Sobrevivência
Passos, pés ,
cada um em sua estrada,
pedras, pedriscos, perdidos,
muitas vezes a alma machucada,
seguindo a vida sem temer
nela temos que perseverar
em busca de tudo ou nada,
iguais em luta, sobrevivência,
enfrentando o seu rumo
em direção ao futuro
A arte é catártica. É sonho, é respiro, passaporte para o extraordinário.Sem arte, o Ser implode, apenas sobrevive.
Talvez, um dos maiores aprendizados desta seja o fato de que nem sempre somos fortes por escolha própria mas, muitas vezes, por uma necessidade de sobrevivência ou um capricho do destino.
Existe algum vivente que não omite? Se fossemos sinceros, provavelmente não haveria mais vida na terra.
Por um tempo a pessoa não expande nem contrai,mas uma hora ou outra a vida a obriga a não ficar mais estática. É preciso ser dinâmico para sobreviver.
Olhe à sua volta, você vê um povo feliz? Impossível. Temo pelo futuro, pois fácil é se perceber o presente. Sobreviver é diferente de viver.
Se ainda estou viva…
Se ainda não enlouqueci…
Se a cada tempestade sou salva…
É porque alguém me guarda!
AQUELE QUE ME GUARDA NÃO DORME.
#bysissym
Sabe… certas dores não gritam. Elas silenciam a alma devagar, como quem fecha as cortinas de um teatro depois do fim. Algumas feridas não sangram mais, mas seguem abertas dentro da gente, como páginas que o tempo não teve coragem de virar.
Elas criam um véu — sutil, quase invisível — sobre tudo o que fomos antes do abismo. E é nesse véu que a alma aprende a respirar diferente, com mais cautela, com menos fé. Nunca tente levantar esse véu… Ele não é esquecimento. É sobrevivência.
Advogados são como armaduras. Por isso, se sua intenção é vencer ou sobreviver a uma guerra se certifique de estar com uma armadura completa e sem avarias
Os seres humanos são frágeis diante do poder da natureza. Conviver em paz com a natureza é reconhecer que ela é fundamental para a nossa sobrevivência.
Muitas vezes não conseguimos viver, mas sobreviver - apenas vingamos numa terra em que leis de privilegiados nos crucificam.
Não me recordo de não ter sofrido em alguma etapa da minha vida, tudo que tenho recordações, de uma forma ou outra, estava enfrentando algo, passando por algo, essas recordações me fazem ver o quão tive que ser forte para me manter de pé, o quão suportei coisas para não proferir minha raiva, quando tratado como um objeto, vou continuar nessa linha, não tenho escolha. As memórias de cada sessão dolorosa ou de cada olhar de piedade se misturam em meu passado como um mosaico de batalhas vencidas e perdidas, reconhecer que cada cicatriz, visível ou não, foi conquistada a ferro e fogo me mostra que minha força é menos sobre ausência de fraqueza e mais sobre a resiliência que surge quando “não ter escolha” se torna um chamado à sobrevivência.
Às vezes o excesso te faz desistir um pouco a cada dia, quando o peso de medicamentos, de cirurgias e de olhares comissivos se acumula, sinto-me afundar gradualmente, cada nova praga de dor retira uma parte da minha vontade de lutar, essa erosão diária ensina que a resistência não é
um salto heroico, mas uma sucessão de escolhas pequenas para continuar respirando apesar da exaustão acumulada.
Ninguém te entenderá, ninguém pode sentir a dor que você sente, às vezes nada é dito, porque você já desistiu de demonstrar e ninguém vê, às vezes viver cansa, percebo que minhas tentativas de explicar meu sofrimento a quem nunca viveu nada semelhante soam vazias, as palavras se perdem no eco de empatia limitada, quando decido silenciar minha dor, sinto que me torno invisível, mas isso acaba salvando-me de perguntas vazias, ainda assim, esse isolamento agrava o cansaço de simplesmente existir.
A toxidade de uma pessoa, com o tempo, se torna contagiosa, conviver com olhares de pena e comentários maldosos é como ser exposto a uma substância química que lentamente corrói a autoestima, para me proteger, aprendi a criar
defesas emocionais, porém, esse isolamento preventivo também me isola de afetos genuínos, mostrando o custo alto de preservar a sanidade em meio a tanta negatividade.
Se juntar todos os grãos de areia do mundo, ainda não seria um número próximo de galáxias em nosso universo, a terra é um grão, eu sou um grão de um grão, em meu estado de insignificância aparente, sinto-me perdido num oceano de vidas igualmente frágeis, mas, com frequência, isso me traz conforto, não sou o único a sofrer e minhas batalhas, embora quase invisíveis, fazem parte de algo maior, essa perspectiva cósmica me ajuda a relativizar meus problemas, lembrando-me que o universo é vasto demais para me enclausurar em desespero.
O cachorro come seus sapatos, porque ele tem medo de que você vá embora, assim como um cão ansioso agarra-se ao que tem para evitar abandono, percebo que minhas próprias angústias me fazem agarrar memórias dolorosas como forma de tentar controlar algo que nunca pude, entender esse
comportamento me ajuda a enxergar que a doença mental, às vezes, gera ações aparentemente irracionais motivadas pelo medo de ficar completamente só.
