Saudades de Quem Mora longe
“Amar não significa ausência de esforços. Pelo contrário, o amor verdadeiro nos ensina que aquilo que vale a pena construir também vale a pena cuidar, ajustar e reconstruir quando necessário.”
O ápice da realização humana não se revela na ausência de percalços, mas na consciência de havê-los atravessado sem abdicar da própria essência; pois, assim como na ciência a resistência antecede a transformação, na existência são as adversidades que convertem esforço em experiência, cicatrizes em sabedoria e persistência em plenitude.
Ninguém se acidenta por escolha — o acidente mora na distância entre o que é planejado e o que a realidade exige de cada indivíduo.
O desejo de pertencimento nasce, muitas vezes, da ausência de identidade. Quanto menor o senso de si, maior a intolerância com o outro.
O que é o GAP da Identidade?
É a distância entre aquilo que a organização afirma ser, aquilo que possui incorporado em seu DNA e aquilo que efetivamente expressa em sua prática.
Alta Performance é resultado e o GAP é a distância que precisamos compreender para alcançar esse resultado.
Apesar do passar dos anos, da amnésia natural do tempo, da distância geográfica, da dinâmica das mudanças da vida e, ainda assim, de ser lembrado com respeito e carinho, fique certo de que sua existência não foi em vão: sua lembrança ficou no coração
O ontem, o hoje e o amanhã, as veses se mistura em minha mente . O ontem tão distante ainda me parece tão presente. O hoje passando tão voraz . Não sei se estarei aqui para receber o amanhã. Nesse mundo indecifrável vivemos uma ilusão. Agora já não me importo com o ontem, pois tudo encontra-se perto do fim. A dor e a tristeza de ontem estara na passado. Sigo aqui gargalhando, se meu amanhã chegar pode ser que se esqueça de trazer de volta o que me fez ontem chorar. Boa noite .
Saudade fazem lágrimas rolar
Beijam lábios, sentem o paladar
E o sabor da saudade
Misturam-se nas voltas do tempo
Viajam nas ondas do vento
Onde giram pensamentos
Por tantos vividos momentos
Para alguns tem breve sentido
Outros emoções febris
Lembranças tristes ou alegres
Mas o que se apura de verdade
É o tempo que não tem idade
Mesmo que entre lágrimas e risos
Para alguns saudade, poucas ou demais
Dos tempos que não voltam nunca, jamais!
Tão somente restam saudade!
Preciso sentir saudades sua
Pois juntos demais vira costume
Saio andando pela noite lua
Pra que aconteça o descostume.
A distância rompe o tempo
E surgem tanta lembrança
Soprando você no pensamento
Fico feliz como criança.
A noite ao brilho do vaga-lume
Sinto falta de seu corpo e seu cheiro
Inebriado então pelo seu perfume
Retorno a seus braços tão ligeiro!
ALGUÉM CHORA POR VOCÊ!
Alguém já chorou por você!
Alguém sofreu e lamentou sua ausência
E para aliviar tanta dor que persistia
Somente restava o choro e orações.
Alguém em algum lugar sofreu por você!
Quando nem ao menos se lembrava
O quanto fez esta pessoa por amor
Chorar o quanto chorou por você.
Ela nada pediu em troca do que sentia
Somente desejava que lembrasse
Das lágrimas e sorrisos compartilhados.
Alguém em algum lugar ainda chora!
Chora a ingratidão que não merecia
Mas que ainda deseja de todo coração
Que siga seu caminho em paz.
E, mesmo que ainda chore num canto qualquer
Deseja que você seja realmente feliz!
AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
Poesia
As coisas são sempre contrárias, mas se não fosse como haveria saudades? Então vivamos o hoje, sem esperar muito do amanhã.
Entre o Eco da Ausência e o Grito do Silêncio
Diante das palavras impregnadas de desapego e dor, surge uma resposta silenciosa, tecida com fios de reflexão e resignação. É como se cada frase fosse um eco, reverberando nos cantos sombrios da alma, mas também iluminando os recantos mais profundos do coração.
Não é a falta que se faz presente, mas sim a presença ausente, uma ausência que se manifesta de formas indizíveis. É a memória que se esvai, o cheiro que se dissipa, o toque que se desvanece. É o reconhecimento de que o que um dia foi, agora não passa de sombras fugidias, dissipando-se com o vento.
E mesmo diante dessa ausência, há uma ânsia que se insinua, uma vontade de confrontar os fantasmas do passado, de encarar de frente a distância que separa o que já foi e o que resta agora. É como se a própria alma se revoltasse contra a lembrança do que um dia a aprisionou, buscando expurgar qualquer vestígio daquilo que já não lhe pertence mais.
Mas entre as linhas desse desabafo, há também um silêncio que grita, um vazio que ecoa. É a solidão que se faz companhia, o eco dos dias vazios, a resignação diante do inevitável. E no meio desse turbilhão de emoções, resta apenas o gesto simbólico de tentar exorcizar o passado, de purificar a alma daquilo que já não a alimenta mais.
Assim, entre a ânsia e o silêncio, entre a distância e a resignação, essa prosa se insere como um suspiro, uma última tentativa de libertação, um ato de coragem diante da incerteza do amanhã. É o retrato de uma jornada interior, onde o amor e a dor se entrelaçam em um eterno jogo de sombras e luz.
"Em um passado não muito distante, a seca era o Tifão do sertão. Hoje, o Tifão maior do Sertão Nordestino é a droga."
Eu não quero apenas estar com você; quero me fundir à sua vida até que não exista distância entre o meu desejo e o seu.
_Enzo Ruchell_
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