Saudades de Quem Mora longe

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A melancolia é uma saudade sem endereço, uma dor serena que se instala no peito e colore tudo com tons mais cinzentos. É sentir falta de algo que, às vezes, nem se sabe o que é. É caminhar com o coração pesado, enquanto a mente passeia por lembranças, possibilidades e coisas que nunca aconteceram.

A conexão entre duas pessoas não se mede pela ausência de dificuldades, mas pela coragem de permanecer de mãos dadas quando a vida exige superação. É assim que o amor se torna caminho, direção e eternidade.

O interesse por coisas em comum evita o distanciamento e aproxima os corações.

Se o amor for verdadeiro, não se apagará com o tempo. Ele resiste às distâncias, sobrevive às dificuldades e encontra forças para lutar pela permanência.
Sentimentos reais não desaparecem — amadurecem, permanecem e, muitas vezes, esperam o tempo certo para florescer novamente.⁠

⁠O distanciar é a melhor arma sem bala, matar sem matar, sem pólvora, sem cova, sem fala.

Eu VEJO VOCÊ...
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Vejo você mesmo quando se mantém distante dos meus olhos.
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Vejo você por de trás só sorriso que insiste em mostrar para o mundo.
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Vejo você, quando mesmo em silêncio seus olhos me dizem tudo que seu coração tem transbordado.
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Vejo você em cada grito abafado.
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Vejo você, em seu modo natural, real, como nem mesmo você mesmo se perceba.
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Eu VEJO VOCÊ, em sua mais translúcida essência. -
Eu VEJO VOCÊ, com todo carinho, respeito, ternura e cuidado que há tempos você anseia.
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E por que te quero bem é que te enxergo tão além. É por isso que te sinto, é por isso que, a todos os momentos, EU VEJO VOCÊ!

Depois que tudo terminar, de nada adiantam as lembranças, a saudade, a vontade.

Depois que tudo acabar, nenhum arrependimento, nem implorar por mais um único momento fará tudo voltar.

Depois, de nada adianta remoer o que não foi feito, o que não foi dito, o carinho não realizado, os momentos não vividos, o tempo perdido.
Depois, só resta mesmo conviver com todas as oportunidades perdidas e que jamais, por nada voltarão.

Por isso, não espere o "depois". A vida acontece agora! Tudo precisa ser apreciado, aproveitado, nesse instante. Quando o "depois" chegar, nada mais vai adiantar.

Depois, é tarde demais!

Enquanto a dor tiver graça, aconsciência se distância

A distância entre o fracasso e o sucesso não é tão grande

É facinante como conseguimos enxergar um planeta a milhões de quilômetros de distância

De repente escuta uma música que abre uma caixinha supostamente trancada: a da saudade. Advém uma dor no peito, de um sonho que partiu, virou passado, mas ficou. Dos olhos caem lágrimas — uma homenagem sincera, digna e silenciosa do coração.

A distância, aliada ao silêncio, jamais terá êxito no esquecimento, se a conexão for patrocinada pelo coração.

Para muitos veteranos, o que mais dói é sentir a distância se multiplicar dos amigos fraternos, com quem compartilharam momentos mágicos e inesquecíveis, tempos em que a felicidade, a cumplicidade, a lealdade e a parceria eram companheiras fiéis. Com o tempo e a fadiga natural da matéria, restam hoje a saudade e, depois, as lembranças, em qualquer dimensão.

Imaginar a possibilidade de que, num futuro distante, séculos à frente, alguém leia um pensamento seu, não apenas goste dele, mas que lhe sirva de ajuda, como as palavras certas de que alguém necessitava, é tornar-se imortal.

Conhecer alguém distante, estabelecer uma conexão intuitiva e até hipnótica, sentir o estímulo para superar precipícios, construindo pontes — sendo o tempo engenheiro e o amor arquiteto — tudo lindo e bacana até a execução do projeto. Surge então o divisor de águas entre o sonho e a realidade. O tempo, esse engenheiro, será sempre o soberano da verdade.

Com virtudes e defeitos no plural, mas com âncoras firmes no coração, a distância nunca é plural: ela é sempre singular.

Onde há amor, o silêncio ecoa como saudade.

Quantos esqueceram, ou guardam uma saudade incomensurável de coisa tão simples, tão delicada, por não dizer tão lúdica: passear pela natureza de mãos dadas com quem amamos, com o sorriso das flores, a bênção do sol e a felicidade no coração.

Um veterano olha para trás, vê a vida passando, acelerando, o horizonte se distanciando e perdendo de vista. Fica prosa por estar ainda na estrada, sem dar a mínima para o que vem à frente e o destino final. Mas fica triste pelas boas companhias perdidas ao longo das estradas da sua vida.

Dia após dia, num presente bobão ou autista, cujo passado esconde a saudade, sendo a realidade uma metáfora da vida, padecendo de uma perene mitomania, dentro de um sufocante avatar, que tudo dissimula num palco de alegria.