Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Triste soneto à morte prematura.
Dirás que a vida cansa em amargura.
No coração digo antes...
Ferida rasgada de uma navalha.
Vai a vida, tão mal gasta.....
Quando eu morrer, eu sei...
Tu escreverás.....
Consciência que nos retalha.
Triste soneto de uma morte prematura...
O desejar, o querer, o não bastar....
Dirás que a vida cansa em amargura..
E, enganado procuras a razão.
Pálido e frio, tu me cantarás.
Que o acaso de sermos,justifique..
Nas quadras, refletido se lerá
De como, vã e breve, a vida expira.
E como em terra funda, dura e fria.
A vida, má ou boa, acabará...
Eis o que dói, talvez no coração.
Que a morte é um mistério...
Onde tudo é fugaz...
Contente por tê-lo escrito bem....
Um triste soneto à morte prematura..!!!
Soneto da Vida
Os dias passam, as noites vão
A vida apenas segue seu curso,
Enquanto fazemos nada senão
Conservar nosso velho discurso
De que tem mais valor o papel
Que as pessoas nossas irmãs,
Que mais vale poluir o céu
E espalhar nossas filosofias vãs
E na solidão deste mundo comunicativo
Morremos passando a vida na internet;
A vida vive nas notícias da manchete
E quando me perguntarem do que vivo,
Poderei dizer que reparei nas cores,
Que vivi, que um dia cheirei as flores
O tempo Sonêto
O tempo passando por mim
o que fazer? vou viver,
no silêncio da noite sem fim.
na penumbra do meu triste ser.
De volta aos tempos vividos,
Que de longe vaguejo no passado,
Que vivi deveras,não foram perdidos,
Valeu,os amores que trago guardado.
Jornada longa,curta pela rapidez,
Em que os anos nos impõe o castigo,
De só viver aqui só uma vez.
Adormeço, e esqueço a lembrança,
foge,um pouco ainda respiro,
vivo a incerteza do que será? e o tempo nos alcança.
SONETO???
Padeço pensando em ti
Que em porto velho está
A saudade dói ao lembrar
Sinto não te-la aqui
Jovem amiga Poliana
Como marca teu sorriso
Arma de fazer amigos
Encanto que almas inflamam
Linda diva flutuante
Entre o rosa e o azul
Tem um ser multitonante
Posso dizer sem pudor
Poliana nobre plebéia
Tens encantante fulgor
SONETO EM J
Já na inalterável condição
Juro a ti não me entregar
Jogo com toda a minha atenção
Jurando por ti não me apaixonar.
Jamais Iracema brejeira
Jeito darei no que sinto
Jarra de amor altaneira
Jovem afável, não minto!
Juntos não poderemos
Jamais esse amor impossível
Jorrar tal qual rio permitir.
Jogaremos então esse vil
Jocosamente no afã do desejo
Jazendo tão febril no porvir.
Soneto ao meu sono
Eita, cansaço pra gostar de mim
Me puxou em um grande abraço
Sussurrou-me como um carrasco:
"- Se acostume, vim morar aqui!"
Eu não havia dado muita atenção
Até quando eu vi o sono chegando
E como uma faca ele veio cortando
Cada pedaço de minha disposição
Enquanto eu sangrava preguiça
Fui lembrando que na minha vida
O café foi feito pra atrasar o fim
Na xícara, tentei ligar pra a insônia
Só que ela já tava era na sua cama
Assim como eu, querendo dormir
Soneto da Triste Eleição
Meu país é minha casa,
Minha gente uma nação,
Mas a derrota que me arrasa,
Vem direto ao coração.
O caráter é algo humano,
Sua base é a moral.
Escandaliza a democracia,
o poder imperial!
O seu nome vem de novo,
Em mais uma eleição,
E vem eleito pelo pobre,
Seus problemas não resolve,
O dinheiro manda e move,
O poder de uma da nação.
Soneto da Eleição
Meu país é minha casa,
Minha gente uma nação,
E a alegria nos invade,
Em uma onda de emoção.
Vejo o pobre prosperando,
De comida e esperança,
Até a escola frequentando,
O adulto e a criança.
Nem só de pão vive o povo,
Mas de sonho e pé no chão,
Em quem voto eu resolvo,
E se quiser voto de novo,
O poder sou eu quem movo,
Pois o meu nome é nação.
Soneto do Passarinho Apaixonado
Passarinho apaixonado.
Coloca o chapéu de lado.
Enche de sonhos uma flor.
Num dia lindo de amor.
Vestiu seu belo terno colorido.
Arrumou bem o seu bico.
Queria boa impressão passar.
Para a namorada ele encantar.
Fez voos rasantes e impressionou.
Um chapéu de flor arrumou.
É para oferecer a sua bela
Pois ela será seu amor infinito.
Cantará todos os cantos mais lindos.
Quando ele pousar na janela.
Nem Sempre...(soneto)
Nem sempre os dias são de azul imenso
E nem todas as noites, enluaradas
Há dias tristes, de cinza chumbo, intenso
E noites de trevas, luzes apagadas ...
Nem sempre a brisa recende a incenso
Nem estrelas brilham enfeitiçadas
Há vezes que até o ar se torna denso
E as estrelas, se escondem, atordoadas...
Os ventos, nem sempre, são alvissareiros
Não conseguem ser, só bons mensageiros
E o sol, nem sempre, o frio da alma, espanta...
Manhãs, as vezes, nascem com nevoeiros
Modificando todos os roteiros
Dos sonhos que o coração, acalanta...
De vez em quando...(soneto)
De vez em quando vem a saudade
De um tempo que era só de nós dois,
Quanto carinho...quanta ansiedade,
Toques ...beijos...e o gostoso depois...
De vez em quando vem a lembrança
De mãos a procura...louca urgência
Em lençóis de seda... nossa dança,
Saciando...um do outro, a carência...
De vez em quando, ainda, sinto no peito
Tua ausência...insana vontade de te ter
Aqui...preenchendo o vazio do nosso leito,
E noite a fora, no teu corpo, me perder...
De vez em quando, mas não tem jeito,
Eu juro que tento, de você, esquecer...
SONETO ACRÓSTICO
RECORRENDO AO ESTUDO E À REFLEXÃO
ELE MUDA A SI E O QUE ESTÁ AO SEU REDOR.
VERSANDO SOBRE FORMAS DE REVOLUÇÃO,
O POETA ESTÁ SEMPRE LUTANDO POR ALGO MELHOR.
LAVRANDO DIVERSOS IDEAIS EM SUA MENTE,
UTOPIAS FLORESCEM EM SEU CORAÇÃO,
CARREGA CONSIGO UMA PRIMAVERA INSURGENTE,
INCONFORMADO, ESCREVE ESPINHOS EM SUA COMPOSIÇÃO.
ODIADO, AMADO OU IGNORADO,
NA SOCIEDADE ONDE VIVE
ATUA FAZENDO SUAS INTERVENÇÕES.
REVOLUCIONÁRIO É UM SER ENGAJADO,
INTERAGE E SOBREVIVE,
OUSANDO TRANSFORMAÇÕES.
Soneto ao Luar
Sempre sozinha tão solitária
Às vezes brilha intensamente,
E outra se esconde timidamente
Lá em cima em monotonia.
Poetas se expressam sobre ela
E por sua causa são escritas
Tantas e tantas poesias.
Mas lá no céu a luz não é dela
Que seria dela se não fosse o sol?
Não serviria nem como farol
E pouco a pouco seria esquecida
Lá em cima não seria percebida
Nem tão pouco, apreciada seria.
Nem este soneto, eu escreveria.
Sua beleza esta em sua forma,
Não em seu brilho inexistente.
Como pode a lua se comparar a uma estrela?
Soneto da descrição
Objetos sobrevoaram teu espaço desfrequentado
E encontraram dificuldade de se localizar.
Um lugar inóspito e de todo calado
Faz do ímpeto da volta um nunca desejar.
És a pedra que impede a viagem pro além-mar
E o abismo que desponta a queda do alambrado,
Como a gravidade da nota mais baixa a ecoar
Que não é suficiente para deixar o seu recado.
Uma vez entendido, tua cor é o vermelho
Invasor das moléculas de puro louvor
Das fontes que emanam do fundo do espelho,
Dos sentidos que agregam o mais forte ardor
Que acalenta as almas com o nobre conselho
E vislumbra os corações com teu sangue esplendor.
Soneto da Irônica Vida
Acreditei que nada no mundo me abalaria
Nada comprometeria minha estrutura
Achei que sendo forte, a tudo eu enfrentaria
E garantiria assim a minha paz futura
Porém a vida sabe ser irônica ao extremo
Onde julguei morar minha maior resistência
Ali mostrou o quanto seu poder é supremo
E você alterou do meu coração a cadência
E perdi a força para lutar, fui vencida
Tombou alvejada a guerreira destemida
Perdi a guerra, aceno a bandeira branca.
Mesmo relutante e pressentindo mais dor
Não tenho como negar, serei franca
Ironia da vida, descobri em ti o amor
VISITA (soneto)
Nos paralelepípedos das calçadas
Leio os versos do viver de outrora
Meu, rimas sinuosas e poeiradas
Numa memória tão fugaz e sonora
Vou sozinho, outras as madrugadas
A trama diferente, e outra a hora
Outros destinos, e outras estradas
Desassossegado, o que sinto agora...
Choco na linha da vida, nas esquinas
Fico calado. Desfaço o laço de fita
Do fado. Tem cheiro de naftalinas
Corri ao encontro da velha escrita
Sorri, falamos, ofegantes narinas
Segui andando, na revinda visita...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/05/2020, Triângulo Mineiro
O BEM (soneto)
Sim, no vaivém
de querer ser alguém
Sei de sobra
que a vida cobra...
Sei, que ir além
requer ser, também!
Ser, o que o jeito dobra
e ter mão a obra...
Sei, enfim, que
todo tem porque
e tem porém...
Contudo, a vida
se tem amor de partida
o propósito terá o bem.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20/05/2020, Triângulo Mineiro
SONETO VAZIO
O quê ter sem pertencer
o teu sentir de explosão
em mim p'ra poder ter
ao meu ser seu coração?
O quê ter sem pertencer
a tu'alma sem que vão
de intenso o seu prazer
viver d'amor à imensidão?
O quê ter sem o sentir
em mim o explodir
tua paixão ao peito meu?
O dia se vai e a noite vem
No teu sonhar meu bem
sem o pulsar do cerne seu.
SONETO D’ALVA
Ao luzir d’Alva, vejo o céu do Triângulo Mineiro
Num raiar tingido, diverso, e cheio de feitiços
No entreabrir do cerrado em encantos noviços
Ai! que rico cenário! ai! que cenário faceiro!
Ao lusco fusco os pintalgados em reboliços
Na mangabeira, no ipê, no jatobá e coqueiro
Mesclando o espírito do sertão por inteiro
Ai que afáveis viços! ai! que afáveis viços!
Abarroto de encanto, olhos cheios d’água
Ai que diversa aurora! ai! diversa aurora!
Em suspiros, no fascínio dissipo a mágoa
O dia raiando, numa mais que perfeita hora
Raios de sol doirando e invadindo a purágua
Fulgindo a imaginação na madrugada sonora
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Sertão da Farinha Podre
Triângulo Mineiro, 09 de junho, 2020
Olavobilaquiando
MINHA CANÇÃO
Soneto do meu poema
Inspiração dos meus dias de sol
Basta esse olhar tão singular
Para o meu dia transformar,
Sorriso adequado de por brilho em minha alma e dissipar as névoas de qualquer preocupação.
Que segredo que trás com tua presença, que por instantes possibilita essa revolução.
