussurrar em nossos ouvidos, mas aprendemos a transformar esse eco em uma canção de amor-próprio. A verdadeira celebração acontece quando reconhecemos que, no palco da vida, somos os diretores, os atores e os espectadores da nossa própria jornada.
Assim, a solidão deixa de ser um fardo para se tornar uma bênção. É nesse estado introspectivo que encontramos a serenidade necessária para compreender, aceitar e amar a nós mesmos. Cada momento sozinho é uma oportunidade de crescimento, uma chance de fortalecer a ligação sagrada com o nosso ser mais íntimo.
Na celebração da nossa presença, descobrimos que a verdadeira companhia é aquela que construímos dentro de nós mesmos. E assim, na grandiosa solidão, floresce a plenitude da existência.
DISFARÇADO À BETINHO
Ele, cheio das manias, assim não se revê, mas as tem. Precisa delas como bengalas para apoiar-se e continuar a fingir as frustrações da sua vida, aparentemente colorida.
Vive no seu sumptuoso apartamento, bem localizado, dizem… Apresenta-se nas redes sociais nas mais diversas formas, todavia, sem nunca perder a pose. A tal que o faz (o betinho de Cascais).
O seu interior é coberto de vaidades, vazios fúnebres - outros nem por isso, porém, igualmente vazios causados e alimentados pela sua crença na superioridade em relação aos seus semelhantes. Acha-se uma m...da, contudo, precisa de se afirmar perante aos olhos de terceiros, é então que assume o poleiro de onde acha-se um bocadinho superior a quem se cruze com ele.
Não chora em público porque pode parecer fraqueza. Apenas sorri… Quase sempre falsamente!
É no silêncio do monastério onde se esconde que apenas ele ouve o gritar alto da solidão que lhe atordoa. No entanto, ninguém a consegue ouvir, apenas ele, o solitário vestido à betinho.
Na turbulência do desamparo, ele não é ouvido porque apesar de estar num momento aflitivo não aprendeu que para ser ouvido, deverá descer do pedestal que, o próprio construiu para, assim achar que poderia olhar os outros de cima.
Deve descer e dizer.
- Ajuda-me porque todos os meus dias estão a ser consumidos pela minha extrema frustração que se pronuncia através da minha postura social de sobranceria para com os outros.
Diante a riqueza da humildade demonstrada um abraço surgirá seguro, e mais outro, e logo a seguir um outro. Quando se deres conta, muitos daqueles que antes julgavas sem receio, estarão ali, bem no meio de todos a reforçar o abraço.
Ainda acha que vale a pena ficar sentado no meio do seu apartamento de luxo feito um deus sem servo a julgar o mundo de quem te rodeia?
NOTA: Texto não revisado.
Caros leitores, por ter noção de que a minha escrita no que concerne, pontuação, concordância verbal, etc. não é perfeita. Se algum leitor/a, com conhecimento, perceber a minha falha, pode, se entender, por favor me mostrar onde devo aplicar a correção.
Pode ser por mensagem privada, ou mesmo nos comentários. Da minha parte, agradeço. Sempre tive em linha de conta que aprender não ocupa espaço e mal daquele que não consegue abraçar uma crítica construtiva.
Me sinto tão só e triste...
Estou apenas sobrevivendo...
Buscando algo que me complete...
Mas não encontro nada, a não ser partes de um quebra-cabeças que nunca irei completar...
Sinto um enorme peso, sinto surgir uma energia tão pesada!
Olho ao meu redor e vejo pessoas tristes, preocupadas, frustradas, infelizes.
Então me pergunto onde está a alegria dessas pessoas? O que houve para que ficassem assim?
Sei quais são as respostas, no entanto somente pessoas com empatia e que se preocupam com os outros é que fazem tais perguntas. Perguntas essas que são fundamentais para entender a dor do outro e que cada dor tem a sua dor. Empatia.
Estamos cercados de solidão, cercados de pessoas que não se importam com as outras, cercados de pessoas que não sabem o que fazer para melhorar e de outras que não tem nem sequer uma palavra para ajudar. Ou se tem, não deseja.
Podemos ver isso no senhorzinho que passa todos os dias na frente de nossas casas lutando por sua e a sobrevivência de sua família mas que nem todos se importam.
Podemos ver isso sem mesmo sair de casa quando olhamos as redes sociais e lemos comentários ofensivos de pessoas que nem se conhecem e mesmo assim fazem questão de ofender.
Podemos ver isso quando nem sequer cumprimentamos nossos vizinhos, pelo menos para desejar um bom dia ou uma feliz semana.
Podemos ver isso quando observamos as atitudes de cada um onde realmente não há mais quem se importe com o sofrimento do outro mesmo que seja alguém conhecido.
Meu corpo pesa, pesa e muito por sentir tudo isso que vejo constantemente.
O que fazer?
A resposta todo mundo sabe, mas nem todos desejam pratica-la.
Desejo a todos uma feliz semana e que todos possam ter boas práticas e assim emanar boas energias!
Lembre-se tudo o que plantamos, sempre iremos receber!
Quando me sinto sozinho o bastante para doer, eu lembro que nem sempre estar acompanhado sanou essa dor...
"Uma dica de sabedoria profunda:
é preciso aprender a ser só
e não chafurdar na solidão!"
Otávio Bernardes
Meus versos são sementes
Que brotam no coração
A rega vem da nascente
É uma farta colheita
Rimando com solidão
aMaria
.
Estou nela como for,
Num pensamento de momento
Onde afasto minha dor.
Estou nela como for...
Onde me caibo nesse amor.
.
Se não sou o teu destino
Eu me faço clandestino,
Pra andar os teus caminhos
Onde o amor nos possa achar...
.
Por um tempo ela foi,
Neste tempo ela é,
Amanhã ela será...
.
Quando em mim eu aprendi,
Que não há tempo
Que não me seja pra te amar...
.
Eu amaria, e amaria...
Como eu à aMaria
Eu somente aMaria.
.
Edney V Araújo
Amar-te
.
O que direi eu,
Do momento em que sou
Ao instante
Em que estou...
.
Sou eu amado amante
Que te ama assim em mim...
Sou dela
Que passou sem mim.
.
Ah! Eu quero, e como quero...
Desde o dia em que te espero
Neste tempo infindo assim,
Vivo eu de amar-te em mim...
.
Edney Valentim Araújo
Nas sombras do tempo, ele caminhava solitário pelas ruas de memórias desbotadas. Seu coração, um mausoléu de amor, guardava o fogo sagrado por ela. Ela, a musa imortal de seus sonhos, vivia na penumbra de sua ausência, uma presença tão vazia quanto as ruínas de um templo esquecido.
Anos haviam se passado desde que suas vozes se entrelaçaram em canções de promessas e suspiros. Anos desde que seus olhares se perderam nos labirintos da alma um do outro. Mas para ele, o tempo era apenas uma cortina fina entre o que foi e o que poderia ser.
Ela era como a névoa da manhã, presente, mas intangível. Ignorava-o como se ele fosse uma sombra indesejada em seu horizonte. Seu silêncio era uma sentença, sua indiferença, uma espada que dilacerava sua alma a cada dia.
Mas mesmo na morte ficta de sua conexão, ele persistia, seu coração como um farol na escuridão, esperando por um vislumbre da chama que um dia ardeu tão intensamente entre eles. Ele a amava além das palavras, além do tempo, além da própria morte.
Em seu amor, ele encontrava uma imortalidade que transcende os limites do mundo físico. Seu amor era uma epopeia, uma saga de esperança contra toda a lógica, contra toda a razão.
E assim, nas brumas do esquecimento, ele continuava a tecer os fios do seu amor, esperando pelo dia em que a morte ficta que os separava se dissolveria, e eles se encontrariam mais uma vez nos braços do destino, onde o tempo não teria poder sobre o eterno laço que os unia.
A maior tolice do mundo é se achar melhor que os outros; ao final todos serão jogados na mesma solidão de uma necrópole.
Quando a gente é criança, os monstros vivem debaixo de nossa cama. Quando, a gente se torna adulto, eles começam a viver dentro de nossas cabeças.
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