Silenciar
Silenciar a alma nem sempre acalma
E quantas vezes você segurou o choro, a opinião e tudo o que te magoava?
Quantas vezes deixou acumular detalhes que te incomodavam numa relação? Não disse o que pensava, muito menos o que sentia por medo de ocasionar problemas maiores?
Quantas vezes você pensou que o silêncio fosse a melhor decisão?
As vezes o silêncio é uma burrice, ele aborta explicações, clareza. Acumula mágoas e rancores, ele fere e adoece emocionalmente muita gente.
O Silêncio é um remédio que controla a doença, mas ele não evita acidentes.
Silenciar quando se deseja gritar não é fácil, mas não há dor que o tempo não cure, não há oração que Deus não responda e nem silêncio que dure para sempre.
A isso eu chamo de milagre, a delícia de sorrir e sentir no coração a alegria de que o deserto tem prazo de validade e é no deserto que Deus nos ensina quão valioso é o silêncio sentido no íntimo de nosso ser.
E assim, grata a Deus, já não sou silêncio, sou gratidão!
A voz do poeta
Um dia todos irão silenciar,
Faz parte do processo da vida.
A voz do poeta pode até se calar,
Mas num breve instante ela será ouvida.
As palavras falam, encantam, são eternas...
Quando do poeta penetram no coração.
E sentimentos antes esquecidos, nelas!
Transformam-se em fortes emoções...
Fazem revivermos sentimentos de amor.
As palavras mexem profundamente;
A natureza influencia com louvor;
Junto ao poema quase inocente.
A palavra tem voz e traz emoção.
As palavras do poeta são líricas,
Tocam no profundo da alma e coração...
São elocuções estilosas e lindas!
Essa sou eu!
Por muito tempo eu quis aquietar a minha alma, silenciar meu coração e me enganar fingindo que poderia existir um tempo pra que as minhas palavras não fossem mais sufocadas, e meus pensamentos pudessem ser expostos libertando minha mente da prisão em que sempre viveu, escondendo de todos e de mim mesma o conflito interno da minha real existência.
O silêncio ensurdecedor levou minha alma a solidão, sufocou meu coração, me obrigando a encarcerar meus pensamentos, em defesa de mim mesma devido o medo de conhecer meu Eu oculto.
Mas tomei a decisão de romper as grades de minha prisão, dar liberdade a minha alma, não esconder meus pensamentos.
Hoje decidi superar meus medos, não dar ouvido as críticas, me reservo o direito de ser quem sou, sem traumas passados, sem dores que me machucaram por anos.
Não sou perfeita, nunca busquei a perfeição, apenas uma mulher que cansou de viver enclausurada dentro de si mesma devido as normas impostas por uma sociedade que vive uma hipocrisia.
Não me escondo atrás de normas impostas por hipócritas, respeito a todos, mas vou exigir respeito de volta, fica quem quiser em minha vida e saí quem eu desejar, não nasci pra agradar aos outros e sim a mim mesma.
Não obrigo ninguém a nada, e se me perguntarem quem sou:
Sou Mulher
Sou livre,
Sou guerreira,
Sou mãe,
Sou esposa,
Sou apaixonada por mim,
Sou amante das palavras,
Sou o reflexo de minha alma,
Sou uma fera indomável,
Sou também instável,
Sou sonhadora,
Sou lunática,
E daí? Falei! Eu sou assim e pronto, gosta quem quiser, caso contrário problema de quem não gostar.
Talvez eu seja a mistura de todos os sentimentos, mas sempre serei fiel a mim mesma, guardo princípios que são raridades, mas me guio e guiarei sempre pelo amor e respeito ao meu próximo.
Hoje, eu bato de frente e se eu cair, levanto mais forte.
Hoje o chão não é mais a minha morada, pois aprendi a ficar em pé.
Passei a voar sobre os outros, sem nada a temer assim como fazem as águias...
Procurando...
Eu procurei qualquer coisa,
mas não era qualquer coisa
que me faria silenciar.
Abri a porta dos fundos
e soltei os fantasmas
que não desejavam mais
aquele escuro pertubador.
Voltei e sentei ao lado da lareira
que queimava papéis
com cheiro de mofo
e sem valor algum.
Bebi outro copo de vinho
e voltei a escrever o quinto capítulo
daquele interminável conto.
Quebrei meu silêncio
com notas de uma música
ao tocar as teclas do piano
que pedia afinação.
O dia amanhecia e resolvi caminhar,
a insônia, foi junto e juntas,
vimos o sol nascer.
by/erotildes vittoria
Silencie...
pratique o ato de silenciar..
principalmente quando tudo parece desmoronar..
diga a si mesma...( o).
não me importo..
pratique o desapego..
Comece a sorrir,
inverta situações..
Entre em sintonia com o DIVINO, amor de DEUS.
Extravase,
cante,
caminhe,
observe a beleza do inverno..
Você sabia que,
quando as nuvens estão escuras,
a chuva vai cair limpa e pura...
Diga,
não me importo..
se eu tiver que pisar em pedras..
porque a qualquer momento vai acontecer...
Quando chegar perto de realizar, esse sonho,
você irá tremer..
você vai sentir..
como a primavera sente...
desabrochando..ramos viçosos
e flores belas de todas as cores.
depois de passar um longo inverno.
Vai sorrir feliz ,
quando o 'sol", nascer dourado com os pássaros cantando
ao teu lado.
E a qualquer momento vai acontecer.
Tudo vai mudar..
você vai ver!
..
-Na vida existe vários momentos. O de falar, o de agir, o de observar e o de silênciar. Quando você silência nem sempre significa que você não se incomoda com as pessoas...Não! O silêncio quando provém do amor é a busca para soluções. Para uma prece é necessário, harmonia e paz interior... assim é a vida. Quando o mar esta revolto...você não se aquieta e observa? Uma prece com gritos e afobamentos.... Me desculpe ...mas... Ninguém precisa chegar ao Pai afobado ... Ele sabe todas as coisas. Confie e o Céu te ajudará... -DG
O QUE RESTARÁ DESTE POEMA?
O que restará deste poema
quando a boca silenciar?
Quando a mão trêmula
cansada, desnorteada
não conseguir o papel segurar
o que restará deste poema?
Ainda que haja vida além
que faça reviver, suscitar
como lê-lo sem se importar
com o próprio sentimento
se a escrita é triste, singular?
Como saber conciliar
vida, tempo, envelhecimento?
Quando a precisão do tempo
tomar de assalto o momento
e, percebendo-se a fragilidade
do corpo, d'alma, da mente
o que do poema permanecerá?
O silêncio do adeus?
a dor, a tristeza, a saudade?
Ou a última lembrança do desejo
incapaz de poder versejar?
Prazer pequeno
ouvir o mundo
Prazer pequeno
silenciar
Prazer pequeno
dançar na chuva
Prazer pequeno
andar descalça
Prazer pequeno
beber um vinho
Prazer pequeno
sorrir sozinha
Prazer pequeno
comer
Porque o grande prazer
é viver!!!
Silenciar... Sim... Será melhor... Só observar, refletir e continuar em silêncio. Quando a luz não é aceita, sopra-se as velas.
Um dia todos irão silenciar, faz parte do processo da vida. A voz do poeta pode até se calar, mas num breve instante ela será ouvida.
Silenciar
Eu tenho ficado muito quieta. Calada, em silêncio. Silêncio na boca e no corpo. Meu maxilar, acostumado com o tanto dizer, dói por tanto ficar imóvel.
Tenho aprendido muito na quietação:
- É preciso colocar um pano no chão quando for passar roupa, a água do ferro de passar fica pingando.
- É preciso varrer o chão após limpar a caixa de areia porque os farelos da areia se espalham por todo lado.
- É preciso secar a bancada depois da tampa da panela ser colocada lá, o vapor molha.
- É preciso ouvir mais os outros, e somente ouvir. (Muitas vezes as pessoas não precisam de respostas, somente de ouvidos atentos)
Quando silencia-se a boca, a mente começa a trabalhar mais e mais depressa. O coração sente mais e bombeia melhor o sangue. O corpo aprende a ouvir o próprio corpo e a consciência desata os nós das suas asas.
Os poemas passam a fazer sentido.
A música toca o sistema nervoso.
Com muita calma, antes de dizer bobagens, a boca - que antes era órgão auto-suficiente - agora concilia seus desejos faláticos com a língua, com os dentes, gengiva e cérebro.
Minha boca, de fato, nunca foi boca de dizeres bons. Aproveitava-se da carência, e lá deixava seu sermão, sem ao menos ser convidada para tal.
Meu músculo mais forte sempre foi a língua que em um complô envenenava cabeças, olhos e aortas.
A mão tentava escrever, mas a boca falava, não deixava calar a voz, nunca! E os textos, todos pequenos, com cara de mal acabados ou mal pensados, eram só uma pequena amostra do que a mão podia fazer.
A boca não se abre. O maxilar ainda dói severamente, mas a alma agora respira, agora permite a manifestação da existência, silenciosamente.
A boca agora só diz o pontual, somente diz o que o coração e a mente aprovam ser dito.
Há muita clareza nos sentimentos e no mundo exterior. Há compressão no mundo dos outros. Muda, a boca sabe se expressar melhor quando diz.
O que há boca? Tem medo do mudo? Tem medo da compreensão, restauração, modificação, rotação, translação e emudamento completo? Tem medo que os lábios se colem e nunca mais se abram por falta de exercícios?
Você não vai morrer ou atrofiar, você apenas está aprendendo a lidar com uma faceta sua que você mesma escondia; continue fechada, calada.
Você ainda pode cantar, mas somente boas canções, caso contrário, vai se manter fechada!
Você boca, é mais um pedaço meu que preciso controlar, assim como controlo meus sentimentos.
Controlo minha mente pra poder controlar você. Controlo minha carência, minhas vontades e receios.
Controlo todos os meus recheios para que você não seja leviana, abusada, indiscreta, indecente e folgada.
Você quer parecer que sofre com a mudisse obrigatória, mas a mudança tem libertado você. Os ossos da face andam menos desgastados.
Eu, realmente, tenho adorado a experiência do silenciar.
Muda eu mudo.
