Sinto Saudade
Sinto saudades de você
do café no shopping.
Andar por aí sem nada pra fazer
O que faz o gênio é o ócio
A inquietação do vício
A abstinência.
Embora louco o gênio pode amar
Desde que a musa seja feita
De presença e solidão.
Estou condenado a ser livre
Livre de toda sorte de prisão.
Mas entrego-me com fúria
E prazer aos caprichos do teu corpo
Aos afagos inigualáveis das tuas mãos.
Saudade
Hoje me peguei saudosista.
Sinto saudades de tudo que vivi e vivo.
Sinto saudades das coisas boas e ruins
As quais tenho me relacionado.
Das boas, por não ter compartilhado com mais realce.
As outras, hoje lhes daria melhor condução.
Sinto saudades quando vejo fotografias
Quando sinto cheiros e odores
Sinto saudades do meu passado
De minha tênue infância periférica
Sinto saudades de amigos que não os vejo há anos.
Daqueles que se foram sem despedidas
Saudades das pessoas com as quais não falei mais.
Sinto saudades dos presentes que não aproveitei em sua plenitude
Sinto saudades da criança que deixei no passado a chorar.
O presente que me fez adulto
Deixarei sem movimento
Para o futuro que nunca virá.
Sinto saudade do tempo em que brincar para o ser humano era apenas com brinquedos e não com o coração e sentimentos das pessoas.
Tudo é sempre mais lindo, mais encantado...
Quando abraço a saudade e deixo ficar.
Quando sinto a emoção de cada lembrança
O perfume de cada esperança
Cada detalhe que no coração trago guardado
Pra enfeitar meus dias
De mais amor e poesias.
Em outra circunstância eu diria que sinto saudades; outrora a casa vivia repleta de crianças; filhos, netos, sobrinhos... éramos uma família unida e feliz. Foi um tempo de abundância quando o algodão era um sinal de luz, as árvores frutíferas atraiam os pássaros, as flores ornamentavam a casa grande, como promessa de muita felicidade e tudo isso começou na igrejinha de santa Rita de Cássia pequena e acanhada de piso morto. Frei Jerônimo celebrou nosso casamento depois de seis anos de namoro, discussões ríspidas entre nossas famílias que tinham suas rixas e eram contra a nossa união; mas o amor se sobrepôs ao ódio e derrubou a cerca de arame farpado que ia da estrada até as proximidades do rio, o que compreendia nossas propriedades e não deixava de ser um bom pedaço de terra, algumas cabeças de gado, porcos e outras criações, além do algodão e do milho. A partir de então houve entre nossas famílias uma total harmonia, eu diria que nos tornamos uma, porque os problemas que surgiam eram nossos e resolvíamos em conjunto e nossas alegrias eram compartilhadas; então veio, em homenagem a avó paterna Ana Luzia, nossa primeira filha: Analu. Juaquim meu marido queria que ela se chamasse Elenice o meu nome mas eu tinha uma grande admiração por dona Ana, minha sogra, que mesmo nas nossas rixas durante o nosso namoro nos apoiou. foram anos de uma felicidade completa; vieram outros filhos e isso só consolidou o nosso amor. ninguém teve tanto a certeza de ser amada como eu; mas mesmo nos melhores momentos, as vicissitudes da vida acontecem e ninguém está imune às paixões.
Analu corre ainda entre a varanda, o pomar e as roseiras que adornam a frente branca e azul de nossa casa, nas brincadeiras ingênuas de sua adolescência com os irmãos, primos e vizinhos, Juaquim cuida dos bichos ou das plantações e provavelmente cantarola uma canção romântica; assim as coisas ficaram na minha lembrança. Numa parte ou outra, dunas ameaçavam bairros e as chuvas tornavam-se mais escassas. ouvia-se histórias de famílias que migravam por essas dificuldades; resistimos a todas as adversidades.
Era uma tarde nublada de agosto, Juaquim tinha ido pescar no rio quando o carro entrou pelo nosso portão e chegou bem próximo aos degraus que conduziam a nossa porta; era Eriberto, o advogado, que trazia uma pasta; ele cuidava do inventário do sr Benedito, meu sogro, falecido há poucos meses, vitimado por falência múltipla dos orgãos. Ninguém diagnostica o tempo como causa mortis; meu sogro já contava 99 anos. "Quem é esse anjo?" Questionou Analu, que já contava 18 anos. Heriberto era assim, dava sempre essa impressão, e se sorrisse e nos olhasse nos olhos passava-nos a sensação de uma fragilidade que também nos contagiava. Eu já conhecera aquele sentimento e vivia numa dúvida cruel, convivendo com aquele remorso, imaginando se Samuel, meu filho mais novo, não seria filho de Eriberto. desde então Analu parecia mais calada, vez ou outra estava sempre no telefone sussurrando; Samuel certa vez ao chegar da escola mencionou ter visto Analu na pracinha conversando animadamente com Heriberto parecia uma tragédia anunciada, meses depois notava-se a barriga de Analu crescida; Juaquim chegou a ir atrás de Heriberto, mas ficou sabendo que ele era casado e havia se transferido pra outra capital; meses depois nascera Cecília, mas Analu perdera todo o brilho do olhar, juaquim também ficara meio rançoso; certa noite me questionou por que eu não lhe falara sobre a origem de Samuel. Juaquim era um anjo, de um amor puro e imaculado. Quantas vezes olhamos o por do sol sobre as dunas que guardavam a nossa história; e dali vimos o brilho de um nascente renascer nos olhos de Analu, que na igrejinha de santa Rita de Cássia, agora com piso de mármore e torres iluminadas, casara-se com um dos filhos de um primo distante de Juaquim.
De vez em quando penso que todo esse tempo não passou, quando contemplo Gustavo, marido de Analu, tirando leite das vacas, colhendo o milho, obsevando a plantação de algodão; ele também cantarola algumas canções que mencionam amor e paixão, de vez em quando caminhamos à beira do rio; de vez em quando são subdivisões de uma eternidade que se divide em partículas para serem bem guardadas ou esquecidas pelo tempo e o perdão.
Sinto saudade daquele tempo em que o ar era puro, a brisa era leve e transparente, o cheiro doce do verde preenchia o ambiente, e as noites quentes eram perfumadas pela dama-da-noite. Agora, tudo o que vejo é um dia tingido de cinza, coberto de poeira. Não sinto mais a brisa, apenas um odor estranho no ar. Me pergunto: será que o mundo se transformou em um grande latão de lixo? Temo que o pior ainda está por vir.
Felicidade.../ Sinto cada dia/ Ao escrever uma poesia/ Acredito nas asas da saudade/ Ela voa até meu bem/ Pois em cada paisagem/ Vejo o meu amor.../👉💗🌹
Sinto saudades...
.....de todos
Os sorrisos que vem do firmamento
E da lassidão dos ventos... No desanimo do crepúsculo
Na tristeza dos dias mornos e das sinfonias
Tocadas por violinos distantes... Longínquos!
Tenho saudades dos jardins onde rosas adornavam
Misturando-se com Hortência... lírios e jasmins... O espetáculo
Mais perfeito da natureza onde o silencio é partilhado
Travando meus sonhos... Nas noites...
Onde tropeço... Contando estrelas...
E em meus caminhares fantasiosos
Quero cair abraçada contigo aliviando
as minhas saudades...para sempre!
Saudades do tempo de outrora
Quando o relógio marca emoção
Sinto ainda que sentimento vigora
É ainda de outra estação
O tempo não espera ninguém
A idade passa e avança
Vamos todos mais além
Esse coração de quarenta não se cansa
Vai chegar a hora derradeira
O nosso Mestre está chamando
O chamado da notícia verdadeira
Pai do Céu está nos convocando
Vou para o País da Luz
É aonde quero habitar
No Sagrado Coração de Jesus
Para sempre devo Amar!
Lua cheia de saudade!
Eu estou sofrendo assim,
porque não me amas mais?
Eu sinto um grande frio,
porque não me aquece mais?
Sem ter você tudo fica cinza,
porque sem ti o sol não brilha!
Não estou vendo mais o céu,
porque de saudade enchi a lua!
Marta Gouvêa
Sinto saudades de coisas que nunca tive, mas a minha imaginação construiu. Sinto saudades do vento, da curva da estrada, da água cristalina caindo das pedras. Sinto saudades da paz, da neblina suave caindo sobre o parabrisa numa mágica manhã de orvalho. Sinto saudades de um amigo de palavras boas.
A saudade que sinto por ti não é instantânea. É uma saudade que quero devolver-te com a minha boca a escorrer poemas.
Sou idoso, mas ainda tenho alegria, sinto tristeza, sinto dores, sinto saudades, ainda estou VIVO!!!
" Do amanhecer ao anoitecer
sinto saudades de você.
Do sorriso doce que me inspira á te escrever.
Da voz que meus sonhos embala,
e em dias de tempestade me acalma.
Do olhar sincero, dos silêncios que a cada dia faz meu coração se apaixonar ainda mais por você, o amor mais lindo que tocou o meu ser.
Estou em frente á janela, o sol está se despedindo para a lua no céu as estrelas acender.
Meu pensamento é em você.
No beijo que ainda espero, no abraço onde o meu coração com o teu há de encontrar para em um só ritmo bater...
Ah, como amo você!
O amor que faz do meu mundo o melhor lugar pra se viver.
Do amanhecer ao anoitecer
sinto saudades de você.
Mas sei que meu olhar com o teu vai rimar.
Feito poesia que versa a minha esperança com o seu jeito de amar.
Do amanhecer ao anoitecer
minha oração é para que em seus caminhos haja flores, jamais sinta dores.
Eu as sinto por você.
Não desejo lágrimas de seus olhos que me enternece, desejo sorrisos desses lábios que meu corpo aquece.
Do amanhecer ao anoitecer
meu desejo é morar em você.
O amor mais lindo que faz o sol em minh'alma renascer.
Ah como amo você...
Do amanhecer ao anoitecer. "
"Sinto saudade de quase tudo dos meus anos 60, mas também tinham; o Óleo de rícino, Emulsão de Scott e o cruel Merthiolate de assoprar desesperado.
Desses eu guardo mágoa"
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