Se eu Tivesse Asas
Eu quero saber voar com as asas que você me deu para então dançar o amor que eu tenho para lhe oferecer;
Eu ainda espero você chegar para que a vida lhe traga para mim enfeitando minha estrada esperando você chegar;
Abra o seu coração para que eu possa repousar todo o meu querer e apoiar-me em suas asas;
Deixe-me ser o teu porto seguro e dirigir você com o show dos meus sentimentos;
E na irá do meu desejo da minha libido meu silêncio grita com o seu ser mudo que se cala em um futuro tão perto;
Todos os dias não tenho o meu tempo que se perdeu entre o meu sono, lembrando o tempo que perdi;
Mesmo sem asas, me torno o teu anjo para te guardar e assegurar-te o quanto eu gosto da sua pessoa;
Conto os seus passos beirando o teu coração para desviar-te dos caminhos incertos que assolam a tua alma;
Viverei sempre em teus pensamentos e em teu coração no qual te dê força sentimental nas suas batalhas da vida;
Envolvo-me em tuas asas quando sinto frio e saudades do teu calor, eu recolho-me em teu casulo para que em meu silêncio eu possa descrever a imensidão dos meus sentimentos a ti;
O meu verbo é a sua conjugação da inocência que me desatina em um desassossega frenético que tanto me deixa pelo avesso;
Sempre ganho beleza
Quando tocada pelo sol.
Pudesse eu vagar
E mover-me com asas,
Ultrapassaria obstáculos
Sem que a dor me atingisse.
Rejeito todo amargor e acidez
Venha donde vier
Guio-me apenas pela doçura.
Mesmo que os anjos me emprestem suas asas,e eu descubra uma galáxia,nada fará sentido se não sentir o amor.
Enquanto aquelas asas alcançavam o céu, eu pensava na hora de partir. E era irônico demais não ser pra tua casa. Pensei que era loucura querer morrer antes de tocar no teu rosto, precisava de um adeus e mais um gole de desprezo.
Asas
Me ensinaram a ser chão,
a ser reto, a ser horário.
E eu fui —
fui sem vírgulas, sem desvios, sem fé,
sem delírios.
Nem andor passava por mim.
Desaprendi de voar
quando adulteci
e virei funcionário da rotina.
Guardei minhas asas na gaveta do
esquecimento,
junto de papéis amassados e promessas
vencidas.
Me acinzentei — mas os olhos, não.
Eles cansaram de ver histórias de aluguel.
Anseio por uma história que ainda não construí.
Meu conto.
Meu próprio folclore.
Quero subir novamente,
nem que seja feito um passarinho de metal,
avião de lata.
Cair para cima.
Acredito que ainda tenho tempo.
Sonhar é verbo com hélice.
Ontem, me lembrei que nasci para o alto.
Reabri a gaveta com dedos de menino.
Achei minhas asas caladas, mas inteiras.
Borrifei esperança nas penas,
reacendi o desejo pelo voo na pele.
E fui.
Voar é desobedecer o peso.
Mesmo que o vento se esqueça.
Mesmo que as asas tremam.
Alcançar os ares é importante —
reaprender a sonhar,
mesmo que o mundo diga: não.
Asas da imaginação
Um dia desejei voar para que eu pudesse ver tudo lá de cima, para que eu pudesse imaginar o destino.
Seria tão bom viajar entre as nuvens para depois delas poder abraçar os sonhos.
Quem dera ter asas para das nuvens eu entender os porquês, alimentar os quando e acreditar nos quereres da vida.
"Não sinto falta das minhas asas, eu não usava. Sinto falta de não ter percebido para que elas serviam."
Teu querer deu-me asas, enquanto eu era apenas metamorfose.
Fez-me desejar teu rosto, antes de sentir o reflexo dos teus olhos nos meus.
E desejar teus lábios, antes de sentir teu sabor
Fez-me querer tuas mãos a buscar meu corpo, desvendando-lhe os mistérios
e desejar teu descompasso, antes mesmo de provocá-lo
