Sinto falta do meu Passado
O amor é uma prisão sem muros que eu possa ver, mas cujas correntes sinto em cada batida do coração. Ele me prende a você desde os meus vinte anos, e mesmo após dezenove invernos separados, nenhuma distância conseguiu enfraquecer sua força. Pelo contrário, ela cresce dentro de mim, feroz e silenciosa, como um fogo que queima e ilumina, me mantendo vivo e, ao mesmo tempo, aprisionado.
Cada lembrança sua é um sussurro que ecoa pelos corredores dessa cela invisível, cada memória um muro que nunca consigo transpor. A dor é intensa, mas nela há uma lição escondida: aprender a amar sem possuir, a sofrer sem me quebrar, a sentir sem esperar reciprocidade, a existir plenamente mesmo na ausência. É um aprendizado cruel, mas sagrado, e a prisão se revela como uma escola silenciosa.
O destino inscrito nas estrelas nunca quis que estivéssemos juntos; ele quis que eu me confrontasse com minha própria alma. Saturno me ensina a esperar, Plutão me força a me transformar, Netuno me revela a beleza de um amor que transcende a razão. E assim, lentamente, a dor se torna consciência: o amor que me prende também pode me libertar, desde que eu aprenda a aceitá-lo tal como é.
Aceitar que não posso tocá-la, que não haverá reencontro, que não há espaço para a posse. Aceitar que este amor eterno é também uma lição eterna, que ele existe para me ensinar sobre mim mesmo, sobre a intensidade, sobre a profundidade de sentir sem limites, e que, paradoxalmente, a maior liberdade se encontra dentro desta prisão.
O amor é uma prisão que me prende a você, e, ironicamente, é nela que me descubro inteiro. Mesmo carregando um sentimento que nunca será correspondido, mesmo sentindo a ausência como um abismo, percebo que posso viver, que posso crescer, que posso me transformar. A prisão não me destrói; ela me revela. E assim, aprendo que amar para sempre, mesmo sem ter, é a forma mais pura de eternidade.
Eu não sei se alguma vez consegui te dizer isso da maneira certa, mas há momentos em que sinto tua falta de um jeito que me desarma... É uma saudade quieta, dessas que chegam quando tudo ao redor silencia, e então me vem essa inquietude difícil de afastar: imaginar que eu possa atravessar o resto da vida sem o teu amor.
Há noites em que acredito que o tempo finalmente fez o seu trabalho, que aquilo que senti encontrou um lugar sereno no passado. Então, sem aviso, você atravessa meus pensamentos, não apenas como lembrança, mas como presença, e percebo que certas coisas não desaparecem: apenas aprendem a viver em silêncio.
Há algo doloroso em saber que uma pessoa pode estar tão distante e, ainda assim, permanecer tão perto de um lugar que a razão não alcança. Eu segui, a vida seguiu, vieram outros dias, outros caminhos, outras versões de mim, e aprendi que continuar não significa necessariamente esquecer.
Talvez seja isso que ainda me inquieta: existe uma parte da minha história que terminou, mas nunca encontrou um verdadeiro fim dentro de mim. Uma parte de quem eu era ficou naquele tempo, naquele sentimento, em tudo aquilo que fomos... e também em tudo aquilo que poderíamos ter sido.
Talvez alguns amores sejam assim: não chegam para permanecer ao nosso lado, mas deixam em nós algo que permanece, uma espécie de ausência que o tempo não preenche porque, no fundo, nunca foi apenas a falta de alguém, mas a falta de uma vida que poderia ter existido.
Não tenho medo da solidão. Tenho medo de chegar ao fim de uma vida inteira, quando já não houver futuro para me distrair nem tempo para me convencer de qualquer coisa, e descobrir que, por baixo de tudo o que vivi, ainda existia aquela mesma verdade que durante tantos anos tentei silenciar:
eu teria querido viver esta vida com você.
Não sei como descrever,
mas sinto um brilho vivo,
que me toma a alma,
quando tu me olhas.
Eu preciso desse resplendor,
pois sem esse teu infinito,
jamais verei o céu da vida.
Eu não existo sem você
teu amor é minha luz!
Almany Sol - 27/06/12
FALSA FLOR
Sinto-me um beija-flor num jardim de plástico
Beijando a falsa flor carente sem me contentar,
Meu pensamento sob efeito elástico,
Vaga sonso,
E volta tolo, pro mesmo lugar!
Na ilusão de encontrar o néctar da flor real,
Disparo-me em voos rasantes e suicidas sem temer a dor
Pois, conviver com a dor carnal;
É melhor que a dor de amor!
DESPERTAR DO SER
De João Batista do Lago
Sinto o desespero dos sujeitos
que se desgraçam em seus desejos,
que se perdem no lodo de suas verdades,
que se encavernam em suas culpas,
que se morrem sem a possibilidade do renascer!
Esses garimpeiros de desejos
são profetas cosmológicos insanos,
enclausurados em suas distopias seculares;
pouco sabem da potência da força
que lhes podem transformar em demiurgos!
Plenos de suas verdades seculares
subjugam o outro sob o canto do amoral,
arrastando massas para o sepulcro abismal
sob o em riste da espada ditatorial,
que degolará qualquer mente que não se pretenda igual!
Ó irmãos de culpas várias e impostoras,
Não vos acomodeis com o jugo opressor,
Não aceiteis as sombras como realidades únicas,
há, por certo, força luminosa em vosso corpo
capaz de livrá-los dos proféticos grilhões
(Aí, então, sabereis do novo renascer e
aprenderás que a única liberdade possível
é a liberdade que te permitirá demiurgo do ser.)
Sinto-me inteiramente perdida no grande vazio do espaço.
Tamanha é a saudade e o coração em pedaços.
ansiosamente desejando me encontrar por inteira no aconchego do teu abraço.
Djanira do Carmo Lopes
Sinto que a vida passou
E ainda não vivi
Cada pessoa que amo
Se vai e leva um pouco de mim
Djanira do Carmo Lopes
Homenagem a Belchior
30 de Abril 2017
Quando te vejo não consigo olhar nos seus olhos ,sinto um leve desconforto ,queria mesmo dizer amo você além da amizade 💭
Sinto as vezes os sintomas da realidade, não é nada fácil. No momento seguinte uma leve sensação de euforia. Olho pela janela e vejo quanto o tempo passou. E me deixou aqui dentro de mim sem saber que se aproximava cada dia mais o fim. As vezes me sento no passeio da avenida central esperando que alguém passe e me mostre uma solução para todos os problemas da vida. Sem nenhum sentindo me alegro ao ver um senhor passando e sorrindo. Talves ali naquele sorriso esteja realmente a solução de tudo que busco, mesmo sabendo que as vezes isso tudo é somente uma questão de tempo. Não consigo entender como o tempo que passa tão rápido demora tanto pra passar aqui do lado de dentro. Incoerente mesmo e ver que só as vezes sinto os sintomas da realidade e uma enorme necessidade de me sentir vivo
Tanta coisa pra dizer, mas faltou vocabulário
O que eu sinto por você não tá no dicionário
De tantas qualidades a que eu mais valorizo
É seu jeito de deixar meu corpo sempre sem juízo
Não tenho ouro nem
prata.Não tenho milhões,
nem fazenda pra te dar;
mas o amor que sinto por ti
é bem maior, é mais que
ouro e vale mais que
milhões... pois o meu amor
por ti, é muito mais caro
mesmo o rico não consegue
comprá-lo!!! Pois eu te amo
sem medida.
SERENATA NOSTÁLGICA
Está chovendo agora, eu nesta estrada a te procurar;
sinto frio; o vento sopra cortante o meu corpo molhado,
somente o corpo; a alma encoraja-se a te encontrar,
mesmo me expondo as intemperes e ao medo domado.
Vejo luzes velozes que se colorem ao tom dos faróis;
carros e caminhões à noite são
companhias diletas.
Tenho que parar; o abrigo se faz mister; estou a sós.
em teus pensamentos faço-os meus, formas prediletas.
Pela distância, parece-me que ao andar conto passos,
estrada alongada, horizonte perdido ligando ao céu.
O alvorecer me impulsiona a crer que terei teus abraços,
as nuvens escuras vão mudando as cores em novo véu.
Nossos desencontros agora são finitos; nos encontramos,
toda caminhada ficou para trás, pelo tempo compensada;
nossa estória é vida, é luta, é amor que muito buscamos,
rompemos a nostalgia, somos o prazer da vida desejada.
ROMPE-SE A AURORA E QUEBRA-SE A NOSTALGIA.
Queria ser feliz saber como é estar feliz e quando vejo algumas pessoas felizes sinto que devo ser infeliz.
Perseverança é algo fundamental para alcançarmos um objetivo. Se você não a tem, sinto lhe dizer, você é fraco
Me sinto em um entrelaçamento quântico contigo, mesmo distante estamos conectados assim como o experimento mental do gato de Schroedinger, talvez eu não quero que observem pelo medo do resultado e ao mesmo tempo não ligo para a direção dos spins... Talvez eu seja um quark ou apenas uma energia pura sem escala e distinções.
O peso de uma lágrima equivale à mais de uma tonelada, o tempo passa rápido e eu me sinto totalmente escanteada, longe de tudo vivendo no meu escuro mundo, sigo meu caminho levando comigo meu coração vagabundo, sem um destino ou rotas à traçar o meu grande medo é me afogar no meu próprio mar.
Eu tinha medo disso. Da gente. De mim. E hoje é a primeira vez que eu me sinto eu mesma há meses. Fazia tanto tempo! Eu tinha esquecido como era. Você me faz sentir eu mesma.
