Seco
Minueto
Entre as lacunas de minha historia
Uma sinuca de bico jogada a seco
Do giz espoente nos sonhos
Ser inconcretos nas certezas
Tais que não quero acreditar
E ela só ela entre elas
Na distribuição gratuita de uma venda proibida
desse tijolo sobre a mesa
Uma inverdade que acreditei
Sabes que um dia tudo passa
Como passa o tempo
Do tempo locutor da vida
Que é minhae só
A Beleza do outono
Lá da esquina o tempo te anunciava
O outono e seu tapete seco
Lá da quina a aurora fofocava
Nossa que beijo frio
Ele estima o jardim e o vento
Ele tece a flores ao chão!
Aflição da escolha:
Seco ou molhado...
Salgado ou doce...
Dentro ou fora...
Medo ou vitoria...
Amor ou na dor...
Frio ou calor...
Criar ou copiar...
Grunhir ou calar...
Opinar ou se abster...
Ler ou desconhecer..
Lutar ou permitir...
Estagnar ou prosseguir...
Alto ou baixo...
Liso ou cacho...
Viver ou morrer.
Este ultimo, não nos é permitido escolher.
"Se o deserto é longo, seco e sem oásis para descanso temporário. É início de permanência na caminhada, é misto de alegria e realização o oásis achado perto do Fim. Mas nada é mais valioso que chegar em Terra Fértil e aproveitar todos os seus Sais."
Tronco seco a espera do fogo.
Cambona retinta de picumã,
Barulho de chuva na telha;
E ao longe escuto o tarrã...
Contrabandeando existência.
Trocando querência;
Conforme a vontade.
Mesmo assim com identidade
Lá ou aqui: sempre tarrã!
Me pergunto se podemos
Apesar de diferenças
Esquecer maledicências
E viver com igualdade;
Tanta raiva e maldade:
"Paremo" com este bochincho!
E tanta peleia por nada;
Criança e velha chorando
E os piá se extraviando
Sem saber de namoro
Tanto lamento e choro
Por aqueles que se vão
Se o chão, é o mesmo chão
Que plantem e colham então!
Ao invés de guerrilhar
Pais e filhos a matar,
Sem ter a solução
Parecendo estância sem patrão
Com herdeiros por chegar...
Para esses o sentimento é seco
Porque eles não têm sede de ambição
Não hei-de sequer caminhar num beco
Porque sei que o meu caminho é o da compaixão.
Sou um toco no chão seco, esperando a chuva para brotar.
Sou um resto do que restou de mim, mas ainda tenho forças.
Quando todos viraram as costas, eu me voltei para mim.
Quanto tudo o que ficou foi a solidão, eu fiquei solidário.
Quando todos deixaram de acreditar, eu acreditei.
E aqui estou, renascendo!
Brotando das minhas entranhas um novo "eu".
Mais leve, mais calmo, mais confiante.
Já não vejo as mesquinharias do mundo.
Sei separar amigos de conhecidos.
O joio do trigo,
a água da terra.
Tudo o que eu desejo é ser feliz.
Acha pouco?
Pra mim é o que basta, e sigo em busca da hora mais bendita,
o minuto mais abençoado, para formar o dia renovado,
em que deixo de ser uma aposta de futuro,
para ser a alegria do presente, vivendo sem dor,
distribuindo minha certeza e o meu amor.
Quando todos o marginalizarem, julgarem que você é um galho seco e perdido,sugue o último veio da seiva, escolha o derradeiro orvalho,se embale na brisa que passa e frutifique!
Nessa noite eu finalmente entendi aquele velho com o olhar despreocupado. Foi num bar seco e sujo. As guitarras uivaram minha alma com doses de whisky. Quando saí de lá, deixei meu coração sobre a mesa de sinuca. Já não sentia frio, nem o caos subterrâneo da cidade me importava mais.
As desilusões trás o desejo de mudar o coração
De torna-lo, duro, seco, forte e impenetrável.
A realidade é, que se nessa fortaleza existe um amor verdadeiro, ao comprimi-lo, cria-se uma bomba. Tolice, o coracao não é cárcere de um amor.
A Mão e a Luva
Eu hoje comi um poema com pão
Seco
Ontem não fiz nenhuma refeição
Amanhã talvez uma sopa de letrinhas
Há dias que não brota poema algum
Acordo e mantenho o jejum
Até que anoiteça
Mas as palavras um dia brotam
Como água dos rios
Como chuva
Há poemas que caem
Há poemas que cabem
Como uma luva
E alimentam a alma.
Características do mês de Agosto
Em Agosto predominam os dias enevoados, ar seco e muita poeira trazida pelos ventos característicos do mês.
E foi assim que o dia amanheceu hoje . Um vento frio que cortava os ares, varrendo tudo que encontrava pela frente , brincando com os cabelos da moça toda arrumada em direção ao colégio.
No quintal rodopiam velozmente folhas secas, como a brincar displicentemente. . Um desafio para a mulher que em vão tentava recolhê-las.
Folhas secas que estalam sob os pés do passante apressado...
Folhas secas que levam sonhos, mas trazem também novas esperanças.
Folhas secas que caem e se perdem , mas que sinalizam um final de ciclo.
Sinalizam também que com as chuvas que virão logo após, nova vida, novas alegrias surgirão.
"Eu sou tua emoção, tua dor, tua luz. Sou quem te ouve quando choras escondido e seco tuas lágrimas.Sou eu quem te acolhe quando estais amargurado e acalma teu coração. Eu vibro com teu sucesso e caminho ao teu lado.Afofo teu travesseiro para sonhares com teu amor e permaneço sentado ao teu lado, até que adormeças e pela manhã sussurro baixinho que tudo vai ficar bem. Eu sou teu guardião e teu anjo". Luiza Gosuen
Dor
"Eu engulo seco a minha dor, que desce dilacerando tudo por dentro.
É dor de tristeza que às vezes fica entalada na garganta causando lágrimas nos olhos.
Não é fácil ter que digerir a seco tantas amarguras, fechar os olhos lacrimejados e fingir que tudo está bem, quando a verdade está oculta.
Acumular tantas angústias dentro do coração causa uma depressão profunda a alma, uma vontade imensa de dormir pra nunca mais acordar.
A tristeza traz solidão acompanhada de desespero, rogo pra que tudo termine,
pois o coração e alma não está suportando tantas amarguras.
Engolir tantas dores causa uma desesperança sem fim, onde se tem a certeza que ninguém possa interceder por mim.
Ninguém conhece o sabor de minha dor, não há quem possa se interessar em ouvir minhas palavras, não encontro um abraço apertado onde me mostre que alguém se preocupa comigo.
Sou uma alma solitária num mundo repleto de seres egocêntricos, vivêncio a solidão de minha dor cercada por milhares de outras almas.
A pior das dores é a tristeza da solidão, onde se está num lugar tumultuado por milhares de pessoas, e mesmo assim não há uma alma sequer que enxergue em meus olhos o meu pedido por socorro."
(Roseane Rodrigues)
Diagnóstico...
Dia seco, boca molhada.
Olhar sereno, rosto escamado
Longe se vai, rosto pálido
Andar congelante e pensamento cálido.
Poder supremo, jeito de mato
Simples! Descomplicado, de fato.
Agora mulher, que o sol ilumina.
Ainda criança, paisagem, menina.
Filosofar, nada mais é, do que o pensar além do sentido, delirar em pleno juízo, se afogar em seco motivo.
Se um dia olhar o jardim e ele estiver seco e as flores mortas, não me culpe por não tê-las regado mais.
Gelo Seco
No frio,
O corpo engole gelo seco
Que não passa pela garganta
Ali ele fica
- Preso no vácuo -
Inibindo a passagem do som eloquente
NADA SAI
apenas aglutina
ENTOPE
Mas não transborda
Porque nada sai
Só o gelo seco entra.
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