Senso Comum
Sempre que corro o risco de me perder na mesmice e no senso comum, olho ao lado e percebo a genialidade daqueles que estão ao meu redor. A genialidade mora na diferença de crenças, perspectivas e abordagens, mas não só nisso. A genialidade está naquele pequeno espaço de intersecção entre o rotineiro e o novo- podendo ser o que nos causa riso, estranheza ou até repulsa. Ela é a embriaguez da rotina que permite a criação daquilo que ainda não existia para mim, mesmo que já existisse para o outro. Genial é aquilo que abre as portas para a recriação interna e que revela a beleza do avesso
Ideologias são ideias voltadas para alimentar o próprio ego e o senso comum, daqueles que tanto usam, mas não a nada de teoria e regras.
Humildade, sob minha ótica, descartando o senso comum.
Humildade, em minha conjectura, é assentar-se à mesa com pessoas boas independente de serem ricas, pobres; negras, brancas; crentes, céticas etc. e bater um bom papo, respeitando suas posições e virtudes. No entanto, humildade (da forma que aprendemos) é aceitar ritos e tradições sem questionar. Como também, submeter-se a homens e às suas doutrinações. Dessa forma, fico com o primeiro exemplo!
NEM TÃO INCOMUM
meu senso não é comum
pois o comum destoa
deste incomum que sou
dos incertos pensamentos
tal qual dos sentimentos
todavia
nem tão incomum eu sou
se assim eu fosse
seria o que queria
e escreveria
o mais belo soneto
a mais linda poesia
“a folha branca
pede-lhe a inspiração:
mas, frouxa e manca,
a pena não acode ao gesto seu”
assim bem disse, e quis
um espanto de Assis
não o santo, mas o poeta
Paciência não é contrato - o prazo de validade é senso comum.
Paciência é suspiro afoito e densidade agrupada - destituída de esgotamento algum.
Somos motivados por um senso comum de justiça e tudo aquilo que se coloca adverso e destrói a ética, a moral e a subverte, é corrupção.
Um jogo de cobiça e ganância que quando misturado ao coração humano, o torna um ser inescrupuloso.
O senso comum enxerga o mundo pela doxa; o intelectual, pela erudição; e o artista, pela destruição, da doxa e da erudição, ou seja, ele cria um mundo destruindo os outros.
Definição de política séria para mim, bom senso em comum, pensamento positivo para a melhoria de uma comunidade, cidade, Estado, por fim Brasil, todo político que se presa, pensaria assim não é mesmo? povo sensato não vota em político por aparência ou por ouvir dizer, você pessoalmente tem a obrigação de conhecer seu candidato(a) para que não haja arrependimento futuros, não sabe quem ele é? sugiro, não vote nele poxa! tenha capacidade política e busque saber tudo sobre a vida dele, ele não é de sua cidade? como pode confiar nele? de que lado você está? dos que pensam por si só, ou do lado dos que dependem de idiotas para pensar? não seja mais um estúpido, faça uma boa ação a si mesmo, não vote em político vagabundo, oportunista, mentiroso, aprenda a analisar, pensar, e agir, quando um politiqueiro quiser lhe enganar, despreze-o, só dessa forma podemos eliminar todos aqueles não presta no governo, vote com inteligencia, FICA A DICA!
"Sair do senso comum e mergulhar intensamente num imenso oceano de ideias e pensamentos gerenciais representa uma atitude corajosa e desafiante de quem cultiva uma prática administrativa dinâmica e criativa".
É mister sair da superfície a fim de deixar o senso comum, alcançar respostas e caminhos jamais percorridos.
A educação contemporânea faz o inverso das ciências em seu surgimento, exalta o senso comum em detrimento do conhecimento científico.
"O senso comum pactua prontamente com a mediocridade, e se rebela implacavelmente contra o extraordinário".
"No senso comum, Anarquia é sinônimo de caos, bagunça, desordem. Esta ideia de baderna está bem distante do sentido original da palavra. Anarquia vem do grego Anarkos (an=não, arkos=poder), ou Acracia (a=sem, cracia=governo). Quer dizer sem poder, sem governo, sem autoridade, sem hierarquias - logo sem Estado."
Na vida, nem tudo que é comum a todos é para você. Às vezes é necessário sair do senso comum para se achar.
Miriã Labutho
Psicanalista
O racismo nosso de cada dia
"No Brasil, ser racista é considerado abominável pelo senso comum justamente pela ignorância que a sociedade mantém sobre o assunto. Essa ignorância vem da recusa em não se aprofundar no assunto, que por sua vez vem da falta de importância dada ao assunto. E não é importante para quem não é atingido diariamente por ele. E esse o maior cinismo do racista brasileiro: achar o racismo insuportável, mas nadar no raso quando a oportunidade de se mudar a situação é apontada por pessoas negras (...)"
Nesse “Dia da Consciência Negra” dei uma andada pelas minhas redes sociais e observei a agressividade quase animal com a qual pessoas brancas atacavam outras também brancas em suas postagens sobre discriminação, preconceito e racismo. Essas pessoas teoricamente não racistas escolheram o elemento ou o trecho da postagem que lhe era conveniente e o usavam como arma contra o indivíduo supostamente racista. Em alguns casos ficava claro que o acusador sequer tinha lido a postagem toda.
Então, fiquei a me questionar: o que tem por trás de tanto ódio? O que essa criatura tenta esconder com o ódio dela? Seria uma forma pouco ortodoxa de encobrir que é racista ou que também é racista?
O racismo está entranhado na cultura brasileira. Faz menos de um século e meio que a escravidão negra terminou. E isso é muito pouco pra se mudar totalmente o pensamento de uma sociedade. Eu estou justificando o racismo ou afirmando que não devemos combatê-lo? Não. Só estou dizendo que qualquer mudança social é lenta, independente de eu querer que ela aconteça ou não.
Se for feita uma pesquisa com a seguinte pergunta: você é racista, eu acredito que 100% das pessoas vá dizer que não. Ou um número muito próximo disso.
Se ninguém se intitula racista e o racismo é um fato comprovado e institucionalizado, como a própria ONU diz, há algo errado nisso. A explicação é uma só: camuflamos, escondemos o racismo nosso de todo dia. Descubra onde você esconde o seu antes de apontar o dedo para o outro.
O fato de negar o seu racismo, ou julgar outras pessoas racistas pra esconder o teu racismo não faz de você uma pessoa melhor. Edna Frigato
* O texto em aspas pertence a arquiteta e urbanista negra, Joice Berth - publicado na 'Carta Capital'
No sonho médio, no senso comum, na vida mais ou menos, não se permite nuances diferentes, não sem preconceito e esculacho. A mediocridade ama apontar alguém julgado mais medíocre.
