Saudades de Quem Mora longe

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O autoconhecimento protege o indivíduo da manipulação, pois a ausência do desejo de aprovação anula as tentativas de controle externo.
O poder alheio só existe enquanto durar a dependência psicológica de ser aceito.

Não tão próximo quanto a lua desejaria, nem tão distante para deixá-la ir. o sol atravessava seus dias com uma luz que alcançava tudo, menos o vazio que existia entre os dois. a lua, em silêncio, fingia que algumas sombras eram suficientes para sobreviver. dizia a si mesma que amar também era aceitar o inverno, que nem todo calor precisa ser sentido para existir. mentia bem. porque toda noite ainda esperava que o sol esquecesse, por um instante, de iluminar o mundo inteiro e escolhesse aquecer apenas ela. nunca aconteceu. e, ainda assim, a lua permaneceu no mesmo céu. deverá acostumar-se ao frio de quem nasceu para ser calor, mas nunca soube aproximar-se o bastante para queimá-la.


Dizem que o sol jamais compreenderá o frio da lua. ele nasce disposto a aquecer, ela, acostumada ao silêncio, acredita que toda aproximação dura pouco. então afasta-se antes que precise sentir. o sol insiste por um tempo, confunde a distância com prudência, o silêncio com paz. até descobrir que há quem ame sem tocar, quem permaneça sem permanecer. talvez esse seja o preço do equilíbrio: aceitar que algumas luas nunca deixarão de ser inverno. e o sol… deverá acostumar-se a aquecer de longe.


O sol nunca percebeu que a lua esperava ser aquecida. acreditava que sua simples presença bastava. enquanto isso, a lua colecionava silêncios, caminhava ao lado do próprio brilho sem jamais sentir o calor que imaginava existir. não havia abandono, apenas uma ausência difícil de explicar. perto o suficiente para alimentar a esperança, distante o bastante para fazê-la duvidar de si. e talvez seja essa a mais cruel das órbitas: aquela em que ninguém parte, mas ninguém realmente chega. a lua continuará olhando para o céu. o sol continuará nascendo. e ambos chamarão isso de equilíbrio.

Saudades do tempo em que pessoas eram gente e bichos eram de estimação! Hoje, bichos são pets e as pessoas, umas pestes!

⁠No combate aproximado a distância favorece quem tem a melhor técnica!

Saudade: a sincronia entre quem fomos e quem somos.


A saudade não é um ponto no mapa, é uma órbita. A gente tenta separar o que sente, a falta do lugar, do tempo, da pessoa, como se fossem gavetas fechadas na alma. Mas isso é só uma ilusão, um jeito de tentar controlar a imensidão do que nos habita. A verdade é que tudo está ligado.


O lugar é o corpo da memória e o tempo é o seu sangue. Não dá para puxar um desses fios sem que a cena inteira se mova.


O espaço é apenas o palco onde a nossa essência aprendeu a respirar.


Quando voltamos a um lugar que nos marcou, o choque não vem das paredes, mas da nossa própria memória tentando reconstruir quem fomos ali. A gente não sente só a falta de quem esteve lá; a gente sente falta da frequência daquela luz, daquele instante, da pessoa que a gente era antes do mundo nos mudar. A memória não é uma estante de livros parados, é uma força viva que, toda vez que olhamos para trás, reescreve quem somos agora.


A nossa identidade é o mosaico dos rastros que deixamos.


Somos a soma de todos os lugares onde um dia nos sentimos inteiros.
Essa conexão é o que sustenta a vida. Cada pessoa que nos tocou, cada cenário que habitamos, mudou o nosso desenho interno de forma irreversível. A saudade, então, deixa de ser lamento pelo que passou e vira um exercício de alinhamento. É a nossa tentativa de encaixar no presente os pedaços de um sistema que, embora espalhado pelo tempo, ainda nos define.


A dor que a gente sente é apenas o preço da nossa própria evolução. Quem não sente falta, provavelmente nunca esteve realmente presente.


Precisamos ter sido todos aqueles outros para ser quem somos hoje. A saudade é a prova viva de que o passado não morreu, ele é o combustível que nos ancora no agora. É aceitar, com um pouco de melancolia, que somos um sistema imenso, mas que a vida nos impõe a solidão de não conseguir habitar todos os nossos eus de uma só vez.


Nesse ponto, a saudade ganha um novo significado. Se a vida é essa colcha de retalhos, a gente não deve tentar apagar o que já foi, mas aprender a sincronizar tudo.


Evoluir não é descartar o antigo, é alinhar essas frequências para que a gente possa caminhar como uma unidade, consciente e inteira.


A saudade não é um fim; é o sistema, enfim, se reencontrando.


@marco.arawak

⁠Ontem sozinha a pensar,
senti uma saudade imensa de você.
Um desejo que não sei dizer,
que não sei explicar.
Uma vontade louca de te ver,
Uma vontade louca de chorar...
sem saber... porque...
Olhei o céu de estrelas radiosas e
entre elas as mais formosas juntinhas...
bem juntinhas... a brilhar!
E sem saber porque crescia cada vez mais
o meu sofrer, crescia esta vontade de te ver juntinho de mim... bem juntinho...
Pra dizer-te bem baixinho... muito baixinho...
Eu gosto muito de você!

Talvez o meu desgosto por mudanças seja pelo medo de sentir a saudade.

A saudade machuca
As lembranças me fazem querer voltar no tempo
mas ele não volta
nunca voltou.

O Mapa da Distância




​Entre a tua pele e o meu abraço,
cresceu um deserto de ferro e neblina.
Fausia, traçaste um novo compasso,
onde o teu passo a minha alma empurra e declina.
​Desenhaste, com gipsita e silêncio,
fronteiras de gelo no meio do nada.
E eu, marinheiro de um porto suspenso,
vejo a âncora presa na tua calada.


​A distância não é só o tempo ou a estrada,
é a tinta invisível que mancha o teu ver;
é a rota que pões na tua jornada,
fazendo do perto um jeito de esquecer.
​Construíste muralhas de vento e de tédio,
um fuso horário onde eu nunca existo.
E a cada partida, o único remédio
é olhar para o mapa e ver tudo instinto.


​Se o norte do amor era a nossa chama,
agora o teu mapa só aponta o revés.
E a distância que crias, cruel e infama,
deixa o meu mundo sem chão sob os pés.

Amor Distante, Alma Presente


Foi em ti que percebi a verdadeira face do amor. Apaixonar-se é a brisa leve, o impulso fácil. Amar, contudo, é a magia complexa de uma orquestra bem ensaiada: a mais difícil, a mais sublime sinfonia da existência.
É árduo sustentar a melodia a distância, passar os dias na ausência do teu saber. No entanto, o verdadeiro sentimento nos confronta e nos faz entregar a alma, ignorando as circunstâncias. Essa entrega é fácil, porque em ti encontro uma alma que vale cada espera, cada verso. Eu só anseio ser a razão do teu riso mais puro, o sol que afasta qualquer sombra de lágrima.
O amor me dá a força para enxugar cada pranto teu. Eu te amo e te sinto, com a intensidade de quem está ao teu lado, pois a distância é só um detalhe físico quando te encontro em cada sonho. Mas a verdade é que não me contento com a melodia que a memória toca. Minha maior ambição é reger essa orquestra ao teu lado, sem telas ou saudades. Me diz quando podemos marcar o nosso ensaio de perto.

A militância doutrinada opera exatamente assim: na ausência de argumentos teóricos ou técnicos, recorre à criação de narrativas visuais criminosas para chocar. É uma tática antiga de manipulação que visa desumanizar o oponente político em vez de discutir o país. Quem tem propostas sólidas debate com dados e respeito. Quem não tem, vive de compartilhar memes e ofensas em grupos de internet.

"O inferno não é um lugar distante; ele existe aqui e agora. Habita na mente de quem espalha a mentira, na conduta de quem propaga o racismo e na alma escura de gente ruim.⁠

Entre o laço de sangue e o laço do abraço, há uma grande distância. Tem quem seja pai por condição, obrigação ou educação. Mas o verdadeiro Pai se veste de dedicação. Ele não apenas dá a vida; ele se faz vida na rotina, ensina a voar segurando a mão e se eterniza no peito do filho como sinônimo de amor.⁠

"A verdadeira força da ciência não reside na ausência de dúvidas, mas no compromisso inabalável com a verdade. Na luta contra a Covid-19, aprendemos que vacinas salvam vidas, o cuidado coletivo protege o próximo e que as instituições globais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), são bússolas essenciais em momentos de incerteza. Diante de boatos que tentam reescrever a história, a memória das milhões de vidas salvas pela medicina continua sendo o nosso maior argumento e o nosso legado mais valioso."

Impermanência


Ó Ausência! Ó Silêncio!
Minhas palavras, lançadas ao vento, dissipam-se no invisível,
e meu coração dissolve-se em ambiguidades.
A ti pertence o futuro incerto;
e cá estou eu:
um vaso vazio,
mas repleto de possibilidades.


Transitória e efêmera
é esta casca que me reveste.
Do pó eu vim,
e ao pó hei de retornar.
Cada segundo se extingue,
cada instante sepulta a si mesmo.


Também eu caminho para esse ocaso.
Serei terra,
serei húmus,
o adubo silencioso
de onde brotará um novo fruto.


Que o verme faça de mim o seu banquete,
que a chuva desfaça meu nome,
que o tempo me esqueça.
Pois não há derrota
em tornar-se semente
daquilo que ainda florescerá.

Felicidade, às vezes tão perto...
enquanto buscamos tão distante.

A saudade que sinto por estar longe de você é superada pela alegria de saber que você existe.

Quando quem você despreza morrer...
será no silêncio da ausência que entenderá o valor de quem partiu.

Alguns sentimentos foram feitos para ultrapassar o tempo e a distância...
O verdadeiro amor não pede mãos entrelaçadas, basta que duas almas continuem se reconhecendo no silêncio.

Artigo único do Código Poético: o silêncio pesa mais que qualquer ausência, mais grave que a despedida e sem possibilidade de recurso.