Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao

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⁠A vida em si não é má, mas o dinheiro é.

Inserida por pensador

Ela não é uma doida qualquer, mas uma doidinha determinada.

Inserida por pensador

⁠Eu prometi que o amanhã dela sempre seria feliz, mas não sei quanto tempo eu ainda tenho.

Inserida por pensador

⁠As cicatrizes não desaparecem, mas a dor não dura pra sempre.

Inserida por pensador

Se eu for metade do que sugere a vaidade e o dobro do que desejam meus opositores, serei o melhor homem do mundo!

Inserida por pastoreinaldoribeiro

DELÍRIO (soneto)

Descalço, mas pro cerrado não cabe tento
Em no teu chão, a total admiração extasia
E, em frêmitos pasmos, o meu olhar dizia:
- suntuoso, com todo possível argumento

Cantam os jatobás, encantados, ao vento
Fremente, os Joãos, Marias... os bóias-fria
Vão nos caminhos, cada qual na teimosia
Fazendo do dia em um novo nascimento

Em suspiros, seriemas, num agudo grito
No horizonte se misturam com o infinito
Regendo a alma do sertão num frenesi...

Neste fazer arrepiar em um doce arpejo
Na admiração, a diversidade em cortejo
Tudo se cala, ordena o delírio... Obedeci!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
06/11/2018, 06’06”
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Cerrado...
Onde não tem inclinação
O por do sol é encarnado
E a secura racha o chão
Aqui, no planato encantado

Inserida por LucianoSpagnol

Se buscar bem terás achado
Não os galhos (ressequidos) do cerrado
Não o chão (cascalhado) do cerrado
Mas a diversidade (inexplicável) do cerrado.

(Parodiando Carlos Drummond de Andrade)

Inserida por LucianoSpagnol

Canção para o cerrado

Não basta ser anunciado
é preciso dele perceber
o teu chão encantado
diversos no seu haver
misterioso e intrigado

Não basta cantar a aurora
sem a volúpia do vário
do belo que é sua flora
cerrado, velho santuário
peão do sertão, pandora

Não basta uma olhadela
é essencial o banquete
amor doido fado canela
se doar em ramalhete
tal uma virginal donzela

Pra apreciar o cerrado!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Quem ama demasiadamente o chão, não merece o benefício das asas!

Inserida por pastoreinaldoribeiro

⁠Viajamos por muitos lugares, não é mesmo? Tudo brilhou aos meus olhos como se fosse algo novo. E vocês sempre estiveram presentes nessas memórias.
(Himmel)

Inserida por pensador

⁠ Aos seus pés ofertei os ventos dourados que me vinham,
como um filho à mãe, dei a ti palavras de submissão.
Em troca de carinho e grassas, você desviou as penas de minhas assas.

Por isso vivi em humilhação, como pardal que cai no chão,
vi de meus amigos suas assas resplandecentes e me senti indigente.

Escutei os relatos de meu irmão e vi que ele tem razão,
então rasguei de suas costas meu voar.
Como espelho quebrado, quando você chorou não veio me agradar.

Na minha janela eu abro um portal,
Cansei de andar como cão, se sou pardal.

Inserida por Prado008

Simmmm, a plenitude da vida nem sempre está sobre nossas cabeças... as vezes a encontramos nos pés da humildade (Almany Sol - 04/05/12)

Inserida por almanysol

Se tirarmos os pés da terra e os olhos do nosso próprio umbigo, se olharmos o mundo e a humanidade de outro ponto de vista, com uma perspectiva nova e realista, se tivermos uma pequena noção do tamanho do universo, então veremos o quanto somos miseráveis e mortais para desejar a eternidade...

Inserida por EvandoCarmo

Há aqueles que sabem como encantar serpente, o mesmo fazem concernente à poesia: Agitam, com os pés sujos as águas rasas para parecerem profundas...

Inserida por EvandoCarmo

VOZ DOCE DA POESIA.

Amputaram-me os pés,
amputaram-me as mãos
depois furaram-me os olhos
em seguida amputaram-me a língua
perguntaram-me se ainda sentia dor.

Eu não podia andar, era fato,
nem podia ver, nem apalpar
contudo, meu melhor sentido
ainda permanecia, não se alterara
ainda podia ouvir o som do vento,
e a voz doce da poesia.

Inserida por EvandoCarmo

Ando, com os meus pés...

Descalços e limpos...

Pois... Não tenho medo dos espinhos da vida...

Nem dos inúmeros desafios...

Estou aprendendo a amar o som dos meus pés, se afastando de coisas que não foram feitas para mim.

Dança comigo,
faz os meus pés escorregarem pelo salão.
O espetáculo não acabou, só está começando.
Dance, dance, dance comigo
Amor, estou aqui e quero dançar contigo.

Meus pés afundam na areia
Talvez por causa do peso
Não das correntes
Nem dos cadeados
Nem das chaves
E sim, pelo que está preso à mim