Seda
A sua pele é seda,
quando eu a toco,
o mundo para.
O seu sorriso aquece meu coração,
minhas bochechas aparecem,
elas surgem do nada.
Podiam estar escondidas, mas quando estou ao seu lado,
algo dentro de mim pede por atenção, afeto, carinho.
Como não te rapitar quando está trabalhando?
Trabalho chato, você fica feliz estando de férias ou de folga,
outra versão sua, que amo.
Quando te ligo, ai, como amo te escutar
ao meio-dia ou à noite.
Você me provoca, sabendo que estou longe,
e anseio, na minha alma, o seu toque singelo
no meu corpo, na minha alma.
Você provoca, me deixando louca de desejos,
e eu, mero ser humano, cheio de hormônios,
fico desolada, perdida.
Você sorri e tudo,
tudo não importa.
Se meu dia está ruim ou bom,
aconteceu algo, mas quando te vejo sorrir,
para tudo e é como se fosse um sol,
um sorriso resplandecente que me faz
cada vez mais te amar.
Eu venho, por esse simples poema,
te agradecer por ser essa mulher incrível,
que conheci quando menos esperei.
Temos nossas diferenças, mas nossas simplicidades,
nossos momentos, nossos jeitos e carinhos,
que fazem, quando escrevo para ti,
um sorriso surgir.
Em laços de seda, tecidos com carinho,
A amizade floresce, um jardim sem espinho.
Compartilhar sorrisos, em dias de sol,
E nos dias cinzentos, ser um porto acolhedor.
Através dos anos, a amizade se fortalece,
Um elo inquebrável, que a distância não vence.
Confianças partilhadas, segredos guardados,
Em corações unidos, laços firmados.
A amizade eterna, um tesouro a ser vivido,
Um presente precioso, que a vida nos concedeu.
Um abraço caloroso, um ombro amigo,
Um caminho a trilhar, lado a lado, sem desvios.
Sobre ela...
Seus fios de cabelo são como seda: Delicados, fortes...
Com uma cautela exagerada, os toco, como toco em uma rosa que acabou de florescer com os primeiros raios de sol.
FESTINHA JUNINA
Bandeirinhas penduradas
Chega a menina bonita
Na mão lencinho de seda
Trajando vestido de xita
Bota e meia florida
No cabelo laço de fita.
O menino todo estiloso
Calça jeans remendada
Na cabeça chapéu de palha
Camisa quadriculada
Na mão Taz uma flor
Para a sua namorada.
A mesa tá arrumada
É festinha de São João
Tem canjica e pamonha
Aqui não falta animação
Bolo de milho e pipoca
E arrasta o pé no chão.
Autoria Irá Rodrigues.
Pelas rotas da seda ou das especiarias caminham o lucro, a ganância, a doença e as guerras. No seu rastro crescem, além da opulência, a história, o pensamento, a ciência e a arte.
Soneto de sedução
Cai como uma pluma
Escorrega como areia
Desliza como seda e conforta
Assenta, Preenche .
Seduz, revira
Preenche, Assenta
Conforta e como seda desliza
Pluma embalada pelo vento.
Em longa viagem acomoda
Vedante, encanta;
Relativamente amorosa.)
Conquista a lua, as estrelas, o orvalho
Com os braços envolve, sintoniza
Instiga a sensualidade...
Casamento
Ia me casar com você,
Estava tudo combinado.
Comprei camisa de seda,
E ate terno importado,
Mas você se casou,
E eu nem fui convidado.
Você iguinorou meu amor,
Só não sei o porque,
Pois tudo que eu tinha,
Investi-me em você.
Deve ser como pisar em seda e algodão aquilo de andar nas nuvens. Uma sensação de leveza. Amar, é algo de outro mundo. O mundo que está dentro de nós.
Ser poeta...
É ter nas pontas dos dedos
Todas as promessas do mundo
E bordá-las em cores de seda
Ser poeta...
É sentir a solidão e o silêncio
Que há no interior das pedras
E abrigá-los dentro dos versos
Ser poeta...
É desvendar os mistérios que se abrigam
No interior das pálpebras do tempo
E dar asas à imaginação
Ser poeta...
É procurar novos caminhos
Para a cegueira da humanidade
E libertá-los da escuridão
Ser poeta...
É rasgar o fundo da terra
Onde se aninham todos os segredos
E despi-los em cada verso de um poema
Ser poeta...
É abranger todos os horizontes
E não ter medo de voar
Ser poeta...
É virar a alma do mundo do avesso
E contemplar a poesia
Ser poeta...
É ver o mundo sem janelas.
Aunque la mona se vista de seda, mona se queda. Mesmo vestida de seda, a macaca é sempre macaca. Os adornos não encobrem grandes defeitos.
A História de Sofia
Certo dia, uma menina de olhos verdes e cabelos castanhos e lisos como seda que se chamava Sofia, foi brincar de esconde-esconde com sua amiga em uma floresta perto de sua casa.
Sofia ficou encostada em uma árvore, com os olhos fechados e contou até 20, e depois foi procurar sua amiga.
Olhou em cima de troncos de árvores, em buracos, atrás das árvores e até em lagos, mas nada achou. Onde poderia estar sua amiga?
Então ela decidiu entrar em uma casinha que ficava do outro lado de um laguinho.
A casinha era bem empoeirada, alguns ratos corriam por lá. Um fogão velho, uma mesinha, duas cadeiras, quatro janelas e três armários na parede.
A menina abriu o primeiro armário, e dentro dele um pote com moedas de ouro reluzentes estavam dentro dele, ela pegou o pote e colocou dentro de uma bolsa jogada em um canto da parede.
Sofia ainda procurava por sua amiga. Resolveu abrir o segundo armário, lá havia uma chave verde com formato de quadrado.
Abriu o terceiro, nele tinha uma caixa, uma caneta e um papel.
A caixa estava trancada com chave, então leu o papel, nele estava escrito:
Quem achar esta folha tem sorte, muita sorte!
Siga as instruções:
Pegue o pote de ouro e leve até um tronco
em forma de arco, coloque-o debaixo do arco.
Em seguida Pegue a caneta e faça uma estrela
no verso do papel.
Com a chave abra a caixa e uma grande surpresa
lhe aguarda!
Sofia começou a seguir as instruções, como acharia o tal arco?
Bem, quando ela saiu havia uma trilha de patas de cachorro, que estavam no chão ao lado da casinha, parecia que tinha um cachorro espionando ela, pois o rastro estava debaixo de uma janela.
Ela foi seguindo, quando a trilha acabou, ela parou olhou para a esquerda e para a direita, nada viu, de repente! Ouviu latidos vindos da direção de um sítio, ela foi seguindo o som do latido do cachorro. Quando chegou em um sítio com um casarão enorme e umas vacas e cavalos em um pasto, ela foi se aproximando, chegou na porta
do casarão antigo, que parecia não ter ninguém morando lá, e bateu na porta, toc!toc!toc! Uma voz respondeu:
-Quem é?
-Sou eu, Sofia.
-O que veio fazer aqui?
-Ouvi latidos de um cachorro vindos dessa direção.
-Aqui não tem nenhum cachorro, só vacas e cavalos.
-Mas eu ouvi, e tinha um rastro de patas de cachorro nessa direção!
-Aqui não tem nada! Vai em bora!
-Não! Eu não vou até achar o cachorro!
-Fora daqui!
-Está bem! Eu vou então.
-Já vai tarde! Não volte mais aqui. Nunca!
Sofia insistiu, mas não adiantou, decidiu que iria continuar no sítio, só que na direção oposta.
Ela não desistiu e foi até o pasto, onde cavalos e vacas pastavam.
Foi andando no meio dos cavalos e vacas, conseguiu sair do meio de tanto bicho, foi até um celeiro, o celeiro estava vazio, não totalmente vazio. Havia Sofia e também duas vaquinhas dormindo. A sua esquerda tinha um bloco de capim e uma coisa felpuda como uma vassoura, Sofia se abaixou para pegar e um cachorro pulou de trás do capim. Ela disse:
-Finalmente encontrei você!
-Levei um susto e tanto, mas porque será que você estava
me espionando?
O cachorro se levantou de um monte de palha e respondeu a menina:
-Bem, você também não é nada educada, sai por aí puxando a
cauda dos outros?
-Ah! Você fala? Cachorro não fala!
-Sim, eu falo, e não estava espionando você, estava vigiando você.
-Porque estava me vigiando?
-Sem mim você não acha um tal tronco em forma de arco
e sua amiga.
-Você sabe onde ela e o arco estão?
-Sim, mas vai ter que me alcançar para acha-los.
-Como assim te alcançar?
-Corre!
O cão saiu correndo, e Sofia foi atrás. O cachorro entrou na floresta, mas em uma parte diferente daquela pequena floresta, Sofia nunca tinha visto aquela parte da floresta.
Poderia ser lá que sua amiga e o arco estariam? - Se perguntou Sofia.
-Chegamos - Disse o cão.
-Onde estamos?
-Na parte interna da floresta.
-Como assim parte interna?
-O lado ''mágico'' da floresta.
-Cão, onde está minha amiga e o arco?
-Cão não. Eu tenho nome, meu nome é Rufos, e o seu?
-O meu é Sofia.
-Prazer Rufos.
-Olhe lá seu arco.
O arco estava do outro lado de um rio bem largo. Onde jacarés nadavam.
-Rufos! Olha o tamanho desse rio cheio de jacarés!
-Jacaré é o de menos, o de mais é como vamos atravessar.
-Que tal uma canoa?
-Acho melhor um barco.
-Como vamos fazer um barco?
-Fácil! É só pegar aquele barquinho na beira do rio.
Mas quando Sofia foi puxar o barco um jacaré enorme pulou e tentou pegar ela, no mesmo instante Rufos abocanhou o jacaré bem na cabeça, e o jacaré saiu correndo direto para a água. Rufos disse:
-Eu não disse, estou sempre te vigiando.
-Obrigada!
-De nada, agora escute, assim que colocar o pote de ouro debaixo do arco, você se afasta e pega o papel e a caneta, no verso do papel você desenha uma estrela de quatro pontas, embaixo você escreve S.
Em cima da estrela você escreve N. Na esquerda escreve L na direita O.
-Porque fazer isso?
-Para que volte para casa.
-Mas minha casa é logo ali.
-Não, assim que entrou na floresta, você saiu do seu mundo, você está em um mundo mágico. Como aquele homem do casarão do sítio, ele é um duende e mora lá, foi ele que fez o pote de ouro as instruções e a caixa.
-O que tem na caixa afinal?
-Uma surpresa para quem achasse. Sua amiga voltou para seu mundo, pois ela foi se esconder na casa do duende, o duende não é mal ele só não gosta de intrusos em nosso mundo, então a mandou para casa.
-Ela não se lembra de que nós estávamos brincando de
esconde-esconde?
-Não mais.
-Bom, mas como passamos pelo rio?
-Muito fácil! É só pegar o pote de ouro, uma moeda dele
quando esfregada na mão faz a pessoa ter velocidade.
-É só esfregar na mão e pegar os remos, que vamos voar!
E Sofia e Rufos pegaram os remos e contaram até três, passaram voando pelos jacarés.
Chegaram do outro lado e Sofia colocou o pote de ouro debaixo do arco, em seguida ela pegou a caneta e fez uma estrela no verso do papel de instruções.
-Agora Sofia você coloca o papel com a estrela virada para o lado de baixo.-Disse Rufos.
Uma luz brilhante saiu do arco e um portal de volta para a casa de Sofia se abriu.
-Abra a caixa Sofia.
Ela abriu a caixa e um presente estava lá. Um livro.
-Rufos um livro.
-Um livro com um portal para você voltar para cá quando quiser. Mas aqui não estará em forma de floresta, mas em forma de cidade. Você vai adorar!
-Obrigada Rufos. Eu vou te ver novamente, ou não?
-Sim, vai sim.
-Então lá vou eu, até um dia.
-Vou continuar te vigiando!
-Tchau!
Sofia ganhou um presente:Um amigo!
Bordo minha vida com fios de seda
O amarelo, lembranças que ficaram para trás
Verde, para o que ainda espero ser e viver
O vermelho, das minhas paixões estonteantes
Azul, a busca incessante e o branco,
a Paz que eu não consigo ter
no emaranhado de meus pensamentos.
Lamento.
O meu quarto é como uma roseira,
carregada de flores,belas e floridas,
uma renda de seda e sonhos coloridos.
Toque-me
Como quem acaricia a mais fina seda...
Provoque
Com seus dedos, mãos, lábios
Até que eu perca meus sentidos...
...Inflame
Este corpo estimulado e cheio de desejo...
Sorva
Toda a minha loucura descontrolada...
Necessito
Do seu corpo colado ao meu...
... E você
Aperta
Amassa
Invade
Reside
Exige
Me ama
Me chama
Proclama e Reclama: é “Minha”!
