Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Faça-me sonho
(Tão bom sonhar...)
Noite sem lua
Em chão de estrelas: caminhar
Leve-me para longe, bem longe
E não me deixe NUNCA NUNCA
Jure! Jamais voltar.
Oh saudade!
Encanto que deixei a escolha dê-la.
Chão d’pó, terreiro coberto de folhas que deixe lá.
Oh saudade!
Daquela gleba deixada pela bisavó.
Aonde todos cresceram.
Oh saudade!
Daquele terreiro coberto de plantação
Aplacar a fome
Oh saudade!
Daquele chão puro que é dê-la
Oh saudade!
Mas olha, todo mundo cai...
De um jeito ou de outro, um dia, todo mundo vai ao chão.
O que nos define é de que modo nos erguemos!
Erga-se com trabalho, discrição e de modo austero, íntegro.
Agora são as angolas no chão tagarelando e as araras no alto discordando... — em Fazenda 3torrinhas - Goiás
mel - ((*_*))
Cai a gota
No chão se espalha
Corre por um curto tempo
Curto, porém o suficiente para sentir a liberdade.
Logo cai mais uma gota.
E outra
E outra
É apenas a chuva.
E ela, enfim, disse sim.
Quem diria? – dizem as más línguas. Logo ela, que dançava até o chão ou até que os faxineiros viessem varrer-lhe os pés, sempre calçados num sapatinho 35 sem salto, avisando que mais uma noite de samba tinha chegado ao fim. Logo ela, que cantava, encantava, tomava uns bons goles de cerveja, dava um sorriso sincero, fazia umas gracinhas e geralmente se despedia dizendo que hoje não, muito obrigada. Logo ela, que sempre teve uma quedinha por aproveitar a vida, que é tão curta quanto a mais comprida de suas saias. Logo ela, que sempre perdeu o celular, a carteira, o Bilhete Único, a hora e os campeonatos de cuspe à distância… É, parece que agora ela ganhou.
Mas quem será que é ele? – perguntam as más línguas. Quem será que é ele, que ela jura que existe, mas que a gente não vê nem a sombra? Quem será que é ele, que toma dela um pensamento cá, outro lá, uns goles daquela cervejinha sagrada e os beijos mais carinhosos que ela já distribuiu por aí? Quem será que é ele, que coloca ainda mais brilho naquele sorriso de 33 dentes e naqueles grandes olhos castanhos que sempre gostaram de pequenos olhos castanhos? Quem será que é ele, que a fez desencostar o velho violão da parede e arranhar um Alceu Valença, enfim dando sentido ao “tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais”?
E o que será que ele fez pra ela? – especulam as más línguas. Será que foi promessa de casa, comida, roupa lavada e um milhão por mês? Será que foi amarração ou a mandinga da banana que ele aprendeu no programa do Eli Corrêa? Ou será que foi um sexozinho delícia com direito a muito suor, muita saliva e uma conchinha gostosa, daquelas em que os corpos se encaixam e não se precisa de mais nada para acordar sorrindo? Não sei. Só sei que quando eles dançam, a Terra dá uma trégua no movimento de translação, porque o espetáculo, apesar de simples, é bonito por demais. E quando eles descansam, então a Terra trata de girar, que é pra preparar um dia mais do que convidativo fora daquele quarto que, das seis da manhã às seis da tarde, lhes parece suficiente.
Dizem por aí que ela, valentona como é, ainda resiste a confessar que foi picada pelo mosquito da ternura – conta pra todo mundo que todas aquelas manchinhas avermelhadas foram obra dos borrachudos no último fim de semana de praia. E que todas aquelas risadas são obra de mais livros de anedotas que ela vem lendo. E que aquelas canções românticas cantaroladas meio que sem querer debaixo do chuveiro são mera casualidade. Mas ainda bem que, por mais que a gente tente impedir, o sentimento, quando é bonito, sempre cresce. E arranca as cascas, cicatriza as feridas, lava a alma. Bota uma dúzia de sorrisos no rosto por minuto, 300 ême-éle de chope sem colarinho no copo de vidro por noite e apetite pra bater um PF no capricho por almoço. Leva embora os nossos medos, as nossas mágoas, o batente da porta e o que mais estiver pela frente. E traz de volta a coragem de se arriscar. Porque sentir é para os fortes. Só para os fortes.
E pouco a pouco, o travesseiro dele vai ficando inundado do cheirinho dela. Os lençóis dela vão ficando salpicados de fios de cabelo que insistem em cair da cabeça dele – denotando talvez a possibilidade de uma calvície precoce. O colchão dele vai se moldando no formato ideal para abraçá-la quando ela voltar. Coisa de cama, coisa de calma, coisa de alma, coisa de coração. Fiquei até sabendo que ela já deixou uma escova de dentes no potinho do banheiro dele. E que ele, vez ou outra, já se esqueceu de conferir o placar do futebol enquanto estava com ela.
E se acaso ela chegar perguntando como é que todo mundo ficou sabendo que ela está apaixonada, diz que foi o passarinho verde e aquela mania HORRÍVEL que ele tem de sair fazendo fofoca da vida de gente de bem.
Harmonia.
Folhas em branco, páginas sobre o chão,
História no começo, escrita no coração,
Para mim a vida se tornou uma linda música afinada,
Tornou-se a mais bela orquestra refinada.
Porque tu resgeste comigo essa bela canção,
Regeste os tons mais quentes amada sedução,
Graças a ti, nasceu em mim uma nova sinfonia,
Cuja os tons são suaves e gravez de total harmonia.
És bela amada, e teus beijos são solo de violão,
Teu sorriso é amor nascente, minha doce emoção,
Tuas notas notas são sedutoras, teu corpo é quente,
Tua vóz é som de arpa que ressoa em minha mente.
Meu sonho é tocar contigo pra toda nação,
Cantar e mostrar ao mundo que é mais que paixão,
Serei teu noivo, teu músico, teu poeta, ó minha flor,
Serei teu amado, teu sorriso, serei teu, meu grande amor.
Agente encontra um passarinho machucado desorientado sem rumo no chão e então oferecemos cuidados carinho e um novo rumo, depois de está totalmente curado soltamos o passarinho largamos as suas asas e deixamos voar observamos sua trajetória e desvendamos se as historias que ele contou durante o tempo todo que ficou eram realmente verdadeiras ou apenas contos de um sonhador.
Sou como as folhas ao vento
Esvoaçando pelo ar
Que a qualquer momento
Ao chão elas vêm parar
Queria ser uma folha
Que no ar pairava
Admirando o teu rosto
No teu regaço poisar
Beijar o teu rosto
Os lábios como ia amar
Cheirar o teu odor
Queria ser essa folha
No teu regaço pousar
Mostrar como te amo
Como é forte é sincero
A minha maneira de te amar
Ai como amava ser folha
Para te ir conhecer
E no teu regaço poisar
Como não sou folha
So te posso dizer
Que te irei amar
Até ao dia de eu morrer
Descalça-me desses sapatos altos e me põe de volta no chão. Quero um amor consistente feito tronco de baobá, sem oscilação de nuvens e sem risco de ser levado pelo vento.
Pra onde vais valente olha pro chão há uma pedra logo à frente
Vai com calma que a tua alma voa quão o vento que não respira à toa.
Olhe as aves que querem encher, mas em grão em grão o papo
Meu papo é esse se digo sou politico, se escrevo poeta, se nada aquilo
Mais uma vez serei animal, gosto dos Grilos!
- Do chão para o céu só falta asas, mas para o contrário é só corta-las o conhecimento para muitas pessoas faz mal e elas pensam que são semideuses.
Espero ver a chuva se espalhar pelo chão, cai chuva, cai novamente
Ainda sou o dono do meu pensamento estou te esperando
E difícil acredita mais ta fazendo falta
Cai chuva, cai chuva, cai no norte, cai no sul, cai no oeste, cai no leste
Estarei olhando para o céu só para ver se você volta
Cai chuva cai devagar para não nos assustar
Não sei ate onde isso pode chegar por isso chuva não se atrase
"Quando a família se une, lança a semente ao chão. A fé traz o mundo ao seu favor e no trabalho se faz pão."
Podem te subestimar podem te jogar no chão vão rir de você vão maltratar você mais você deve levantar e gritar não acaba até que eu vença
Só os frutos maduros caem do pé, apodrecem e no chão viram adubo para dar novos frutos.
Assim é o amor, se você não foi feliz, apenas amadureça, caia, e renasça como novo e saboroso fruto, cheio de experiências, sabedoria, e aprendizados.
Sandra Lima.
É tipo uma brincadeira de criança, aposta corrida até o poste, se suja, cai no chão, se machuca e levanta feliz, meio chorando, meio sorrindo.. e mesmo por último, mesmo perdendo, você corre até o fim.. insiste em perder!
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber (MARTHA MEDEIROS)
