Sinto o Vento na Janela
Se abrires a janela
E encontrares a poesia,
Em todas as janelas que abrires
Vais encontrar um pouco dela.
E da janela ela via o mundo lhe estender a mão, lhe convidando a sair daquela moldura e se tornar real. Mas o medo de fazer escolhas erradas nunca a deixou se dar à vida!
Não deixe que o medo de arriscar torne sua vida um retrato: estática e alimentada pelas mesmas emoções congeladas e paradas no tempo! Não deixe que a dúvida te tire o medo de viver!
Tudo apagado, tudo tão escuro e negro, ao olhar na janela ouço apenas sons pelas ruas, neste momento falta energia na casa também. As pessoas se apavoraram, uns voltam com medo, outros vão em busca de sei lá o que e onde, eles curtem essa história de andar no escuro, outros evitam por medo. Não me falta luz, essa inspiradora que por vezes dá voltas dentro de mim, enquanto ela estiver acessa como a simples chama da vela que me acompanha neste escrito, eu não temerei.
Agora me bateu um medo, pois olhei para a vela, e isso me deu medo, percebi que mesmo essa luz linda tem fim. Mas não é de seu fim que tenho medo, tenho outras velas aqui ao lado, e agora temo apenas em saber que se a chama da vela tem seu fim na última gota de cera, o que farei com a chama que há dentro de mim, será que há muita cera a envolvendo, será que apagará com o tempo. Agora temo esse dia chegar.
Oras, não vou cruzar os braços, pois se é que ela poderá apagar por falta de cera não será, vou à rua, vou a luta, vou aos amores, vou arrodear me desses que tem sido minha cera, vou buscar as mais densas. Os amores mais firmes, as amizades mais companheiras, o trabalho mais árduo e também seus antônimos nas pessoas das decepções, dos falsos, são as inspirações que não permitem minha chama apagar. Here I Go, por que o pavio está aqui dentro de mim, é meu coração e esse anda quente demais para permitir apagar.
Da janela o ônibus vejo as pessoas
vejo-as como árvores
Enraizadas
em suas cidades
seus empregos
famílias
SOLIDÃO
O sol penetra pela janela da sala
Desejo que ele alcance minha cama
Mas não ele pousa nos livros
Os livros não precisam de sol tanto quanto eu nesse momento.
O frio foi feito para os sadios não para os doentes.
Já falei sobre o desejo de deixar esse estado e ir para outro onde o calor nunca acaba e o sol nunca se põe?
São 8:19, o relógio anda ligeiro, eu não preciso me apresar para mais nada.
Para que olhos? Para não ver mais nada?
Olhos sensíveis, mas sensíveis a quê?
Vocês compreendem, não é, que estamos sós.
Sós e aprisionados numa tela de computador.
Está me censurando? Claro, você tem ao seu lado aquela natureza jovem, saudável, aquela inteligência que desperta, cheia de promessas... É para a sua amizade que eu apelo.
Fale!
Só eu sei o quanto já sofri calada, ficava quieta em algum canto olhando pela janela vendo a vida passar fazendo planos e sonhando pra ver se eu acreditava que quando eu levantasse dali e enxugasse minhas lagrimas seria diferente, que tudo ia mudar, mas acho que não adiantou muito pois levantei e sai pela rua a fora e vi as mesmas coisas, os mesmos sorrisos falsos, os mesmos preconceitos, aquele monte de gente hipócrita uma imagem da qual tenho certeza que não quero ser, então dei meia volta e voltei pro meu cantinho pra minhas lagrimas porque eu prefiro viver na solidão do que na hipocrisia.
Neste momento olho pra janela, vejo a chuva cair lá fóra, isso me fais lembrar do dia em que você foi embora.
A chuva passou assim como seu amor, isso me marcou, mais acima de tudo, me machucou.A lua a as estrelas fazem minha cabeça, isso impede que eu cresça, é uma pena a vida não vem e não tem um tema para seguir, cabe a você tentar ser feliz, fica díficil, não tenho você aqui
O Sol Poente
Quando tudo parecia não ter mais graça
Olho pela janela...
Uma bola de fogo
Com um jogo de cores vibrantes,
Uma mistura de magia
Descendo no horizonte.
Quando tudo parecia não ter mais graça
Vejo algo lindo por natureza
Deixando para trás a minha tristeza
Dei um sorriso contente
Para a bola de fogo
Que ai rumo ao Ocidente.
É tão bom acordar todas as manhãs,
Abrir a Janela e ver o céu tão azul,
O sol iluminando nossas vidas
Saber, que por mais que o céu
esteja cinza, sem cor e sem vida
Acreditar que há por trás dele,
Um sol que irá brilhar,
Assim que a nuvem passar
É apenas coisa de momento,
E na vida tudo há suas razões!
Abra a janela pra que o passado saia, dê um forte abraço no presente e quanto ao futuro nem dê ideia pra ele pois não te pertence...
O TEMPO E A SAUDADE
O dia rasteja em frente a minha janela,
E o tempo sem pena, me sorri cinicamente.
O vento que sopra em meu rosto, me faz lembrar aquela tela,
A pintura de um beijo registrado em minha mente.
Horas passam e a rua sempre igual,
Nem a chuva em desaviso, me desperta dessa lembrança.
Ainda não sei se me faz bem ou me faz mal,
Essa paixão que me encantou feito criança.
Anoitece e nada muda a minha frente.
Nem o sol e nem a lua, me traz um sorriso sequer.
Há uma saudade que pra tudo, me faz indiferente,
E por dentro desejos ocultos de mulher.
Meu calendário tem marcas diferentes,
Minhas horas são dias, e meus dias impossíveis de contar.
O que quero é a surpresa, o de repente,
A alegria de poder te ver chegar.
Esse tempo inimigo dos meus sonhos,
Parece escalar montanhas impossíveis de alcançar.
Dá um passo para frente e dois pra trás,
Me enganando e brincando de passar.
Ai, céu da janela dos olhos,
como é bonito e azul o teu velar por nós!
Suas nuvens são mãos brancas que benzem,
que mesmo quando cinzas, calejadas,
choram sua chuva santa sobre nossas feridas
e curam...
ALÉM DA JANELA
Resolvi olhar além da janela
Além da minha casa
Além do meu corpo
E lá estava uma passarela
formada de pétalas colorida
O brilho da luz
O grito da vida
O cântico dos pássaros
Crianças brincando
Jovens festejando
Idosos caminhando
Sob o espaço azul.
Além da janela
Estava lá
A aquarela
A espera do pintor
Era momento da escolha
Era momento da ação
Sair de casa
Ir além do corpo
Criar asa
Abrir a janela
Voar
Ser feliz então.
Feliz dia das crianças pra quem tacava papel molhado em onibus, jogava aviãzinho de papel da janela pra ver até onde ele ia, pra você que brincava na rua até altas horas e chegava sem um chinelo sempre, pra você que fazia amizade com o cara da padaria e ganhava bala chita, pirocoptero, e pirulito da lingua azul, pra você que retirou as rodinhas laterais da bicicleta,porque já se sentia adulto pra andar sem elas! Você teve infância!!! Parabens!
Palavras me colorem e me escrevem. Olho pela janela e entendo.
Apesar de difícil, é o meu mundo minha vida...Quando a gente percebe já é noite.
E o céu, se está disposto a falar...Eu carrego comigo uma caixa mágica onde eu guardo meus tesouros mais bonitos... Tudo aquilo que eu aprendi com o tempo e que vento nenhum leva....E eu vivo assim... No caminhar com as estrelas...
A janela da minha vida anda meio embaçada. Faz frio lá fora. Queria eu poder juntar minhas forças e encontrar braços que me aqueçam. Mas eu cansei. Ando meio cansada. Tudo é meio que do nada, meio sem querer, meio sem sentido. Mas entre meios, inícios e finais, a espera ainda é eterna. Faz frio lá fora. E ainda assim, fico na esperança de que o meu olhar consiga entender pra que lado devo ir. Os desenhos que minha mente traça nessa vida continuam sendo linhas duvidosas, linhas sem sentido, linhas que ainda não consegui ler. Esqueço-me de que as coisas podem ser muito mais difíceis que agora. Esqueço-me daquilo que me faz mal. E sem medo, abro a janela e deixo o frio entrar. Deixo o vento mexer cada fio dos meus cabelos. Deixo que a brisa suave me toque. Faz frio lá fora. Mas comecei a acreditar que o frio é um pretexto de que por mais trêmulo que meu corpo esteja, esse é mais um motivo pra eu não deixar de procurar. De me procurar. Mais um motivo pra seguir o caminho eterno até encontrar algo ou alguém que me aqueça. Faz frio lá fora e por isso, eu sigo, eu fujo, eu corro o mais rápido que posso e pra me confortar no calor dos teus braços.
Te falei da minha janela aberta?
Está ali sempre no mesmo lugar,
às vezes me faz voar por ela,
outras se fecha e a lágrima cai.
Olho a chuva cair através de minha janela, simples, leve, calma e o que me vêm a todo instante projetado em meus olhos, afogando-se entres as infinitas lágrimas é o filme inacabado que vivemos. Queria me livrar desse episódio que me confunde, me chateia, porque sei que eu poderia ter sido mais paciente, flexível, positivista, mas agora é tarde para o “final feliz” desejado. Não culpo você, nem as pessoas que cruzaram nossos caminhos, culpo a mim mesma. Como fui boba em deixar o AMOR pegar o trem e partir. Contudo, mais tarde, o vi voltar, me encantando como nunca, mais intelectual, revolucionado, único, e quando fechei meus olhos, por um segundo, ele dobrara a esquina indo à outra direção cultivar a paixão que não conheci.
