Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Quando eu não podia voar
Oh, você me deu asas
Você abriu meus lábios
Quando eu não podia respirar
Obrigado por você me amar.
Não quero ser um prisioneiro no meu próprio mundo, quero a liberdade de voar em meus pensamentos , e descobrir que ainda posso sonhar ]
Eu me perco muitas vezes pelo tempo; perco-me em um vazio a ser preenchido, como me perco por acha que não tenho nada a perder...
Me perco muitas vezes pelo tempo; perco-me no caminho que na verdade deveria saber percorrer com facilidade, como me perco por acha que não tenho nada a perder...
Me perco muitas vezes pelo tempo; perco-me pelo simples fato de sempre querer me encontrar, como me perco por acha que não tenho nada a perder...
Me perco muitas vezes pelo tempo; perco-me por saber que o tempo não para, ainda sim passamos correndo, como me perco por acha que não tenho nada a perder...
A vida é feita intensamente de sonhos que nem sempre pode ser realizados, então cuide da sua realidade para que ela se torne um sonho para seus próximos.
O Mundo é repleto de ilusões que nos faz acreditar em palavras doces como eu ti amo, mais a vida vem e nos faz duvidar da sinceridade deste amor.
Nem gestos nem palavras podem dizer o que eu sinto por você, é bem maior que um mar bem, mas infinito que o alem é um amor que nunca senti por alguém.
Do que adianta palavras de demonstração de sentimentos por você, pois o único som que sai dos seus lábios é eu não lhe quero e ai me desespero com um sentimento que feri minha alma como se fosse á batida de um martelo.
Às vezes acreditamos em um amor que poderia ser infinito e imbatível, mas quando abrimos bem os olhos vemos que ele passa de uma simples ilusão de quem um dia com certeza iria magoar seu coração.
Se eu for metade do que sugere a vaidade e o dobro do que desejam meus opositores, serei o melhor homem do mundo!
DELÍRIO (soneto)
Descalço, mas pro cerrado não cabe tento
Em no teu chão, a total admiração extasia
E, em frêmitos pasmos, o meu olhar dizia:
- suntuoso, com todo possível argumento
Cantam os jatobás, encantados, ao vento
Fremente, os Joãos, Marias... os bóias-fria
Vão nos caminhos, cada qual na teimosia
Fazendo do dia em um novo nascimento
Em suspiros, seriemas, num agudo grito
No horizonte se misturam com o infinito
Regendo a alma do sertão num frenesi...
Neste fazer arrepiar em um doce arpejo
Na admiração, a diversidade em cortejo
Tudo se cala, ordena o delírio... Obedeci!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
06/11/2018, 06’06”
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Cerrado...
Onde não tem inclinação
O por do sol é encarnado
E a secura racha o chão
Aqui, no planato encantado
Se buscar bem terás achado
Não os galhos (ressequidos) do cerrado
Não o chão (cascalhado) do cerrado
Mas a diversidade (inexplicável) do cerrado.
(Parodiando Carlos Drummond de Andrade)
Canção para o cerrado
Não basta ser anunciado
é preciso dele perceber
o teu chão encantado
diversos no seu haver
misterioso e intrigado
Não basta cantar a aurora
sem a volúpia do vário
do belo que é sua flora
cerrado, velho santuário
peão do sertão, pandora
Não basta uma olhadela
é essencial o banquete
amor doido fado canela
se doar em ramalhete
tal uma virginal donzela
Pra apreciar o cerrado!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
