Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Relato de um suicida
A lágrima cai,
e antes mesmo de cair no chão congela,
O sangue flui sobre as minhas veias,
e com ele,toda a dor e todo o sofrimento que me sufocava,
E eu não sei se devo continuar a lutar ou morrer,
com facas trilhei o caminho para a perdição,
e pelo resto da eternidade memórias custarão apagar cenas que quero esquecer,
parado no tempo,
não consigo aceitar,
grito e ninguém escuta,
isso é sem razão,uma prisão,
não há perdão,
Depressivo,o arrependimento vem,e as lágrimas me possuem a tal ponto que sufocam minhas palavras.
e eu não queria presenciar o fim.
A chuva que eu pedi, veio.
Encharcou a terra, alagou o chão.
Afogou a alegria em pequenas
doses de frio e olhares fechados.
A seca não foi suficiente.
Pé no chão pra que? Se a terra fosse boa, poderie pensar no assunto, mas nas nuvens, lá que vou habitar.
Amor eu so me sinto completamente avontade quando estou nu esperando por voçe deitado no chão gelado da sala de estar e não omporta se atempestade lá fora e os raios nos assustar eu não ligarei e voçe tambem não porque nesta hora so penso em sentir seu corpo.so penso em tocar tua boca e nada e nem as postestades do inferno e nem jesus cristo saberá como impedirmos.
Na vida á aquelas pessoas que se vão,
nos deixa totalmente sem chão.
Tão importante são,
que deixam marcas no coração.
Mas há aquelas que voltam,
passe o tempo que for.
Tais quais são as mesmas,
que aderimos tanto amor.
Delírios de pesadelo
Calor e flor de madeira
Pedra, sonho e poeira
A sete palmos do chão
Sem pedras na mão
Em paz, sem canseira
Diante de ti perco o chão; o amor me domina. Explodo em chispas de emoção; vivo na realidade de um sonho. Alimento da paixão e me entrego completamente. (*)
As vezes a vida te derruba, e o chão parece estar mais proxima do que o céu
As vezes vc faz coisas pensando em agradar uma pessoa e machuca outra
As vezes vc faz coisas que não quer para conseguir coisas que não precisa
As vezes as coisas mais simples, são as mais importantes, e as que menos demos valor
As vezes vc ama a coisa menos importante de sua vida
As vezes as coisas parecem não fazer sentido, mas fazem, vc que não quer ver
As vezes vc pensa que é a única pessoa normal no mundo
As vezes ser diferente é ter pensamentos que vão contra o a maioria das pessoas
As vezes o mundo vai querer te mudar, mudam seu estilo de se vestir, mas nunca mudam seu caráter
As vezes seus amigos mudam, mas vc não precisa mudar com eles
As vezes os fantasmas do passado não deixam vc decidir seu futuro
As vezes o amor não faz sentido, e isso é a coisa mais legal do mundo
As vezes a glória de uma pessoa significa a derrota de outra
As vezes o coração parece não se importar com o que a razão fala
As vezes não parece, mas vc se importa com aquela pessoa
As vezes na vida vc vai chorar, as vezes sorrir, mas sempre tera razão para dizer que vive
As vezes o amor te destrói, te da forças, te castiga e vc quer sempre mais
As vezes vc precisa gritar quando todos ficam calados
As vezes vc chora por um amor perdido, quando deveria agradecer por ter estado com aquela pessoa
As vezes a solidão parece que nunca vai acabar, mas basta uma palavra ou gesto para que acabe
As vezes vc ve o mundo como gostaria de ver, não como ele realmente é
As vezes penso que a glória de uma pessoa é amar e ser amado igualmente
Jogamos palavras ao ar, mas mesmo parecendo penas, quando tocam o chão notamos que elas ainda assim tem algum peso.
O luar desmoronou
E agora a incalculável escuridão
Despencou, se espatifou no chão
E de tão sombrio ficou o meu caminho
Que de tão escuro uso uma lanterna
Olhos que me veem sou uma fera
Procurando luz na imensidão
A noite acabou e amanheceu
E agora límpido, corado, colorido
estendido de cor o chão ficou
Com aspecto corado e incolor
E abriu-se uma trilha, diante o sol
Ao sol, disse: "Obrigado"
Nobre rei, sei que é lei, o iluminado
Agradecer ao sol, por ter me olhado
E ao luar que caiu, ter ajudado
E aos céus, de por fim, ter me levado
Ao cair no chão, experimentei o gosto sem graça da poeira
Ao cair no chão, puder ver quem me estendia à mão
Ao cair no chão, fiz feridas em meus joelhos e conheci a ingratidão,
Porém agradeço a cada pessoa que ao me derrubar
Me fez descobrir o quanto sou forte, que me recomponho com facilidade.
Do livro DE ADEUS E BORBOLETAS (1985)
...Em vão colher o tempo na semeadura:
sou chão de lavas não de florescer.
Inútil a primavera no teu rosto
inútil o gesto de reter as borboletas.
As coisas só me chegam com gosto de adeus."
Chamego, sussurros, beijos. Roupas ao chão, ritmo, aceleração cardíaca. Sons ecoam e, de súbito, nenhum juízo me resta, absolutamente!
Lá no meu pedaço de chão tem:
Lua cheia na janela
Frango com pequi na panela
A vaca leiteira na cancela
Morcego entre o forro e o telhado
Cheiro de carneiro assado
Ruminar do cavalo malhado
Da vizinha a risada
Muqueca de peixe improvisada
Alvorecer da passarada
Manga rosa amadurecida
Broa doce amanhecida.
Escova de dente vencida
De longe se avista a chuvinha
No quintal jabuticaba docinha
Internet perto da cozinha
Sei que vou embora
Mas voltarei outrora
Quiçá sem muita demora...
