Saudades de Quem Mora longe

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"A nostalgia percorre o tempo como vento silencioso, trazendo à tona ausências que o coração insiste em lembrar.”

“A pipa dança no vento, distante e colorida — livre, mas presa à linha que lembra que a esperança sempre encontra um fio de sustentação.”

“Há um tipo de vazio que não vem da ausência — vem da falta de sentido em tudo que está presente.”

“A solidão não dói pela ausência dos outros — dói quando você não se encontra nem consigo mesmo.”

Amor... saudade eterna


Vieste, pra minha vida, um dia vieste.
E me deste toda a felicidade do mundo, me deste.
Foste, o amor da minha vida, foste.
E um dia te foste.
O amor eterno prometido,
em mil pedaços partido.
O amor eterno “que prometeste”
“era bem pouco e cedo se acabou”...
Partiste...
Triste me deixou...
Mas “de ti conservo no peito a saudade celeste” que do eterno amor ficou...
Amor eterno... em saudade eterna se transformou.


Rosangela Calza

O tempo e o espaço têm um jeito curioso de purificar o que sentimos, a verdadeira distância não separa, apenas revela o que é de fato insubstituível.

Névoa


Demétrio Sena - Magé


Hoje sei que a saudade não respeita o tempo;
ela fica e se agarra nas pilastras d'alma,
quando a força do vento quer varrer lembranças
e calar nosso trauma de ausência profunda...
Minha mãe não se vai de minhas nostalgias,
porque mora num pranto que ninguém vê mais;
os meus dias começam e findam envoltos
numa névoa de paz e tristeza nos olhos...
Peço a bênção e sinto a sua voz que anima;
ela mima o menino que não sai de mim,
pois espera momentos de poder senti-la...
Tenho sorte por ter a saudade que afago;
trago tantas memórias, muitas doloridas,
mas queria mais vidas com a minha mãe...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Individualidade ou distanciamento? Onde está o equilíbrio nos relacionamentos?

Essa é uma das maiores dúvidas dos relacionamentos atuais. Fala-se muito sobre respeitar a individualidade, mas até que ponto isso é saudável? E quando a individualidade começa a se transformar em distanciamento?

Uma relação equilibrada não significa que duas pessoas vivem completamente separadas e se encontram apenas quando sobra tempo. Da mesma forma, também não significa fazer tudo juntos o tempo todo. O segredo está no equilíbrio.

Todo relacionamento saudável costuma ter três espaços importantes: o espaço individual de cada pessoa, com seus amigos, família, projetos e momentos a sós; o espaço do outro, que também precisa ser respeitado; e o espaço do casal, construído por conversas, experiências, planos e tempo de qualidade.

E existe um detalhe fundamental: o espaço do casal não deve ser apenas o tempo que sobra depois de todos os outros compromissos. Ele também precisa ser tratado como prioridade.

Ter uma rotina intensa não impede ninguém de demonstrar interesse. Pequenas atitudes fazem toda a diferença: reservar um momento para estarem juntos, demonstrar saudade, perguntar como foi o dia ou simplesmente mostrar que a presença do outro é importante.

No fim das contas, a sensação de prioridade não depende apenas da quantidade de horas disponíveis, mas da intenção e da constância das demonstrações de afeto.

Os momentos a dois também são essenciais. Não porque exista uma regra, mas porque a intimidade emocional precisa de espaço para crescer. Relacionamentos são fortalecidos pela presença, pela atenção e pela conexão.

Quando esses encontros passam a acontecer apenas por obrigação, algo muda. Existe uma grande diferença entre estar junto porque “é preciso cumprir a agenda do relacionamento” e estar junto porque a companhia da outra pessoa faz bem e é desejada.

Muitas vezes, o problema não é a falta de tempo. É a falta da percepção de reciprocidade. O que costuma machucar não é ver o outro vivendo sua própria vida, mas sentir que, para todas as outras prioridades, existe disposição, enquanto o relacionamento recebe apenas o tempo que sobra.

No fim, respeitar a individualidade não significa colocar o relacionamento em segundo plano. Significa construir uma relação em que ambos tenham liberdade para viver suas próprias vidas, mas façam escolhas conscientes para cuidar, investir e fortalecer o espaço que compartilham.

Porque, quando existe interesse genuíno, ninguém precisa abrir mão da própria individualidade para fazer o outro se sentir importante.

População brasileira está num nível de irritabilidade intensa e ausência de total de qualquer empatia e gentileza.
Qualquer motivo besta é motivo para treta. Não há diálogo consensual, pedido de desculpas e reconhecimento dos próprios erros.
E muito deste comportamentos hostis e intolerantes são graças às influências de diversos conteúdos vizualizados, compartilhados de agressividade, sadismo e de falsas expectativas levando a insatisfação, frustração e introspecção doentia. Expostos automaticamente à algoritmos massivamente nas redes sociais e ao que parece começou a piorar durante a época da pandemia, com demonstrações públicas e virtuais de desobediência civil e moral com atos de ignorar regras sociais e normas legais, sem filtro para um respeito de convivência coletiva civilizada e sem a capacidade de discernimento do certo e do errado, sem nenhuma análise para as consequências de atos impulsivos.
Aflorando cada vez mais uma maldade de gente ruim e viralizando esta nova e "aceitável" cultura neurocomportamental.
Total ação racional e pré meditada só que primitiva e selvagem, apenas um intenso estímulo para o ódio e dualidade por qualquer motivo e sem lógica e sem bom senso contra àqueles desconhecidos ou até, conhecidos.

"Ai, que saudade de ser criança,
De olhar a vida com esperança.
Ir ao riacho, meu refúgio e encanto,
Sentir a água e o céu, e sonhar tanto,
Com um futuro brilhante, radiante!"

Amor perdido


Querido! Escrevo para me libertar da saudade, da culpa, nessa imensidão de falsas felicidades. Escrevo para me libertar de você, especialmente das lembranças do seu calor , que me dão pavor.
Escrevo para sentir e lembrar a cada momento da minha moça idade, os momentos de grande seriedade
Escrevo para provar para mim mesmo que não te amo apesar que meu coração ainda te chamo.

"A saudade que o tempo não roubou"


Às vezes me pego em silêncio, imaginando como você estaria hoje. Consigo ver seu rosto, o brilho de um homem feito e bonito. Fico pensando no caminho que você teria escolhido, na profissão que exerceria com orgulho e no nome da mulher que caminharia ao seu lado.
Gosto de acreditar que você seria imensamente feliz. Que teria filhos com o seu sorriso, perpetuando sua existência.
Mas aí a memória me volta para aquele dia cinza... sinto de novo o aperto no peito, o peso no corpo e aquela queda que feriu o joelho, mas não tanto quanto a notícia que veio logo depois: você tinha partido.
O tempo passou, mas meu coração de tia continua lá, estacionado naquela saudade. Eu nunca perdoei a vida por te levar, nem o destino por nos roubar os momentos que não vivemos. Sinto falta até do que não aconteceu, como o dia em que você me ensinaria a andar de patinete.
Saiba que eu te amo e te amarei para sempre.

A ausência de amor na infância não condena ninguém ao vazio, mas pode ensinar a alma a amar com medo.

Alguns se tornam distantes por medo de sofrer; outros amam intensamente por medo de perder.

Nem toda pessoa emocionalmente distante é insensível; algumas apenas aprenderam a sobreviver sem demonstrar dor.

Chega um momento em que a distância já não dói, ela esclarece. Olhamos para trás e entendemos que nem tudo o que não aconteceu foi perda. Houve planos interrompidos, conversas que não avançaram e histórias que não seguiram adiante não por falta de amor, mas por falta de sentido. Com o tempo, aprendemos algo difícil de aceitar: algumas relações não acabam para nos ferir, acabam para nos preservar. E quando a maturidade finalmente chega, conseguimos chamar de livramento aquilo que um dia chamamos de destino.

Amo quem prefere o toque no olhar e na pele ao toque na tela do celular. Encurta distâncias e estreita afetos.

Que saudade boba é essa que ainda não chegou até mim em forma de abraço demorado?

"Sonhei hoje com um tubarão querendo me atacar, quanto mais eu tentava ficar o mais distante dele, mais eu o temia, era como se ele quisesse dar um salto alto para me alcançar, ele parecia ser artificial, pelas cores e textura, era um tubarão azul com branco e parecia ser de plástico, ou feito em 3d, mas ele era real, porque estava dentro de um rio e ele andava e olhava para mim com olhar ameaçador. "




Agosto de 2024

Sinto saudades, sim. Às vezes elas chegam de mansinho, como quem bate na porta da memória e pede um pouco de silêncio para ficar. No começo eu pensava que saudade era só ausência, um vazio que ninguém conseguia preencher. Mas com o tempo entendi outra coisa: algumas lembranças não foram feitas para voltar, foram feitas para morar dentro da gente.


Hoje eu olho para o passado com mais carinho do que dor. As pessoas, os momentos, as conversas simples que pareciam pequenas na época… tudo acabou virando parte de quem eu sou. E percebi que a melhor memória não é aquela que a gente tenta repetir, mas aquela que a gente guarda no coração, intacta, viva do jeito que foi.


Existe algo bonito nisso, quase como um segredo silencioso. Porque quando a lembrança mora dentro da gente, ninguém pode tirar. Ela não depende de lugar, nem de tempo, nem de circunstância. Está ali, quieta, mas forte, aquecendo o peito nos dias em que a vida parece um pouco mais fria.


Às vezes eu sorrio sozinha lembrando de algo que já passou. Outras vezes os olhos ficam marejados, mas não é tristeza pura, é um tipo de gratidão misturada com saudade. É como se o coração dissesse: valeu a pena viver aquilo.


Aprendi que sentir saudade também é uma prova de amor. Só sentimos falta do que, de alguma forma, nos tocou profundamente. E quando aceito isso, a saudade deixa de ser um peso e vira uma companhia delicada, que me lembra de tudo o que já vivi.


No fim, as melhores memórias não fazem barulho. Elas ficam guardadas no coração, quietinhas, esperando o momento certo de aparecer e me lembrar que a vida foi, e continua sendo, cheia de encontros que realmente importam.