Saudades de Quem Mora longe

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Nunca caminha numa curta distância porque tudo que podes alcançar vai ser um pequeno objetivo,e não pessa muito porque tudo que podes terminar vai ser um arrependimento inesquecível

Hoje voltou a saudade
Do sonho que vive em mim
É uma presença sentida do desconhecido,
Dum sentido amor tão cúmplice
Que não sei explicar, apenas sentir!

Por vezes adormece e eu fico confusa
E penso... o sonho morreu!
Se é saudade dum amor sonhado
porque, o sinto tão intenso e belo?!

Eu sei, a minha alma pressente-te
Sinto-me sorrir, de sonhar o teu sorriso terno.
Não sei se te idealizo, mas gosto...
Não há incoerência.

Sinto-me prisioneira do meu sonho
O meu corpo desconhece-te, eu sei
Embora te sinta!
Mas na intimidade da minha alma
Serás eternamente reconhecido
Eu sinto e gosto...

Tu és a estrela, a única que brilha ao luar.
Encontro-te nas ondas do mar
Imagino-te no topo da montanha
Sinto o teu perfume numa singela flor
Dá-me um sinal da tua presença!

Deixa o meu amor percorrer-te de mansinho
Quero ouvir a tua voz sussurrando "amo-te"
Entrelaçados para sempre meu amor.

Ao amanhecer vou esperar por ti
Quem sabe desembarcas no porto
Onde aguardo serena a tua chegada.

O mar conhece os meus desabafos
Divido com ele o meu sonho
As ondas beijam meus pés
Enquanto caminho sobre a areia
E o sal alimenta a minha esperança
Dizendo, não desistas, volta amanhã.

Marília Masgalos

Sempre me fere pela ausência tão presente.
Sempre me fere essa presença incessante na ausência.
- Marcela Lobato⁠

Às vezes preciso da dor para sentir que tenho sentimentos. Eles estão ausentes e distantes. A dor nos conecta com nossos próprios sentimentos.












28/09/2025

Às vezes nos sentimos tão distantes de Deus, desviando-nos dos propósitos aos quais estamos destinados.

"Eu amo a escrita, mas não a complexidade das palavras que, por vezes, a tornam distante. Prefiro a simplicidade que aproxima, emociona e faz cada frase ser compreendida sem perder a sua beleza."
FURUCUTO, P. D., 2026.

Entre Telas e Sentimentos
(Jelres Freitas - Julho/2026)



Como pode alguém tão distante
Se fazer tão presente em mim?
Como pode uma simples conversa
Transformar um dia ruim?


Ainda não toquei suas mãos,
Nem pude encontrar seu olhar,
Mas suas palavras me abraçam
De um jeito difícil de explicar.


Você chegou devagar,
Sem prometer, sem exigir,
E quando percebi sua presença,
Já esperava você surgir.


Espero sua mensagem,
Seu sorriso em uma fotografia,
A voz que atravessa a distância
E devolve cor ao meu dia.


Pode parecer loucura
Amar alguém sem poder tocar,
Mas existem pessoas que chegam
Onde as mãos não podem alcançar.


Você não conhece meus abraços,
Mas já acalmou meu coração.
Não caminhamos lado a lado,
Mas seguimos na mesma direção.


Eu sei o que sinto por você,
E não preciso o amanhã esperar:
Desde o instante em que chegou,
Meu coração escolheu te amar.


Você trouxe alegria
Ao lugar em que havia solidão,
Trouxe esperança aos meus pensamentos
E paz para o meu coração.


Não quero atropelar nossa história,
Quero vivê-la por inteiro,
Conhecendo, a cada novo dia,
A mulher que desejo ao meu lado primeiro.


Amar é reconhecer alguém
Mesmo antes de poder encontrar.
E eu já reconheço em você
A mulher que escolhi amar.


Ainda existe uma tela entre nós,
Uma distância para vencer,
Mas, mesmo sem tocar seu rosto,
Minha alma já encontrou você.


E quando o encontro finalmente chegar,
Não será o começo do que senti:
Será apenas o primeiro abraço
De um amor que já nasceu aqui.

O vento entra pela janela do meu quarto machucando a minha saudade.

Estamos num lugar distante
Difícil de se chegar
Cercados pelas coisas de maior valor
Que a vida traz
Nenhuma delas pode ser tocada
Nada é pra sempre
São quatro ruas de uma mesma esquina
Um leque num mercado de magias
Por mais veloz que a gente corra
O tempo, desigual
Vem mais depressa
Nessa hora
A nossa lealdade pela vida à toa
Soa em forma de saudade
Mais dia, menos dia
Chegamos no lugar tão longe
Que sabe quem se sabe só
Estava escrito na fachada
O nome do lugar é hoje
Mas não adianta chamar
Agora chove
E ele finge que não nos ouve.

Edson Ricardo Paiva.

O Paraíso

Tristemente esse lugar existe
E se esconde distante
"Distante" abrange muito mais
Que simplesmente estar longe

Guarda em si a cada laço
Cada passo e cada compromisso
Cada direção oposta
A cada estrada que seguimos

Catando estrelas com rede
Quais fossem
Imaginárias borboletas

Quando se deseja
Arrancar asas aos sonhos
Troféus, carrosséis de ilusão
Coisas que voam
...e que brilham

Clarear do dia
Não há paraísos,
Paz, nem melodia
Borboletas, beija-flores e estrelas

Há palavras escritas
Que resultam num lugar vazio
e pensamentos
que te afastam
muito, muito mais que você pensa
Mas você os pensa muito intensamente
Triste!

O Paraíso está para sempre lá
No voar da abelha
No cair da folha
No voo do pensamento

Universo
Simplicidade
Desenhada em versos
Sem tinta
Sem papel ou comprometimento
Nenhum compromisso cumprido
Firmado com Deus
Com a mente
Com a morte

Só sangue a fluir dos cortes
de sorte
Que felicidade
Se encontra a menos de um passo
Num lugar distante
Que existe lá dentro da gente
Entre a mente e o coração
Escondido
Atrás do mal
Que há nos olhos

Paraíso, Felicidade
O lugar mais distante
Que Deus encontrou para guardar
Por isso
Difícil de achar.

Edson Ricardo Paiva

Saudade é mais do que uma palavra; é um sentimento que a língua portuguesa traduz de forma única.

O arrebatamento não desfaz a gravidade do corpo, mas o peso da ausência; não é o instante em que deixamos a Terra, mas o momento em que a eternidade percebe que já não cabemos nela.
Reno Fioraso

Saudade


Passado que insiste em estar presente pra completar a parte que carrega da gente.

O castigo mais cruel não é a ausência do objeto desejado, nem a idealização utópica de si que jamais se realizou — é a proximidade eterna daquilo que se pode ver, sentir, imaginar, mas nunca alcançar. Há tormentos que não nascem da falta absoluta, mas da presença inacessível: aquilo que permanece ao alcance dos olhos e fora das mãos. E é justamente essa vizinhança impossível que prolonga o desejo até transformá-lo em prisão.

A escuridão não é ausência, mas plenitude disfarçada; e aqueles que buscam luz nos lugares errados apenas arranham a superfície de si mesmos. Cada pensamento não vivido deixa cicatrizes invisíveis, e o silêncio que carregamos é mais denso que qualquer palavra que ousamos pronunciar.

A solidão não é ausência de companhia, mas a presença radical de si mesmo — e poucos suportam tal intimidade sem máscaras.

Nem toda distância é abandono; algumas são formas superiores de cuidado. A consciência que se preserva aprende a retirar-se sem rancor, sabendo que permanecer onde o sentido se perdeu é trair a própria inteireza. A maturidade não está em ficar a qualquer custo, mas em saber partir sem destruir o que foi verdadeiro.

A solidão não é ausência de mundo — é excesso de interior não elaborado. O sujeito que a habita não encontrou ainda como processar as vozes internas que nunca foram silenciadas, apenas adiadas: os objetos internos em conflito, as identificações mal integradas, as lembranças que nunca encontraram repouso narrativo. Nesses espaços, o psiquismo vira vigia de suas próprias sombras, organiza ausências, pendura representações de afetos que talvez nunca tenham existido com a intensidade que a memória lhes atribui. O cárcere não é construído pelo externo — é sustentado pela dificuldade de atravessar a própria porta, que muitas vezes só exige que o sujeito cesse de guardar o que poderia ser, finalmente, largado.

Erguido sobre o peso do indizível, o silêncio de Baalbek não é a ausência de Júpiter, mas a sombra mística que o tempo projeta ao secularizar a absoluta ruína em pedra.
Reno Fioraso

Seu amor é a coisa mais próxima e também a mais distante que eu sinto.