Se eu Tivesse Asas
Eu quimera das trevas
Não sei o que é luz.
Nem muito menos o que é medo.
Eu sem asas.
De olhar fixo a escuridão.
Ajo como um impuni demônio
a relutância.
Sem Asas / Como Voar ?
Bem No Momento Certo
Eu Estava La
Para Conhecer
Atraindo
Com todas as Formas De Ser
e o que levou ao céu
Em Um Lindo Jardim
Com Rosas Brilhantes
e Transparentes
e De Tanto Negar
o que estava lá
Por Haver Várias Feridas Abertas
De Tanto negar Você
Minhas Asas Já Não Batem Mais
e De Tanto Negar
Que Estava aqui
Por Haver Várias Feridas Abertas
De Tanto negar Você
Minhas Asas Já Não Batem Mais
se minhas asas já não abrem mais
como voar
se no caminho tudo é tão dificil
como voar
se minha asas de cêra derreteram com o sol
ao te negar
ao te falar
em um lindo Jardim
Com rosas brilhantes
e transparentes
As pessoas dizem que eu ainda nao criei asas pra tentar aprender a voar,mas será que quando eu criar asas alguem vai me ensinar a voar ou inventaram mais desculpas ao invés de me dizerem logo que tudo tem seu tempo certo?
Se for para voar, que eu alcance alturas, mas sem roubar as asas de ninguém. Que eu seja infinita, sem diminuir o céu de outrem.
Eu queria ser um anjo, para ter asas e voar; nos sonhos estar, a você olhar, por sobre as águas andar, para te encontrar.
Eu fui embora. Embora de vez, eu me sinto como uma borboleta, uma borboleta com uma das asas quebradas mas que ainda sim insiste em voar, e quer voar alto e longe todos os dias. Mas eu sou uma borboleta de jardim, eu adoro pousar nas flores e sentir seu cheiro doce, adoro ter um lar pra onde voltar e adoro poder ser admirada por minhas cores, mas, assim que ver que eu não posso ficar mais ali, eu vôo pra longe.
Enquanto aquelas asas alcançavam o céu, eu pensava na hora de partir. E era irônico demais não ser pra tua casa. Pensei que era loucura querer morrer antes de tocar no teu rosto, precisava de um adeus e mais um gole de desprezo.
Asas
Me ensinaram a ser chão,
a ser reto, a ser horário.
E eu fui —
fui sem vírgulas, sem desvios, sem fé,
sem delírios.
Nem andor passava por mim.
Desaprendi de voar
quando adulteci
e virei funcionário da rotina.
Guardei minhas asas na gaveta do
esquecimento,
junto de papéis amassados e promessas
vencidas.
Me acinzentei — mas os olhos, não.
Eles cansaram de ver histórias de aluguel.
Anseio por uma história que ainda não construí.
Meu conto.
Meu próprio folclore.
Quero subir novamente,
nem que seja feito um passarinho de metal,
avião de lata.
Cair para cima.
Acredito que ainda tenho tempo.
Sonhar é verbo com hélice.
Ontem, me lembrei que nasci para o alto.
Reabri a gaveta com dedos de menino.
Achei minhas asas caladas, mas inteiras.
Borrifei esperança nas penas,
reacendi o desejo pelo voo na pele.
E fui.
Voar é desobedecer o peso.
Mesmo que o vento se esqueça.
Mesmo que as asas tremam.
Alcançar os ares é importante —
reaprender a sonhar,
mesmo que o mundo diga: não.
VoAndo
No meio das minhas dores, desde tenra infância, eu fingia ter asas, pensava que era capaz de voar dali, e abandonar os seres terrenos que me machucavam.
No passar do tempo, no muito alçar vôos, enfrentar tempestades, perder penas e afiar as garras, meu ser voador preferiu as alturas. No alto era mais fácil bater as asar e ver despencando dissabores, traições, e deixar cair da plumagem as lágrimas contidas, as cascas das feridas, e lá esperar cicatrizar as carnes rasgadas pelas pedradas.
Aprimorei os sentidos, no alto.
Aprendi ver melhor, conviver com os infortúnios, e seguir o fluxo da ventania para relaxar.
Tracei rotas para as fugas, conheci desfiladeiros, grutas e cavernas, sempre mirando do alto, almejando o pouso certeiro, longe das presas, trazendo no bico cura para os doentes, liberdades para os cativos, carinho aos solitários, alegria para os tristes...e para os abandonados, que caminhavam a esmo, ensinava voar comigo, já que pleno vôo, o câncer não podia nos alcançar. Nem incredulidades, falta de fé, falta do amor.
Em liberdade de vôo, minha melhor companhia chama se milagres!!
G.M.
Eu vou onde suas asas possam te levar, eu não sei voar, mas quero seu AMOR. Mesmo que isso tudo só fique num sonho.
Te amando eu vou...
Ao fechar os olhos, o mar sussurra cantares.
Que eu aprecio...
Bato as asas para voar ...pode até ser delírio
Mas... Acredito...!
Posso voar...
Então sinto o vento no rosto
Arrepiando minha pele e a alma
Meu olhar se perde no horizonte
Mas não existem estrelas, nem lua cheia...
Somente a luz do teu olhar...!
Estas pequenas penas se tornaram asas
Porque eu estava cheio de fé
Que essas asas fossem me fazer voar
Com o som de um riso
Filho, alguns tentarão te segurar, te derrubar, te frustrar... não desanime, voe, eu te dei asas para voar além dos céus, para contemplar das alturas a beleza daquilo que eu te dei. Apenas voe meu filho, seja livre
