Solidão
Ah! Menino, agora pulaste do meu coração para o meu colo – o que é que eu faço contigo?
(O menino de Porto Alegre, 2009).
Tantas vezes não consegui compreende...
Momento perdido em tais verdades.
Derradeiro infortúnio amar nunca mais viver.
Num labirinto do desejo puro na percepção...
De pé, encalço, segue o trilho
que à estação deve chegar.
Alegrava a meninice
olhar o trem que vem passar.
Aquele trem que era vida
foi-se embora, existe não.
A estação, desamparada,
de tão vazia é solidão.
E nos trilhos pedregosos
só resta agora
emoção.
Tarde demais, chegou minha hora
Sinto arrepios descendo em minha espinha
O corpo dói o tempo todo
Adeus a todos
Eu tenho que ir
Tenho que deixar todos vocês para trás
E encarar a verdade.
Eu não quero morrer
Às vezes eu gostaria de nem ter nascido
Então você acha que pode me apedrejar e cuspir no meu olho?
Então você acha que pode me amar e me deixar pra morrer?
Ah, meu bem!
Você não pode fazer isso comigo, meu bem!
Só tenho que sair
Só tenho que sair logo daqui
Nada realmente importa
Qualquer um pode ver
Nada realmente importa
Nada realmente importa para mim.
Às vezes você perde o rumo
Tem vezes que você perde a razão
Há dias que o caminho não faz mais sentido
Mudar é preciso
Conhecer pessoas novas
Trilhar um novo destino
Mas é preciso mudar pra melhor
Não ir atrás de ser perfeito
Nem buscar a perfeição
Apenas ser melhor que ontem
Isso tudo é monotonia do meu coração
Eu tenho um sonho de ficar tudo melhor
Então me dá sua mão e não me deixa só
Ei, mãe, não me sinto mais só
Espera eu chegar que vai ficar melhor
Quando ela volta
Lá vem ela sorrateira…
Matreira silenciosa
Acreditei que de mim já te tivesses esquecido
Após tantos anos em que caminhaste amparada em mim
Ou, antes seria, eu amparado em ti? Nunca saberemos.
Hoje sentir-te aqui dentro de mim traz tudo de volta
Mal não seria que fosse apenas o passado envolto em sonho
Mas, tu não! Chegas completa e desnuda-me.
Traz-me todo nosso passado desfeito escrito no belo
Envolto em toda nossa amargura do dia em que resolvestes partir
E eu aqui, ainda hoje, anos depois vivendo de pós, sonhando por nós
Qual será o tempo que de mim tu desistirás, eterna amargura?
Tomai os fantasmas de mim em outros amantes que chegam
O tempo cansado me fez. Triste caminho em busca de nada… vagueio
Não sei descrever a partida, talvez teu desenho
Á partir da foto que passada, detenho, retenho e vejo teus olhos
Quando ainda me tomavam na cumplicidade única dos que amam
Ainda que com medo
Assim é meu amor. Não dói, não faz mal relembrar
Reviver!...
Saíste de mim, mas não te levaste completo
Não dói reviver, porque nosso amor
Embora ferido
Por nós, nunca foi envenenado
Talvez por isso, ainda hoje, contigo converso a sós
No silêncio amargo da minha tumultuosa solidão
Adilson Santana
Cartas de amor
Dizer-te-ei, o mui amada,
O que me foi eternizado
E ao coração está gravado.
Cartas de amor
Que nos fazem tão juntos
Enquanto separados.
Cartas de amor
Pra saciar saudade sua
E reviver o nosso amor.
Cartas de amor
Em simples versos pra marcar
O quanto estou apaixonado...
Cartas de amor
Pra te lembrares em cada linha
Como e grande o nosso amor...
Edney Valentim Araújo
1994...
Quero compartilhar algo..
Tenho vontade de ser tudo aquilo que Deus me pede, queria ter forças para lutar contra meu EU e prova que sou mais que apenas uma pedra no sapato de Deus
Dor é o que me define, em meio de sorrisos e abraços mesmo assim me sinto quebrada em pedaços, parei de viver faz tempo, agora só sobrevivo, estou tentando, por favor parem de falar que eu não tento, isso me machuca muito.
Te tenho sobre a pele...
desconheço a vida que deixei,
passei momentos apenas...
até me entregar ao profundo do seu ser.
tudo que passei entre os sonhos ...
foram uma questão de desejo do seu corpo.
Cansado de frieza recebeu o abraço da imensidão!
Por tantas noites mal dormidas, com fome, pavor, frio e na solidão.
Uma noite chuvosa entre tantas outras, mas essa continha um desespero voraz que lhe tomava a alma e o coração.
Na angústia e tentativa de fugir de seus pensamentos e sentidos, elege a bebida como companheira, irmã, amiga de todas as horas.
Deitou-se ao vento num sofrimento profundo em seu último leito embriagado de mundo.
A calçada fria e molhada tomou seu corpo frio e anestesiado pelo vício, esse mesmo vício que também lhe aquecia a carne mas não o livrou da solidão.
Apiedando-se desse grande e agora pequeno homem, recolheu seu sofrimento na imensidão.
Pela manhã seu corpo gélido e molhado pouco sendo notado pela multidão, sem comoção.
As vezes olhares curiosos ou até de inquisição, mas logo seguiam seu caminho e não sofriam.
Foi nesse momento que um pensamento sombrio e recorrente invadiu a minha mente.
Quando foi que deixamos de nos olhar a todos humanamente?
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