Saudades de Quem Mora longe

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Quando coração confirma que um momento foi bom, a saudade se aproxima.

Quem vai embora nos deixando ausência e silêncio, nos ensina que nossa companhia não pode ser dada para qualquer pessoa.

Quando sabemos que tem um sorriso nos esperando, não tem distância que impeça a caminhada.

Sentir saudades não é errado, mas é preciso lembrar o motivo que afastou ambos.

⁠Não alimente saudade,de quem só estava de passagem,não vale apena ocupar pensamentos por quem não acrescentou sorriso a teus dias.

Saudade é a resposta do que foi vivido do jeito certo.

⁠A minha relação com o perdão vem sempre de braços dados com a distância.

Devoto um segredo (somente)
Aos que conhecem o degredo
Distante de casa, e do seu mundo:
A Via Láctea é a casa dos poetas,
Dos mambembes e dos vagabundos.

Envolvo com fitas de cetim,
Faço uma rosa, um enfeite,
Para colocar no cabelo,
E lado a lado do seu cetro,
Sigo em frente...

Perpetuo um sonho (persistente)
Aos que desconhecem o inexorável
Distante dos olhos, e não do íntimo:
A poesia é capaz de aquecer a frieza
De qualquer coração autoritário...

Executo o conserto derradeiro
Do destino fora do trilho,
Caminho sobre cascas de ovos,
Levanto voo, e aterrisso eternamente.

Porque eu sou dona da minha loucura,
Se a minha poesia no firmamento fulgura,
Significa que de ti jamais sairá o anseio
De voltar para acariciar-me com ternura.

Distante de ser perto
de um qualquer,
Você não é, e não quero
que seja comparado
com nada neste mundo;
Não existem poesias
no Oriente ou no Oriente
que definam completamente
ou se alinham com a gente.


O trapézio do imprevisível
não provoca intimidação,
Porque com o fogo cruzado
nós temos intimidade.


Do nosso Deus tu és o sabre
contra o Mal e a injustiça,
e nos meus sonhos
o trigal mais vasto de amor
que eu já tive notícia;
Por isso espero e faço votos
de render-me sem medida,
e entre nós não haverá
a última dança nem despedida.

Com a constelação de palavras,
o silêncio cortante e ausência
tenho escrito rotas inusitadas.


Não faço ideia se vou alcançar
o seu amor raro em tempo,
mas não posso deixar de confiar.


Facilmente de mim não irá se livrar,
porque nasci poesia absoluta
feita de enigma fatal a te desafiar.


A nossa maior viagem está sendo
por antecipação do lado de dentro,
temos os gatilhos do pensamento.


De tanto etéreo e sensorial escrever,
virei a biblioteca do sentimento:
esquecer nunca será mais a opção.


Com a minha pluma mais amorosa
construí na sua alma e no seu coração:
o meu Império como sagrada habitação.

Senhora de toda a poesia


Somos de muito longe,
mas não distantes,
Não importa o quanto
tempo demore,
Estamos do lado de dentro
no coração e no pensamento.


O quanto deverei
caminhar e quantos
degraus irei subir,
Não intimida
e nem desmotiva.


A minh'alma feminina
pela tua se encantou,
deseja ser cativa,
e senhora de toda a poesia.

Não existe nenhuma
distância segura de mim;
pertenço ao coração,
à alma e ao pensamento.


No outono catarinense,
sou a flor persistente
do maracujá-silvestre
descoberta em maio.


Do sagrado ao abrir
e fechar dos teus olhos,
a insurgente favorita
e inabalável enigma.


Cada nova defesa vira
um brinquedo novo;
não me desmotiva
e alimenta a adrenalina.


Não nego que não exista
a emergência de amor,
embora a sedução convide
para o que não é só fantasia.

As palavras que deixam o aroma
da tua alma nesta distância oceânica
convidam a imaginar o que o silêncio
pode fazer conosco, dia e noite,
além de encantar o coração
para o rito íntimo de iniciação.


O que há em mim não tem parado
de clamar para o momento chegar.
Observando um par de tapicurus
na Baía de Babitonga,
fiquei sonhando de olhos abertos
como será quando a gente se encontrar.


Se é amor ou paixão, quero que nos dê
céu e asas, para não temermos voar,
para ignorar previsões do fim do mundo
ou quando disserem que o romance
já não terá mais tempo ou chance de durar:
que a gente tenha a coragem de dobrar a aposta.


Porque desde o dia em que te conheci
não acho mais graça em ninguém
para conversar, e algo tem me dito
que a recíproca é a mesma.
Ora tenho sido o papel e você a caneta,
sem pensar muito a gente sempre inventa.


Quando a hora certa nos brindar,
que venha a certeza lado a lado,
que o aconchego de sossegar
acompanhados venha se celebrar,
e de tudo a gente se permita desligar
sem se importar com o que irão pensar.

Entre você e quem conversa
existe um distante abismo.
Tu tens a capacidade de incendiar
uma rebelião apenas com um suspiro.
Como sou poeta, em ti fiz
a jura de escrever o destino.


Farei de ti uma mina de diamantes,
interminável em brasas lentas,
para que em outros romances
não encontres mais cadências.


Em céu catarinense tal como
a amável carícia do sol deixa
rastro aurífero nas asas livres
e belas da saíra-de-sete-cores,
tu hás de iluminar as penumbras
e guiar-me nos voos da intimidade,
porque em tuas mãos desejo
ter-me com plenitude e liberdade.

Permito-me enveredar contigo
sob o alinhamento da Lua e Vênus,
Bem distante de ser adicção,
apenas sendo a voz do coração.


Declamando alto em tom
de sedução em tempo de cavalgação
que de nós se aproxima
o tempo de amor e toda a paixão.


A minha íntima direção é onde
nasce a aurora matutina,
Embora acorde um pouco antes
em companhia das Plêiades.


Fazendo milhões de cenas
na imaginação onde o teu
como se derrama pelo meu
e nos fundimos por tais luzes.


Em grata retribuição sensorial
banho-me nesta aurivolúpia,
Desconfio que seja antecipação,
que seja o tempo de anunciação.

Quando a saudade nos alcança, ela não dá esperança, mas só dá pancadas, com o chicote das lembranças, a gente avança e com elas acumuladas.

Entre troncos deformados, galhos estéreis e raízes corroídas, penso em outonos distantes, onde o vazio ainda não tinha tomado tudo. Hoje, nem mesmo as lembranças florescem, apodrecem comigo, como se cada estação me roubasse um pedaço da alma. O que antes era silêncio fértil, agora é deserto e já não sei se há algo em mim que ainda resiste ao inverno que nunca termina.

Sou ausência tão presente que domina o espaço e pesa no ar. Quanto mais me apago, mais insisto em permanecer, pois até no último suspiro o fogo se lembra de arder em si.

Já chorei de saudade, mas também de gratidão.

Fui ausência em muitos lugares, mas presença onde importava.