Sobrevive Amor Acima de tudo
Até hoje tive duas pessoas que conseguiu entrar em meu coração. O primeiro levou a metade da minha vida, e só descobriu que me amava e que poderia fazer tudo por mim quando me perdeu. E o segundo me salvou do primeiro, pois me fez sentir um sentimento diferente e foi onde eu descobri que ainda poderia amar...
amo com força
não depender de ti
nem para ver a beleza
nem para sentir
mas quando você vem
meu corpo dança
gostoso é ter honestidade
encarar as próprias faces
comunicar sensações
imaginar junto
avançar lado a lado
e isso também é amor
transparente como água
que o outro vê além
quando uma mulher ama, dizem
ela está estupidamente apaixonada
insensata, alucinada, louca
o amor a fez perder sua cabeça
Carnaval em Veneza.
Infinito desse mundo,
As máscaras nunca caem,
Os foliões vão ao delírio,
Pierrôs, colombinas e arlequins,
Numa dança sem fim,
Onde os corações enrijecidos,
São bandidos,
Dedicados ao prazer obscuro,
Se escondem,
Ficam em cima do muro,
Endurecem,
A si,
Aos outros,
Enaltecem,
Romantizando os jogos de perdição,
Torturadores da razão,
De rostos cobertos,
São valores invertidos,
Não consigo,
Nesse mundo invertido,
Submetido a enganação,
Sou eu a dizer que não,
Prefiro a dor da verdade,
O viver sem maldade,
Cheio de intensidade,
Ainda que outros digam,
Que essa é minha fraqueza,
Minha força está ainda que seja na tristeza,
No derrubar de lágrimas,
No surto,
No grito,
No verso.
Prefiro a dor da paixão,
Do amor não correspondido,
Do que a frieza daquilo que é contido.
A SENHA
Paixão, trago estes versos singelos
escritos com a minha emoção plena
E, neles, a minha inspiração serena
Duma afeição e, satisfação em elos
Trago afeto, nos sentidos paralelos
olhar, gesto, aquela carícia amena
Quero agora ter-te em poética cena
e teu corpo haurir delírios donzelos
Não vês que somos cada um verso
Cada um sentido, na estrofe imerso
insanos amantes, de digno trovador
Somos nós: juntos, leia-me, te peço
Quem mais benquererá. Confesso...
o amor, a senha, para cá eu compor
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
31 janeiro, 2023, 19'10” – Araguari, MG
O processo é assim: conseguimos o que queremos apenas para descobrir que não é como pensávamos!
Essa é a beleza do processo. Ele não nos deixa estagnar. Ele nos força a crescer, e crescer um pouco mais. Porém, para crescer, temos que trabalhar. E é esse trabalho que precisamos realizar em nós mesmos para chegar ao amor que torna o processo tão desafiante.
Nada nos faz aprender mais a respeito de nós mesmos e da vida do que os relacionamentos. Falo por mim: aprendi a ser muito grata a meus professores/amantes/parceiros pelas lições que me ensinaram a respeito do medo, da raiva e da carência que eram frequentemente camuflados como amor.
Fomos educados para alcançar resultados e não para valorizar os processos, esses meios-tempos indispensáveis para irmos construindo a auto-estima e a liberdade necessárias para fazermos as escolhas capazes de nos trazer felicidade. O meio-tempo é o espaço de aprendizagem em nossas vidas, quando as experiências – quaisquer que sejam – não são objeto de julgamento, mas oportunidades para aprendermos
As pessoas não conseguem preencher as nossas necessidades. Podem querer fazê-lo, podem tentar. Podem nos convencer de que são capazes de preenchê-las, mas não é verdade. O que as pessoas podem fazer pelas outras é tornar a necessidade menos urgente.
No meio-tempo, uma das coisas que fazemos é nos tornarmos audaciosos o suficiente para dizermos ou fazermos coisas que nunca diríamos ou faríamos em circunstâncias normais. Não é que não devêssemos dizê-las ou fazê-las, mas é porque, quando as coisas estão toleráveis em um relacionamento, achamos que o melhor é esconder, evitar, negar e resistir. Nós nos convencemos de que estamos poupando a pessoa querida da dor e do sofrimento. Mas a verdade é que nós estamos sofrendo! Estamos sufocando nossos sentimentos e nos atormentando. "Por quê? Por quê? Por que não consigo entender direito esse negócio de amor?" Atormentar-se é o comportamento do meio-tempo que nos faz dizer ou fazer coisas que realmente não queremos.
Mais cedo ou mais tarde, todos temos que aceitar o fato de que, em um relacionamento, a única pessoa com a qual estamos lidando somos nós mesmos.
Amamos nos outros o que amamos em nós mesmos. Rejeitamos nos outros aquilo de que não gostamos, mas não conseguimos ver em nós mesmos.
A paciência é o elixir da cura para a melancolia do meio-tempo. O desafio, quer gostemos ou não, é aprender a ser paciente com nós mesmos.
Cada vez que surge um sentimento, é sinal seguro de que estamos lidando com ele a fim de liberá-lo. (...) Quando sentimentos e padrões antigos de comportamento estão lutando para se perpetuarem, a coisa mais amorosa que podemos fazer é ter paciência com nós mesmos e com o que estamos sentindo.
Lembre-se de que estamos sendo preparados para algo melhor ou protegidos de algo pior.
