Sinto falta do meu Passado
Às vezes sinto-me tal qual
Esse papel em branco
Sobre o qual
Me arrisco, sem sucesso, a pintar
Um bem-te-vi.
Quando isso me ocorre
Imagino-me passarinho
E tudo fica muito belo.
As vezes nos machucamos por falta de vigilância, ou persistimos em algo que insiste em nos prender no passado. E a vida passa como uma corrente de águas, ou seja o tempo e muito precioso e não volta atrás. Ele corre como o vento! É necessário sabedoria para conduzir a vida! Pois se não a perderemos sem ao menos desfrutá-la!
Falta tempo, e coragem para te dizer. Talvez seja razão. E sobra medo. Como posso chegar e dizer que não consigo te ver sorrir com outras garotas por aí. Que me sinto tão a vontade com você do meu lado. Pra ter ideia, me sinto muito a vontade de me mostrar sem maquiagem.
Quanto mais beijos conheço, mas tenho a certeza que é o seu que eu quero sentir todo dia. Pode vim quem for, pode ir quem já foi, liberta esse coração amedrontado por um amor passado.
Sabe quando falta apenas uma página para vc terminar uma história, que já não está mais fazendo sentido vc nem estar lendo o livro pq a história não contribui?
Então liberte o livro juntamente com a mesma história para ficar com as mãos livres para ler uma história mais favorável e feliz como você merece.
Tem história que não sai do lugar enquanto existem outras te aguardando para viajar em plenitude.
Louise Figueiredo
Chegará o momento que vamos olhar para trás e vamos sentir falta de tantas coisas
que fizemos e que nesse momento não será permitido que façamos. Quando o tal momento chegar, certamente iremos chorar pelo fato de que deveríamos ter
feito todas essas coisas de forma mais intensa. Vamos lamentar que deixamos
de ter viajado mais, ter namorado mais, ter beijado mais..., pois se não temos a oportunidade de beijar todas as pessoas que temos vontade, ao menos devemos
beijar com maior intensidade aquelas que nos permitem uma troca de carinhos.
Aquela pessoa que tanto admirávamos, cuja companhia era indescritível, veremos
que está distante e os momentos com ela vividos foram de tamanha importância que ficaremos angustiados por não termos ficado em sua companhia por mais tempo.
Portanto devemos fazer sempre, de maneira intensa, tudo aquilo que é salutar e
nos é permitido. Fazendo isso, chegaremos aos dias finais com o coração aliviado
e feliz por ter feito coisas boas e gratificantes. Não podemos permitir que o futuro
nos recrimine por termos deixado de fazer aquilo que tínhamos vontade e que nos omitimos. Agindo dessa forma jamais seremos condenados pela nossa consciência”.
É falta de sensatez sofrer por aquilo que não podemos mudar. Às vezes, o melhor é esquecer e preocupar-se com aquilo que está em nossas mãos, no nosso presente nós podemos fazer a diferença e fazer diferente...
Falta-me ar
Penso mal, entre transparência e escuridão,
Mas é só a velha nostalgia de hoje,
Sufocando meus pulmões
Não sei de onde respirar
Penso bem, e acabo escolhendo o amanhã
Ao ontem empoeirado
Penso melhor
E percebo
Talvez a poeira do caminho
Possa me ajudar,
Caso eu me perca.
Não, eu não estou sentindo sua falta. Talvez ontem eu tenha sentindo, talvez ontem eu tenha chorado, talvez ontem eu tenha até sofrido... Mas hoje, hoje eu estou super superando, eu estou seguindo! Então não venha atrapalhar o meu hoje, você já fez bagunça de mais no meu ontem, e meu hoje já pertence alguém que sabe valorizar cada momento. Então siga seu hoje com com a certeza que eu fiquei no seu ontem.
Tudo é diferente agora, cada um com sua vida e consequências. Hoje com sua falta me pego pensando em quão bom seria nossas vidas juntas, mas o que resta é apenas pensamento.
Pobre poeta!
Mal sabia à questão
Que no mundo de hoje
Falta interpretação
A mente é pequena
Só grava um Refrão
"Chora meu caro"
Porque "na raba toma tapão"
Diante da falta capacitação de conhecimento, de entendimento e consumo fácil de uma plateia heterogenia para entender o sentido e o objetivo do novo, a nossa esfera criativa atrofia e retrocede a sucessos passados, onde o brilhantismo não corre risco de ser mau interpretado pois recontamos historias felizes com uma nova roupagem de tristeza insólita, que não será percebida e nem terá sentido como tão bem fez por seu exato sentido, da vida no passado.
A falta de boas novidades incorre o jovem fora de hora relembrar velhos sucessos que não são seus e sim dos anos dourados de seus país.A falta de inventividade incorre em velhas histórias, novas re-leituras de sucessos passados que não se arriscam de nenhuma forma na possibilidade de dar errado.Que os Deuses nos perdoem por estes tempos de tão poucos movimentos e muitas sombras.
EU VOU SER BREVE
Eu vou ser breve por estar saudoso
De tanto que a tua falta me é sofrer
De tanto que me fiz um aturado ser
Eu vou ser breve, neste ato fragoso
Nos meus versos fui um desejoso
Poetando afeto, mimo, podes crer!
E, na minha poética o doce querer
Dos beijos, aquele mais formoso
O olhar você já tem, é só me olhar
E a prosa é sedutora, vai sustentar
Uma poesia com amor é sentimento
Então, qual o porquê da provação?
Em nós o alvor é de tanta sensação
Te quero! ... mais a cada momento!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
13 de maio, 2022, 19’19” – Araguari, MG
GORJETA
Eu sou aquele que no amor é perdido
eu sou o que no fado me falta aporte
sou esse da desdita, e nesta tal sorte
sou a contramão, a solidão desmedida
A sombra no meio fio da cara vida
e que no devaneio perdeu o norte
que fica no vagar num choro forte
rascunhando a chaga tão dolorida
Sou aquele que no silêncio habita
Sou pôr do sol sumido, desprovido
Sou aquele que na ilusão orbita
Sou talvez o ideal de alguma dita
Quiçá a que o rumo me é devido
Quem sabe uma gorjeta merecida
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/10/2020, 16’19” – Triângulo Mineiro
IMPRECAÇÃO (soneto)
Se por falta de inspiração, numa furna escura
Me vejo adormecido no vazio e na imprecação
- Agora, solitária e inerte, cheia de amargura
Minha poesia suspira e rascunha sem demão
E, em versos tortos e com uma certa loucura
Devaneia nas linhas sem qualquer emoção
Onde o silêncio escreve agonia que tortura
Em trovas choradas e sangradas do coração
Maldita sejas pelo lampejo sem sentido
Pelo vão que toma conta do meu prover
Pelo romântico versejar no falto perdido
Pelos amores deixados sem deles ser
Pelo prazer que passou a rimar doído
Pela poética essencial tirada do viver
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
24/06/2020, 10’43” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
SONETO SÓ
Eu tenho pena da solidão
Tão só, tão falta, tão “inha”
Coitadinha, vive sozinha
Chorando na submissão
E tal como a erva daninha
Arrasta o ventre pelo chão
Em uma triste e nua ilusão
Que revés, catástrofe tinha
Ai nessa pesada frustração
Tem tristura na entrelinha
E um vazio oco no coração
Então, ô aflição, pobrezinha
Contigo pranteia a emoção
Soluçando a solidão minha
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Dezembro, 2016 - Cerrado goiano
