So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
As pessoas dizem que falar da morte dá azar. Eu gosto de falar dela, até porque a minha só acontecerá daqui a 35 anos. Até lá, vou me divertir muito tentando driblá-la. Se ela me derrubar com uma rasteira, será falta. E, falta dentro da área é pênalti!
Mulheres são intuivas, passionais e intensas. Quando entram em uma relação raramente molham só os pés, se jogam na relação de corpo e alma e dão profundos mergulhos. Por estarem sempre presentes e disponíveis acabam se tornando parte da mobília, da decoração da casa e do jardim como se fossem invisíveis dentro da relação. Sabe quando você tira um vaso de lugar ou um quadro e só então ele começa a fazer falta no ambiente? É assim com nós mulheres, às vezes, precisamos nos distanciar. Não por maldade ou intolerância, mas para que possamos voltar a ser vistas e a nossa presença percebida e valorizada.
Às vezes a paz surge em meio a uma explosão, que assusta e apazigua o ódio que só alimenta a guerra...
Só é possível crescer, ao se autoquestionar.
Se você for capaz de olhar para si e mudar-te a ti mesmo, então, já houve crescimento.
Quem trilha o óbvio caminha entre sombras, só quem ousa o improvável acende luzes no olhar do mundo.
Só se deixa de existir quando deixamos de pensar em cada lembrança, cada gesto, cada história, cada cuidado de quem amamos.
Na hora travou!
Sangue ferveu!
Coração disparou!
A ferida que achou que fechou, só inflamou
O orgulho até tentou segurar
Mas a lágrima caiu sem avisar
Eu lembro da gente, a gente era tão feliz
Nosso amor, nossa vida, parecia até um filme.
Era só eu e você...
Era só você e eu...
Mas o tempo passou, e o que era doce, se perdeu.
Agora o silêncio é mais forte, o que restou nem eu sei.
"O que parece fim… às vezes é só o destino reorganizando tudo.
A roda gira — e com ela, giram os ciclos, as pessoas, as verdades e os disfarces.
Nem tudo o que parte é perda. Tem coisas que saem do caminho pra dar espaço ao que faz sentido.
Senti medo.
Senti dor.
Senti um vazio que só quem já chorou em silêncio consegue entender.
Mas também senti força. Uma força que eu nem sabia que morava em mim.
Eu não esqueci o que foi bom.
Mas aprendi a lembrar sem me ferir.
Tem gente que foi parte da minha história — mas não merece o final dela.
A minha paz vale mais do que a insistência em algo que não me escolhe.
Hoje eu ando mais calado, mais seletivo, mais firme.
E mesmo nos dias escuros…
Eu confio: a roda vai girar de novo.
E dessa vez, é pra me colocar exatamente onde minha alma merece estar."
Segunda Feira
A chuva risca a janela com uma calma cruel. Lá fora tudo molha, mas aqui dentro sou eu que escorro. Ando pela casa como quem esqueceu o porquê dos móveis, dos cantos, dos passos. Segunda-feira tem gosto de café morno, meio amargo, esquecido na borda da xícara — como certas lembranças. Tem cheiro de abraço que virou eco, de vozes que sumiram sem fazer barulho.
O mundo lá fora se arrasta em passos que não reconheço. Gente com pressa de viver o que eu nem sei mais nomear. Aqui, o tempo não passa — ele assenta, pesa, gruda. Nem acendo a luz. Pra quê? A manhã não traz nada além desse espelho embaçado que insiste em me devolver um rosto que já não me responde.
Só quem realmente viveu sob a opressão do pecado, estando totalmente perdido, e encontrou na graça e no amor de Deus uma nova razão, sentido e significado para a vida, saberá reconhecer o verdadeiro perdão de Deus.
Hoje é Dia do Livro. Aquele objecto cheio de letras que muita gente só compra para decorar a estante ou posar para fotos com ar inteligente. É também o Dia dos Direitos Autorais, que serve para lembrar que copiar o trabalho dos outros sem dar crédito não é criatividade, é preguiça. Mas pronto, neste dia todos fingem que amam livros e respeitam autores. Amanhã?
Voltamos às citações mal feitas e aos textos roubados.
Rosário Bissueque
"Que a poesia continue a ser um meio de libertação"
Melancólia
No devaneio de meu ser
Onde o desespero, reina
Só restou, a efigie do meu eu
Outrora, o rio que foi cheio
Noutro, simplesmente secou
O que era doce, se amargou
Ouço o sussurro, da felicidade
Na angústia do meu ser
No epitáfio, do que eu fora
Está escrito, a palavra solidão
Perdido num desalento
Amor, não me dê esperança
O que está feito, está feito
Tempo, um cruel dramaturgo
Reina, no teatro da tragédia
Minha doce, tisbe.
Agora, restam só sombras
Do que um dia, eu fora
A foice do destino, é uma patina que recobre cada fagulha de meu ser
O Crepúsculo chegou.
