Shakespeare sobre o Amor Soneto 7

Cerca de 262274 frases e pensamentos: Shakespeare sobre o Amor Soneto 7

SONETO CAIPIRA

Fogão de lenha na poesia a poetar
Panela a chiar, vastidão pela janela
Cheiro da noite no negror sem tramela
Desprendendo olor na roça aformosear

O entardecer se tingindo de canela
No céu estrelas soturnas a navegar
Em uma sensação de paz, de amar
Amassando jeito matuto na gamela

É só silêncio, cigarro de palha a pitar
Saudade esfumaçada na luz de vela
Arando sensos num canoro devanear

Depois, uma pitada de solidão donzela
Acalentando as lembranças a revigorar
Ah, gostoso a vida caipira na sua tutela

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO DA RAZÃO

Na prepotência do querer ser altivo
Que arde na desavença em chama
E queima no ódio que não se ama
Acinzentando num desafeto cativo

É um tal sentimento insano, adjetivo
Que então contamina a alma na lama
Do egoísmo, que o zelo nunca clama
O acolher nos abraços, e ser passivo

Que devoto tanto, esse, que flama
A injustiça, num arbítrio explosivo
Tiranizando o viver em um drama

Onde há razão no ato opressivo?
Quando o Verbo, oferta proclama:
- Amar com amor para estar vivo!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

CAUSA (soneto)

Ah soneto porque agruras quer poetar
No diálogo da ledice com a amargura
Nem tanta alegria, nem tanta tristura
Sou devaneador que se põe a sonhar

Se o rimar então chora porventura
Também riem nos versos ao cantar
Tenho o céu e o cerrado pra inspirar
E o amor no coração, principal figura

E neste motivo vai o meu caminhar
Veloz ou lento, moldo está escultura
Desenhando o fado no ser e no estar

Então, antes que tudo seja ventura
Completo a lacuna com meu olhar
E no tempo, vou cingindo a costura...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO PASSADO

Nem o tempo pode voltar
Nem ninguém tal querer
O passo dado vai varrer
O passado no caminhar

Se quiser voltar e ver
Saudade irá encontrar
O ontem perdido no ar
E a vida sem se viver

No olhar, o velho e tal pesar
No coração, revés a abater
E a alma sem se transformar

Então, sigamos no outro ter
Pro vário podermos amar
Passar... um novo alvorecer!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

IMORTALIDADE DA SAUDADE (soneto)

Saudade: tal como uma faca crivada
Na alma, abrindo em uma agre fenda
No coração nostálgico, rude moenda
Sonial, insiste tirana com vergastada

A tua dor foi concebida em oferenda
Ao peito, e fazendo de sua morada
Brinda com a melancolia em prenda
A sofrença da lágrima esbravejada

Imorredoura, se mantém sem venda
Reencenando num tudo, num nada
No silêncio duma esvaecida legenda

Sempre renascendo, e tão indesejada
Porém, é proposta de pouca emenda
E de imortalidade no dissabor estacada

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

UM SONETO DE GRATIDÃO

Sabendo que o verde nos provém a vida
E que a alvorada nos desperta
Enrouquecemos com silêncio de injustiça
Mesmo quando o bom senso impera

A gratidão é o percalço do homem
Que se contenta com a necessidade atendida
Que se desgrenha quando a mão amiga some
E que ignora quando a mesma lhe é servida

Sou grato a gratidão que me agradece
Sou grato a quem de mim caminha perto
Sou grato a quem me inspira um simples verso

E a quem minha alma enriquece
Agraciado sinto quando me amanhece
Esse sentimento que a tanto prezo.

Inserida por XiuuThiago

Soneto Poesia de Homero...

Quem me dera ser como foi Homero
Que fora filósofo e poeta
Coração grande e sincero
D'alma pura e inquieta

Assim também eu espero
Ser um Sacerdote Asceta
Quero tudo com esmero
Quero minh'alma em alerta

Junto ao santíssimo Clero
Mesmo nessa lida incerta
A coisa que eu mais quero

É poder morar em Creta
Assim um dia eu espero
Viver a vida mais reta.

Inserida por ubaldopoetadoamor

O soneto da lembrança
Não tenho lembrança de quem fui..
Nem saudade de quem eu era.

Só me lembro de dois velhinhos de mãos dadas em Paris.. Eu era o velho
Você a poesia,
Suas lembranças eram o ar.. E meu desejo a brisa.. Já tive noites mal dormidas
Perdi pessoas muito queridas...
Sinto pelas coisas que não mudei... Sim.. Eu sinto muito.

@marcosmagno_

Inserida por marcosmagno

SONETO DA GOTA
Uma gota de chuva está caindo em mar aberto,
Ao olhar pra baixo ela vê o oceano imenso,
A cada segundo a gota está mais perto,
De ser engolida por aquele azul intenso.

Diante do inevitável, ela reage afoita,
Reunindo todas as forças para não cair,
Mas quando cai percebe que não é mais uma gota,
É um oceano tão grande que não se consegue medir.

Chorar amadurece, mas agimos como ingênuos,
As lágrimas parecem nos tornar pequenos,
Por isso precisamos manter a farsa.

Mas confie na chuva que tá caindo,
Cada gota vai te querer sorrindo,
Plante somente as sementes, e a colheita será farta.

Rodivaldo Brito em 28.04.2019

Um soneto em seu olhar

Uma tristeza contida
Reconheci aturdida
Quando cruzei seu olhar

Uma profunda ferida,
Abriu-se em dois minha vida
Sem chão, sem teto, sem ar!

Fui eu a navalha afiada
Sem tato, desgovernada
Que perfurou envenenada
Rasgando-lhe o coração?

Quero morrer compungida
Vagando sem rumo na vida
Ressequida, de alma exaurida
A conclamar seu perdão.

Deise Jacques.

Inserida por Pequenosol

Um Soneto Qualquer
Dirá um sábio algum dia
Palavras que não se anulam
Com divina eloquência
Ou similar envoltura

A cultura na penumbra
Essência insurgente
Como um solo transparente
Que não sente mas a chuva

Não há mais resiliência
O rapaz como amuleto
A menina em devaneio

Inspirações em decadência
Não pode virar tendência
Essa seca de cultura.

Inserida por XiuuThiago

Hino à Tarde (soneto)

Do sol do cerrado, o esplendor em chamas
Na primavera florada, entardecendo o dia
Fecha-se em luz, abre-se em noite bravia
Inclinando no chão o fogo que derramas

Tal a um poema que no horizonte preludia
Compõe o enrubescer em que te recamas
Rematando o céu em douradas auriflamas
Tremulando, num despedir-se em idolatria

Ó tarde de silêncio, ó tarde no entardecer
De segreda, as estrelas primeiras a nascer
Anunciam o mistério da noite aveludada

Trazes ao olhar, a quimera do seu entono
Cedendo à vastidão e à lua o seu trono
Sob o véu de volúpia da escuridão celada

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

Soneto meu bem maior

Me faz ser mais
Mais adulta ou mais criança
Me faz ser vida
Mais feliz e mais vivida

Me faz ser alma
Me olha, me acalma
Me faz ser carne
Me ascende, me apaga

Me faz ser gestos
Gestos bobos que de mim, muito falam
Me faz ser mais

Mais um pouco capaz
O teu amor me trás
Mais um tanto de paz...

Inserida por HiastLiz

Soneto de Separação
(Paródia)

Num crescente do meu riso fiz pranto
Ruidoso e franco como a amargura
E das vidas unidas fiz loucura
E com mãos desamparadas fui santo

Num crescente sem calma fiz tormento
Que dos olhos desfiz a última dama
E da ilusão fiz o meu arrependimento
E do sofrimento imóvel fiz trama

Num crescente, não mais que num crescente
Fiz de triste aquela que fiz amante
E de sozinho em que se fiz presente

Fiz de um amigo pródigo o distante
Fiz da vida uma fulgura constante
Num crescente, não mais que num crescente

Inserida por renatogaia

Soneto do Pássaro

Suas asas batem
Os ventos do sul nelas tremem
Breve segundo de luz
É perfeito pra teu corpo , reluz

Uma deusa ou mortal
Pássaro alado ou divino
Tua leveza ti transporta ao paraíso imortal

De longe podes perceber
Que triste não irás lhe fazer
Multi colorido nesse céu astral
Flutua tua beleza nessa aurora boreal

A procura de um canto
Repleto de encantos
Parece humano, na busca de sobrestar seus enganos

Inserida por poetaKM

Soneto da saudade
Quando sentir saudade
respire fundo
e pense duas vezes
Que não é o fim do mundo

mesmo sabendo que não é,
o fim...
olhe para o nada e pense em tudo
tudo que podíamos fazer ate o amanhecer...

saudade daqueles beijos
saudade dos teus abraços
e agora estou aqui sem saber o que faço..

momentos que passamos não terá como esquecer...
saudade daquele tempo
que era só eu e você

Inserida por DeborahSamia123

Soneto do IR

Mandaria-lhe meus versos, mas primeiro, o Leão.
Pode ser sem importância, mas eu lhe direi que não,
Mesmo sem ser milionário, a tarefa é a mesma,
Com recibos, comprovantes ‘tou’ juntando uma resma.

Como ter tranqüilidade pra poder criar poemas,
Se a renda disponível vira fonte de problemas?
Fico sempre no aguardo de uma lei ou portaria
Que tornasse palatável essa grande porcaria.

E assim fico olhando os recibos de escola,
Que juntei naquele canto, sem saber da armadilha.
Eu paguei uma fortuna, o desconto é uma esmola.

Pois, por trás de tudo isso, Everardo e matilha
Se divertem num conjunto que nem sempre desafina
Ao Rachid , com um sorriso legam a tal ‘malha fina’.

Inserida por celsocolunista

soneto do primeiro outono
às estações, diga-se de passagem
digo que podem passar
já que contigo o que sempre resta é aprendizagem
não estarei mais aqui se um dia isso terminar
ainda que demorem a passar as noites sem a tua presença
ainda que a distância tente insistir em indiferença
ainda que as semanas resultem em descrença
é em ti que eu vou estar pensando,
com saudade daquilo que ainda nem aconteceu
é o nosso contato o que eu vou estar imaginando
inspirando tua expiração e concluindo que eu quero, sim, ser teu
passem, sim, mas passem devagar
para que cada segundo a gente possa aproveitar
vou usar o clima do outono como desculpa pra não passar um dia sem te abraçar

Inserida por lyncons

Soneto de Inês

Dos olhos corre a água do Mondego
os cabelos parecem os choupais
Inês! Inês! Rainha sem sossego
dum rei que por amor não pode mais.

Amor imenso que também é cego
amor que torna os homens imortais.
Inês! Inês! Distância a que não chego
morta tão cedo por viver demais.

Os teus gestos são verdes os teus braços
são gaivotas poisadas no regaço
dum mar azul turquesa intemporal.

As andorinhas seguem os teus passos
e tu morrendo com os olhos baços
Inês! Inês! Inês de Portugal.

Inserida por aderito2010

SONETO DE UTOPIAS

Onde vislumbro a utopia
Contudo a plantar quimeras
Como quem colhe poesias,
de todas serás mais bela.....

E planto um pouco de ilusão,
Enquanto durmo falo com elas.
Que delírio poder falar-te então....
A plantar sonhos, colher quimeras.

Que desdita falar com utopias.
O que os sonhos te dizem?
Do que te falam as fantasias?

Pois só quem planta utopias,
Poderá sonhar e falar então,
plantar ilusão e colher poesias.....

Inserida por LBPOET2