Sentir Saudade
SOBRE A SAUDADE
Nem me fale da saudade
Que arrebenta com a gente
Neste tempo diferente
Que a ausência se firmou
Como alma penitente
Sempre ao lado do senhor.
A saudade roí sem pena
Fez morada aqui no peito
Nem por força vai embora
Já não tenho este direito
De viver as alegrias de outrora
Quando o mundo era perfeito.
Hoje só respiramos por sorte
Quando a dor não está presente
É a saudade dos amigos
Dos filhos-netos e de parente
Mas o que de fato doí é saber
E viver como indigente.
Desprezado sem um abraço
Já que somos feitos assim
De carne e osso, sangue e afeto
Precisamos de carinho, olho a olho
De um sorriso bem contente
De alguém que esteja perto.
Evan do Carmo
Estou com fome
Do seu amor
Sacia-me
Estou com sede
Da sua pegada
Sedenta-me
Estou com saudade
Das suas caricias
Sossega-me
Estou com vontade de você
Devora-me
Estou carente de você
Possua-me!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
Me permite ser quem você sente saudade
Eu quero ser a sua metade
Me deixa ser quem você sorri ao lembrar
Me deixa ser seu ar
Invasão
A saudade quando invade
não escolhe hora, lugar ou idade.
Ela chega avassaladora e desmedida.
A respiração é um soluçar.
Quanto mais pensamentos,
mais vontade de chorar.
A saudade é traiçoeira.
Cabeça vazia é hospedeira
e nas noites solitárias,
sua amiga é a cabeceira.
Ó SAUDADE QUE PASSAIS
Ó saudade que passais, ao sol poente
Pela estrada da lembrança, a suspirar
E na solidão vais em uma vertente
Sugerindo o aperto pra nos sufocar
Deixai-me, aqui, assim, indiferente
O sol que tomba, notando o pesar
O mesmo que já declinou contente:
- na graça, no vinho, no alvo luar...
Deixai! Deixai ir com as cantigas
Do entardecer, as dores sem fim
E contigo todas as ilusões antigas
Que eu quero dormir no descanso
Com anso, calmo e que nada digas
Adormecer num voo leve e manso
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
13/10/2020, 18’00” – Triângulo Mineiro
sinto saudade
ela pediu, eu concordei
dentro de mim, eu relutei.
Por muito tempo esperarei
e depois disso, mais conversas
que começam com um simples "ei"
Opção
Bem perto do amor estar
e desistir.
Passar a viver de sonhos,
ser vizinho da saudade.
Viver de esperanças que não
morrem, ver a quem se quer,
em todos os lugares.
Assim vive quem opta,
por querer o impossível.
Assim vive quem anseia
atingir o inatingível.
Assim vive quem espera de
suas entranhas nascer o amor
incomparável que brota,
com a força das coisas impossíveis,
mas com o calor de uma amor
indescritível
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
RIMAR DUMA SAUDADE
Teve um tempo que mandava
Nas poesias que eu escrevia
Cada versar uma companhia
E em cada linha festa bordava
Com emoção, assim, andava
Nas mãos a imaginação ia
E em toda a obra que fazia
A ventura, ao lado, ajudava
Pobre a poesia, sem aquarela
Sem fantasia, um dia tão bela
E hoje, pedinte de qualidade
E, no amor, sem substância
Sobre o vazio da distância...
Só o rimar duma saudade!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
18/10/2020, 09’29” – Triângulo Mineiro
Sim, vez ou outra vejo sua foto sorrindo e bate uma saudade tão violenta que me arranca lágrimas, brota um desejo de ter você do meu lado e logo vem a amarga denúncia de que é impossível realizar tal desejo. E mais uma noite terei que adormecer sentido o vazio de tua ausência
Ainda ontem chorei de saudade
Foram várias lembranças de você
Sei que só me restou sua amizade
Juro que estou tentando te esquecer
Saudade que mesmo de longe parece perto
Saudade que mesmo não vendo te v ejo
Saudade de quando não falava mas eu ouvia
Saudade de saber que você existe e insisti
Saudade do que foi mais do que ficou
Saudade das perguntas mas nem se fala das respostas
Saudade disso tudo que ficou na saudade.
Caroldi
Quem sabe no caminho da saudade
os nossos pensamentos encontrarão
e falaremos das mesmas saudades
e das lembranças de um tempo bom...Liko Lisboa
No único bar que eu vou, a saudade é líquida e o amor é petisco que já passou do ponto.
Castro no Bar dos Danos Sintomáticos.
“Mas que saudade daquele glicêmico beijo... Vez em quando, ainda que rapidinho, venha visitar-me em meus sonhos.”
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