Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
E ao colocar meus pés na água do mar,
já não sou mais eu, adulto anestesiado,
mentalmente cansado, não sou mais.
Sou uma criança,
Uma típica criança feliz à brincar,
chuto as ondas, corro, mergulho,
boio, pulo, caio e até me arranho,
Planto bananeira para sentir
o vento nos pés.
Visto-me de algas/almas marinhas
e prossigo a dançar.
Transformo-me em peixe, sereia, tritão,
Tento abraçar infinitamente,
toda vastidão desse belo mar.
Que meus pés não permitam
que eu me perca pelo caminho.
Que eu possa seguir, em meio
às dificuldades sem perder a
confiança.
Que meus pensamentos sejam
firmes, em direção da verdade.
Que eu não desvie do caminho
mesmo que a tristeza ronde
meu coração.
E embora as vezes passe por
terras barrentas minha alma
continua limpa.
Quero andar em meio a luz
e se sombras aparecerem
que sejam apenas das árvores
para descansar meu corpo da
longa jornada.
“Corro o passado.
Com os meus pés descalços.
E sempre passo.
Onde eu não quero ir.
E ver que tento.
Juntar os pedaços.
Mas e difícil.
Sem você aqui.”
Que meus pés não se cansem
ao longo da estrada.
Que a vida me leve por caminhos
cheio de ternura
e que o amor seja a minha companhia.
"O QUE SERIA DE MIM"
O que seria de mim,
Se não fosse meus pés e minhas pernas, para poder andar e caminhar pra qualquer lugar, se não fosse meus braços e minhas mãos para apalpar, abraçar o que me rodear,
O que seria de mim,
se não fosse meus olhos, para poder olhar, ver e enxergar,
se não fosse minha boca,
para poder falar, calar, gritar e beijar...
O que seria de mim, se não fosse meu nariz, para respirar e sentir o aroma do mar e do ar,
se não fosse os meus ouvidos pra ouvir e sentir o que há,
O que seria de mim se não fosse meu coração que me faz sentir a sensação de amar e ser amada,
Em fim, todos os meus sentidos ; não teria sentido se eu não os tivesse,
O que seria de mim?
O que seria de mim, se não fosse EU,
O que seria de mim, se não fosse DEUS!
27/07/97 #Elisangelasantos
Podem prender-me em algemas
Em grades ou podem amarrar meus pés
Mas meu conhecimento não!
Ah! Isso não!
É o meu escudo, minha proteção
Meu grito de guerra
Minha libertação!´
Trecho do poema: A cor do preconceito.
Livro: Súbito - a vida entre versos.
Não julgues o que sou
e eu não julgarei o que és...!!
não ponha espinhos nos meus pés...!
não faça juízo da minha pobre pessoa...!
não questiones o querer da minha alma a toa...!
não tragas frutos ocos em plantas boas...!
não prendas o balão...!
vá suba a proa...!
não boicotes o rei
para teres a coroa...!
não me ames
sem antes me odiares...!
“Podem prender-me em algemas
Em grades ou podem amarrar meus pés
Mas meu conhecimento não!
Ah! Isso não!
É o meu escudo, minha proteção
Meu grito de guerra
Minha libertação!”
Análise do poema da escritora Priscila Mancussi
Pequeno no tamanho, mas grande na potência, este poema nos lembra que o saber é uma arma contra qualquer forma de opressão.
Não me intimido com gigantes, porque o Senhor já decretou a vitória. Onde meus pés pisarem, Ele estará comigo.
Sou alguém que necessita mergulhar em oceanos profundos; não apenas molhar meus pés em poças d'água...
Ando bem devagar, mais não paro.
Meus pés estão calejados, minha
alma se sente desprotegida, mais
sei que mesmo com toda dor, mesmo
com toda perda e dificuldades que
estou enfrentando, Deus esta no
controle, e hoje apenas junto minhas
mãos em sinal de oração, e me coloco
nas presença daquele que me conhece,
me acolhe e me ampara.
Senhor esta noite a única coisa que te
peço, é que me faça ser Forte, para
aguentar esta dor que invade minha
pequena Alma.
Que tolice a minha querer ir onde meus pés não conseguem pisar, que tolice a minha querer ir onde meus olhos não conseguem ver, que tolice a minha querer ir onde meu coração não consegue sentir, que tolice a minha querer estar com alguém que não quer estar com ninguém, que tolice a minha precisar de quem só precisa de tempo
Se a morte bater em meus pés,
Não direi nada a ela.
Somente iria senti-la, com seu gosto de sossego.
Nunca senti nada além de tédio.
Também sinto que em minha consciência habita meu desespero. Sou desesperadamente desesperado. Desperado por um sorriso que nunca conheci, Que nunca toquei, que nunca senti.
Falo palavras bonitas para camuflar minha falta de beleza. Palavras — dolorosas palavras.
Sou completamente delirante. Um delirio que me mostra a verdadeira comédia. Como deve ser a tragédia que se aplica à dura amargura do saber.
Em meu coração, há uma potência e um ato, e nem Aristóteles poderia sonhar algo assim.
Sem pé nem cabeça observo de longe minha estrada. De tanta estrada que é, sinto me enrustido. Odiado. Não amado.
Eu não sinto mais as pontas dos meus dedos
Nem das mãos e nem dos pés
A minha base está curvada e enfraquecida
Sinto queimar da planta dos meus pés ao topo da cabeça
As dores que me assolam são tantas, que eu nem consigo mais listá-las.
Meu prazer, é o meu vício, e a repetição
Estou fadada a sofrer em vários aspectos de uma vez
Sinto que vivo por que preciso viver, não por que quero viver.
A música me acalma, mas eu não posso me acalmar.
O vinho me liberta da preocupação, e me joga no desespero de ter perdido mais uma noite.
Sinto que escrever é meu único refúgio, uma forma de tirar de mim todos esses pensamentos de dor, sem precisar me desfazer deles, por que eles se tornaram necessários demais para a minha sobriedade.
Orações escritas
Deus, não me desampare.
O mundo se abre aos meus pés,
e eu ainda não sei
se é caminho ou abismo.
Há portas que se abrem
sem que eu tenha pedido,
estradas que surgem
onde antes havia apenas silêncio.
Se for preciso caminhar,
dá-me coragem.
Se for preciso esperar,
dá-me serenidade.
E se eu estiver diante
de algo que não compreendo,
não permita que o medo
seja maior que a minha fé.
Porque, se o mundo se abre aos meus pés,
eu só peço uma coisa:
que a Tua mão continue sobre a minha.
Cartas aos Céus 19 de Agosto de 2026
Será que estou na direção certa?
Por que não sinto meus pés firmes
e meu sorriso me visita com tão pouca frequência?
Será que estou na direção certa?
Tudo me parece tão superficial
que já estou cansado do vazio e dos maus dias.
Viver deve ser só isso mesmo?
